<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249</id><updated>2011-10-31T07:25:18.702-07:00</updated><title type='text'>NÃO À ASSIMILAÇÃO GAY</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17555804026776399424</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-142474456290622436</id><published>2008-10-17T17:55:00.000-07:00</published><updated>2008-10-17T18:08:37.586-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_AqUoHyH9oLw/SPk2WL87feI/AAAAAAAABPg/aKLeoxLhzpo/s1600-h/emocionante6.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_AqUoHyH9oLw/SPk2WL87feI/AAAAAAAABPg/aKLeoxLhzpo/s320/emocionante6.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258293794725133794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 style="color: rgb(204, 51, 204);" class="smller"&gt;Libertação Gay e Feminismo Lésbico&lt;/h3&gt;&lt;h3 class="smller" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: rgb(204, 51, 204);" class="para"&gt; "A opressão homossexual e a opressão das mulheres eram ambas vistas como resultado da imposição do que eram chamados de ‘papéis sexuais’. Ativistas políticos da esquerda nesse período eram profundamente construtores sociais em sua aproximação. Deste modo, ambos libertadores gays e feministas viam papéis sexuais, o que provavelmente são chamados agora de ‘papéis de gênero’, como sendo politicamente construídos para assegurar a dominância masculina. Mulheres foram relegadas ao papel sexual feminino da esfera privada, criando e sendo preocupadas com o embelezamento do corpo a fim de ser um apropriado objeto sexual. Lésbicas foram perseguidas por elas desafiarem o papel sexual da fêmea de passividade sexual e a servidão aos homens. Homens gays foram perseguidos por eles desafiarem o papel sexual do macho, que, assim como exige comportamento masculino, foi fundado na heterossexualidade e no intercurso sexual com mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No contexto de uma polític a queer corrente, que celebra aqueles que desempenham precisamente estes papéis na forma de butch/femme, transgenerismo e sadomasoquismo como a vanguarda transgressiva da revolução, é útil entender como uma libertação gay fortemente influenciada pelo feminismo os rejeitou completamente. A opressão dos homens gays foi vista como um reflexo da opressão das mulheres, então ‘papéis sexuais’ era um problema para homens gays também. Um gay liberacionista dos Estados Unidos expressou isso deste modo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sexismo também é refletido nos papéis que homossexuais têm copiado da sociedade heterossexual.&lt;/i&gt;&lt;i&gt; Os rótulos podem variar, mas é a mesma situação desigual, contanto que os papéis estejam rigidamente definidos, contanto que uma pessoa exerça poder sobre outra. Para héteros é macho-fêmea, senhor/senhora. Para gays é butch/femme, ativo-passivo. E o extremo, em cada caso, é sadista-masoquista. Seres humanos são objetificados, tratados como propriedade, como se uma pessoa pudesse possuir outra.&lt;/i&gt; (Diaman 1992: 263)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 class="smller" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/h3&gt; &lt;div class="para"&gt; Um ativista da libertação gay do Reino Unido escreveu: ‘Nós temos sido forçados a desempenhar papéis baseados na sociedade heterossexual, butch e femme, “casamentos” nucleares que continuam dentro do relacionamento a mesma opressão que a sociedade exterior força nas suas mulheres. (Walter 1980: 59).&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_AqUoHyH9oLw/SPk2V5pSTzI/AAAAAAAABPY/_6Tu3fUT2fE/s1600-h/Viseu_Manif.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_AqUoHyH9oLw/SPk2V5pSTzI/AAAAAAAABPY/_6Tu3fUT2fE/s320/Viseu_Manif.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258293789810904882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um outro escreveu: ‘Desempenhar papéis em uma sociedade que demanda definições de gênero, interpretação de papéis sexuais, masculino versus feminino – o que nós podemos fazer, aqueles quem a sociedade rejeita e condena como metade-homens? Muito frequentemente nós reagimos representando exageradamente’ (p. 87).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos da libertação gay, nenhum argumento foi feito que interpretação de papéis fosse uma experiência ‘autêntica’ e exclusivamente lésbica ou gay, como aconteceu nos anos 80 e 90 (Davis e Kennedy 1991). Não existia vergonha em reconhecer que gays estavam envolvidos em mimetizar a sociedade hétero quando eles embarcaram em desempenhar papéis. Gays eram entendidos como construídos pelas regras da sociedade heterossexual também. Carl Wittman da Libertação Gay dos Estados Unidos declara:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Nós somos crianças da sociedade heterossexual. Nós ainda pensamos hétero; isso é parte da nossa opressão. Um dos piores de todos os conceitos héteros é a desigualdade... homem/mulher, em cima/em baixo, casado/não casado, heterossexual/homossexual, chefe/trabalha&lt;/i&gt;&lt;i&gt;dor, branco/negro, e rico/pobre....Por muito tempo nós mimetizemos estes papéis para nos proteger – um mecanismo de sobrevivência. Agora nós estamos nos tornando livres o suficiente&lt;/i&gt; &lt;i&gt; para largar os papéis que selecionamos provenientes de instituições que tem nos aprisionado.&lt;/i&gt; (Wittman 1992: 333)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 class="smller" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/h3&gt; &lt;div class="para"&gt; Um grupo de mulheres que formou parte da libertação gay nos EUA, o Partido Gay Revolucionário da Convenção de Mulheres, rejeitou firmemente a idéia de papéis sexuais para lésbicas, por isto não conter vantagens para elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Apesar de nenhuma de nós jamais ter sido educada em conduta de relações de igualdade sem papéis, lesbianas podem chegar mais perto desta realização que outros, porque nenhuma das instruções sexistas de representações de papéis que todo o mundo recebe ajuda a fazer seus relacionamentos funcionarem. Desempenhar papéis as leva para lugar nenhum, pois a “butch” não recebe nenhuma das recompensas sex&lt;/i&gt; &lt;i&gt;uais, sociais e econômicas do macho enquanto a “fem” não tem um homem que traga para casa o salário de um homem ou para protegê-la do ataque de outros homens.&lt;/i&gt; (Gay Revolutionary Party Women’s Caucus 1992: 180)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_AqUoHyH9oLw/SPk2WBQclXI/AAAAAAAABPo/e4G5PrbwCSo/s1600-h/emocionante2.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_AqUoHyH9oLw/SPk2WBQclXI/AAAAAAAABPo/e4G5PrbwCSo/s320/emocionante2.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258293791854204274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tais sentimentos, proveniente daqueles que teriam visto a si mesmos na época como a vanguarda da política gay, encontram-se em contraste total com a postura a respeito da interpretação de papéis lésbica que se desenvolveu mais tarde em algumas áreas da comunidade lesbiana. No fim dos anos 80 e anos 90 escritoras lésbicas tal como Joan Nestle (1987) construíram elas mesmas consideráveis reputações celebrando e romantizando representações de papéis como a mais autêntica forma de lesbianismo. Considerando que na libertação gay a resposta para os papéis era ‘largar’ eles, nas décadas posteriores eles foram selecionados, polidos e redispostos para o propósito de excitação sexual (Munt 1998; Hallberstam 1998a; Newman 1995).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 class="smller" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/h3&gt; &lt;div class="para"&gt; Uma outra corrente comum entre a libertação gay e a libertação das mulheres naquela época foi a recusa ao casamento e a família nuclear. Casamento era considerado por ambos a ser um contrato de exploraç ão e dominância masculina, que necessita precisamente de ‘papéis sexuais’ que eram vistos como tão opressivos. Tão fundamental era a oposição ao casamento que ela foi enfatizada por Jill Tweedie, uma influente colunista do &lt;i&gt;Guardian&lt;/i&gt;, em um fragmento positivo a respeito da libertação gay: ‘Libertação Gay não demanda pelo direito de homossexuais de casar. Libertação Gay questiona o casamento’ (citado por Power 1995: 64).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois aspectos da teorização da libertação gay a distinguem dramaticamente das políticas queer. Um é a compreensão que a opressão de homens gays origina-se da opressão das mulheres. O outro é que muitas formas de comportamento gay masculino, que hoje são elogiadas nas políticas queer, são o resultado da opressão gay, e não pode ser destruída sem aniquilar a opressão das mulheres. Formas de comportamento que historicamente foram parte do comportamento de homens que fizeram sexo com homens, como caçada e efeminação, foram vistas por ativistas da GLF (Frente de Libertação Gay) como resultado da opressão, mais propriamente que inevitáveis ou formas autênticas de comportamento gay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 class="smller" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/h3&gt; &lt;div class="para"&gt; &lt;h3 style="color: rgb(204, 51, 204);" class="smller"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_AqUoHyH9oLw/SPk2VplBwtI/AAAAAAAABPI/Xg7R_vBfXJg/s1600-h/ws+gay+couple+copy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_AqUoHyH9oLw/SPk2VplBwtI/AAAAAAAABPI/Xg7R_vBfXJg/s320/ws+gay+couple+copy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258293785498075858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt; A excitação política original da libertação gay durou apenas poucos anos no Reino Unido e nos  EUA. No Reino Unido alguns homens voltaram para práticas que eles tinham criticado quando a libertação gay estava em seu auge, tal como caçada (Shiers 1980). Agora que uma notória comunidade gay subsistiu como um mercado, novas atividades comerciais gays tornaram-se envolvidas na ex ploração de homens gays do mesmo modo que heterossexuais e negócios da  máfia tinh am feito em tempos anteriores: nasceu o capitalismo gay. Masculinidade gay tornou-se a moda, cons iderando que a política da libertação gay tinha evitado  a masculinidade como o comportamento da dominância masculina (Humphries 1985). Uma política de ativismo gay de direitos iguais começou a desenvolver-se, o que alguns liberacionistas gays viam como desradicalizando e minando o movimento por mudança social radical. Por que, então, a objeção radical da libertação gay não foi sustentada?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;trecho do livro Unpacking Queer Politics, de Sheila Jeffreys (2003).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-142474456290622436?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/142474456290622436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=142474456290622436' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/142474456290622436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/142474456290622436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2008/10/libertao-gay-e-feminismo-lsbico-opresso.html' title=''/><author><name>Patriarkill ♀</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11887354474319378804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://www.anarcha.org/pix/prop/women_free.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AqUoHyH9oLw/SPk2WL87feI/AAAAAAAABPg/aKLeoxLhzpo/s72-c/emocionante6.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-3910984153697997204</id><published>2008-10-15T22:19:00.001-07:00</published><updated>2008-10-15T22:32:09.474-07:00</updated><title type='text'>Preferência versus Orientação</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AqUoHyH9oLw/SPbPQmHpueI/AAAAAAAABN4/Y4-P4hMSpnw/s1600-h/ATgAAAAJrNfN-xjcZUkDfESOPR0AZ6CrEoBTayhW-mDTRT7GzVeofxhqxyvdqtGI__Msx5llAdQhZQPGBgmeTjW_AoIfAJtU9VAqZXY4ehQoHrEPbYQFW9lxovukAw.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AqUoHyH9oLw/SPbPEUMJZGI/AAAAAAAABNw/mgTLeo2_wdo/s1600-h/ATgAAADkgnMfVZvMEsnr8panyTaalXfhmaRNUhGdDt6J7rtok344qq4rGjgpGomgWMbogSAng8RbdoiN4uN-F-a6yxJuAJtU9VDHkr08IC6YxxvMY6g0wSetr62OXw.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257617288047715426" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AqUoHyH9oLw/SPbPEUMJZGI/AAAAAAAABNw/mgTLeo2_wdo/s320/ATgAAADkgnMfVZvMEsnr8panyTaalXfhmaRNUhGdDt6J7rtok344qq4rGjgpGomgWMbogSAng8RbdoiN4uN-F-a6yxJuAJtU9VDHkr08IC6YxxvMY6g0wSetr62OXw.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Heather L. Moore&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As palavras e frases novas são uma medida orgânica de mudança. Capturam as transformações da percepção e muitas vezes da própria realidade”Esta frase foi escrita por Gloria Steinheim em 1982, num ensaio entitulado “Palavras e Mudança”. No seu ensaio, ela explica os modos como as feministas mudaram o nosso mundo através da linguagem, e a importância que a linguagem continua a ter na redefinição daquilo que somos como mulheres e no modo como somos compreendidas e tratadas. Uma frase que atualmente é comum nos meios de comunicação e entre os grupos de direitos das Lésbicas e Gays é orientação sexual. É usada em leis gerais e municipais feitas para acabar com a discriminação, e em ensaios de estudiosos que examinam diversos aspectos da homossexualidade. Em toda a nossa sociedade, “orientação sexual” foi codificado como o termo a usar quando se discutem questões envolvendo homossexuais. Ocasionalmente, ouvimos usar o termo preferência sexual em debates retóricos sobre questões das Lésbicas e Gays - mas isso é frequentemente um sinal que o orador é ostensivamente anti-homossexual. Então que diferença faz qual a frase que se usa? A terminologia serve o seu propósito se sabemos, apenas através da terminologia escolhida, quem apoia ou não os direitos das Lésbicas e Gays. Não é? Mas a linguagem não ajuda apenas a etiquetar a realidade - também ajuda a criá-la. Citando novamente Steinheim “Nesta vaga [a segunda vaga do feminismo] as palavras e a consciencialização lideraram o processo de modo a que a realidade se lhes seguisse”. As palavras que usamos para descrever questões feministas tem uma enorme importância. Precisamos dizer aquilo que pretendemos, não o que é mais conveniente ou simples. Como feministas, o nosso uso da linguagem tem sido, e continua a ser, uma das nossas armas mais poderosas na luta para atingir a igualdade.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=13831457767495221285"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todavia, esta questão é complicada pelo fato de muitas Lésbicas e Gays usarem o termo “orientação sexual” para se descreverem. Muitas vezes usam este termo sabendo perfeitamente o seu significado e que implica determinados pontos de vista em relação à sexualidade humana. Por exemplo, no número de Março de 1993 da revista The Atlantic, Charles Burr escreve àcerca das novas evidências que ajudam a “provar” que a homossexualidade tem uma origem biológica. Ele escreve “Cinco décadas de evidências psiquiátricas demonstram que a homossexualidade é imutável e não patológica e um grande número de novas evidências implicam a biologia no desenvolvimento da orientação sexual”. No princípio do artigo, Burr afirma que “o termo orientação sexual, que nos anos 80 substituiu preferência sexual, põe em evidência a natureza profundamente enraizada do desejo sexual e do amor. Ele envolve nele a biologia.” Isto faz levantar questões importantes - &lt;strong&gt;queremos realmente envolver a biologia? Será que as feministas acreditam que a biologia é responsável pelas nossas vidas sexuais?&lt;/strong&gt; Na verdade as feministas não falam numa voz singular; mas alguns conceitos têm um maior grau de credibilidade feminista que outros.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=13831457767495221285"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O debate sobre preferência versus orientação é importante para as feministas porque lida com a maneira como caracterizamos o que é “naturalmente” masculino e feminino. &lt;/strong&gt;Ou seja, para uma pessoa sentir atração por uma categoria particular de pessoas, essa categoria deve ter definições e limites específicos. As características femininas ajudam a descrever e a definir as mulheres; se uma pessoa é inerentemente atraída por mulheres é num certo sentido inerentemente atraída pela feminilidade. Todavia, a maioria das características a que chamamos femininas foram definidas pela sociedade como tais - como é do conhecimento geral, “feminilidade” não é um termo baseado em fatos científicos ou biológicos. Como feministas, sabemos como pode ser problemático definir o que é “feminilidade” ou “masculinidade”; por isso, necessitamos ser muito cautelosas ao nos referirmos à sexualidade em termos biológicos. &lt;strong&gt;Afinal se nós como feministas consideramos que o gênero é uma construção social, como poderemos considerar que a atração por um determinado gênero é fundamentalmente biológica?&lt;/strong&gt; Mais uma vez, a linguagem que usamos para nos descrever e para descrever as nossas preocupações tem uma importância crítica. Se estamos a usar linguagem que (como foi apontado por Burr) implica a biologia, deveremos sentir realmente que a biologia é responsável pelo nosso comportamento sexual. Esta crença não está limitada às discussões sobre a homossexualidade relacionando-se também com o tópico da sexualidade em geral. As feministas que apoiam os direitos as Lésbicas e dos Gays necessitam de examinar de um modo crítico os seus pontos de vista em relação à sexualidade. Como Ruth Hubbard, uma bióloga feminista da Universidade de Harvard, aponta no livro Exploring the Gene Myth (Explorando o Mito dos Genes) &lt;strong&gt;“ Todos nós temos uma grande variedade de sentimentos eróticos. As sociedades definem alguns como sendo sexuais e regulam o grau e os modos em que nos é permitido desenvolvê-los e exprimi-los...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=13831457767495221285"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A sexualidade humana é complexa e é afetada por muitos fatores. A incapacidade de arranjar uma explicação clara [para a homossexualidade] envolvendo o meio ambiente não é surpreendente e não conduz à conclusão que a resposta pode ser dada pela biologia”. Se acreditamos que a biologia não é de fato a influência determinante nas nossas vidas sexuais, então deveremos usar uma linguagem que esteja de acordo com este ponto de vista. Atualmente os meios de comunicação de grande divulgação e alternativos apresentam às suas audiências &lt;strong&gt;duas posições&lt;/strong&gt; no debate sobre as origens da homossexualidade: ou apoiamos os direitos das Lésbicas e Gays e aceitamos a ideia que a homossexualidade é determinada biologicamente (a posição &lt;strong&gt;“ninguém escolheria ser homossexual”&lt;/strong&gt;); ou opomo-nos aos direitos das Lésbicas e Gays e acreditamos que os homossexuais escolhem ter um comportamento de “desvio sexual”. O que está a faltar neste edifício de retórica é uma voz feminista forte. Como feministas deveremos admitir o largo intervalo de escolhas sexuais que temos, deixando saber aos outros que essas escolhas deverão ser respeitadas e encorajadas. Ou seja, o conceito de escolha sexual simultaneamente real e vantajoso deverá ser difundido em discussões com heterossexuais e homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=13831457767495221285"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todavia, considerando o amor que os Americanos tem para dar respostas simples a questões complexas, é fácil compreender os raciocínios usados para a descrição da sexualidade em termos biológicos. &lt;strong&gt;Este enquadramento das origens da homossexualidade torna mais fácil lidar com os nossos aliados heterossexuais da Esquerda. Dizer que a sexualidade é imutável torna mais fácil aos heterossexuais liberais e compadecidos lidar com a questão da homossexualidade. É menos intimidativo e menos complicado, porque dizer que uma pessoa escolhe ser homossexual é dizer simultaneamente que não se escolhe ser heterossexual.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;E alguns heterossexuais ficam incomodados ao ouvirem as suas opções de vida serem rejeitadas.&lt;/em&gt; No entanto, os heterossexuais não terão que se sentir criticados ou julgados sobre a sua vida sexual, se puderem defender que a homossexualidade é resultado de algum fator biológico que não pode ser controlado. &lt;em&gt;Aos homossexuais também lhes agrada esse conceito de “origem biológica” porque reduz o conflito entre homossexuais e heterossexuais ao explorar das semelhanças existentes na vida das pessoas&lt;/em&gt;, em vez de fazer uma análise crítica das diferenças vividas pelos homossexuais e heterossexuais.&lt;strong&gt; As Lésbicas e os Gays tem que lidar frequentemente com sentimentos de alienação e isolamento culturais; portanto quando lhes é dada uma oportunidade de construir um sentimento de aproximação, existe um desejo de a apadrinhar. Por outras palavras, usar a biologia como explicação para a sexualidade ajuda a despolitizar o controverso debate sobre a homossexualidade.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=13831457767495221285"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Alguns ativistas dos direitos das Lésbicas e dos Gays também acreditam que terão mais sucesso na luta contra a discriminação nos tribunais e nas legislaturas se puderem “provar” que a homossexualidade é uma característica biológica. O Supremo Tribunal [dos EUA] teve que lidar no passado com casos de discriminação contra grupos minoritários “imutáveis”. Portanto as Lésbicas e Gays envolvidos em estratégias políticas acreditam que ao adotar o termo “orientação” e a filosofia que é o seu corolário (quer pessoalmente acreditem nela ou não) irão obter a curto prazo alguns benefícios políticos. Todavia, como nos lembra Hubbard, &lt;strong&gt;“Ter conhecimentos básicos das diferenças em biologia não acaba com os preconceitos. Pelo contrário, os Africanos-americanos, Judeus, pessoas com deficiências físicas e também os homossexuais foram perseguidos por “deficiências” biológicas, tendo havido mesmo tentativas de exterminação para evitar a “contaminação” biológica. &lt;em&gt;E as mulheres também têm lutado pela equidade como grupo imutável e ainda estamos longe dessa igualdade.&lt;/em&gt; A vantagem política que supostamente ganhamos ao usar o termo “orientação” é no mínimo questionável.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(Traduzido do nº de Junho de 1994 da Revista Off Our Backs por S. Marinho) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-3910984153697997204?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/3910984153697997204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=3910984153697997204' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/3910984153697997204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/3910984153697997204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2008/10/preferncia-versus-orientao.html' title='Preferência versus Orientação'/><author><name>Patriarkill ♀</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11887354474319378804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://www.anarcha.org/pix/prop/women_free.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AqUoHyH9oLw/SPbPEUMJZGI/AAAAAAAABNw/mgTLeo2_wdo/s72-c/ATgAAADkgnMfVZvMEsnr8panyTaalXfhmaRNUhGdDt6J7rtok344qq4rGjgpGomgWMbogSAng8RbdoiN4uN-F-a6yxJuAJtU9VDHkr08IC6YxxvMY6g0wSetr62OXw.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-6354037263692172416</id><published>2008-01-01T18:50:00.000-08:00</published><updated>2008-01-01T18:57:23.271-08:00</updated><title type='text'>O amor ao próprio Reflexo</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;Antes que existira ou pudesse existir qualquer classe de movimento feminista, existiam as lesbianas, mulheres que amavam a outras mulheres, que recusavam cumprir com o comportamento esperado delas, que recusavam definirem-se em relação aos homens, aquelas mulheres, nossas antepassadas, milenares, cujos nomes não conhecemos, foram torturadas e queimadas como bruxas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'; mso-bidi-font-style: italic"&gt;- Adrienne Rich.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;Tudo está processando-se na historia e está esse velho tema do amor,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;o par e os limites&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'; mso-bidi-font-style: italic; mso-bidi-font-weight: bold"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'; mso-bidi-font-style: italic; mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Nós mulheres temos sustentado largas lutas externas e internas com nossas capacidades, de querer ser atuantes de nossos desejos, de nos entendermos mulher e entender-nos mulheres em coletivo; nossos diálogos internos, fundamentalmente, têm sido de feminilidade à feminilidade, ou seja de construção patriarcal a construção patriarcal deste dever de ser nosso corpo mulher.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'; mso-bidi-font-weight: bold"&gt;O diálogo mulher/mulher é mesmo um pendente&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'; mso-bidi-font-weight: bold"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'; mso-bidi-font-style: italic; mso-bidi-font-weight: bold"&gt; pois o diálogo que existe, o que se tem memória, é o que fez na história, é o feminino-feminina. Neste diálogo se prima a&lt;span style="COLOR: black"&gt; alheidade&lt;/span&gt; da mulher, é um diálogo&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;"do outro&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;", é o condicionamento ao amor patriarcal, nunca o amor entre mulheres como conjunto pensante, pois mesmo dentro da construção do amatório temos sido apartadas. Temos tido que nos declarar inteligentemente meio tontas para existir e permanecer no prado marcado e sinalizado da feminilidade e, isto tem mais transcendência do que à primeira vista aparece como uma briga por sobrevivência, sobrevivência que é a custa de nossa dimensão humana, pensante e atuante, é as custas deste diálogo mulher/mulher.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;Enquanto não sejamos capazes de interrrogar o desenho do modelo que &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;"tiveram feito outros da nossa erótica",&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt; de nossas formas de erotizar-nos, enquanto não sejamos capazes de aceitar e criar outros modelos, de abrir a atração entre mulheres, abrir a necessidade de entrar em diálogos corporais e erotizados com uma outra Igual, não nos amaremos a nós mesmas, não nos amaremos como mulheres e, fundamentalmente, não nos respeitaremos como gênero. Quando nos interrogamos, recém començamos a meter-nos no mundo, recém começamos a romper a própria misoginia - consigo mesma e com as demais - ; antes é um estar como de convocada, convidada a um sistema que é pensado através de nós mesmas, que se erotiza com nossos corpos, não conosco, senão com essa estranheza sobre nosso corpo mulher com que nos foi significado, sempre um pouco fora, fora do mundo, fora da cultura, fora da política e fora de nosso próprio corpo. &lt;br style="mso-special-character: line-break"&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;Preocupam-me essas mulheres que se declaram profundamente heterosexuais, que divinizam o corpo masculino, mesmo que seja este mesmo corpo que adoram aquele que as teve submetido à &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;secundaridade como espécie, aquele que as menospreza. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;&lt;br /&gt;Esta outra memória velada de nós mesmas, que existe, que é parte de nossa história, é toda uma cultura subsumida &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;na "feminilidade".&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt; Existe uma atração entre mulheres, justamente por toda esta alheidade a que temos sido submetidas, um desejo que poderíamos associar à paixão mais que ao amor, à solidariedade ou à &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;amizade entre mulheres, este desejo de aprender /aprender-nos, de conhecer/nos, de descobrir/nos. Neste lugar da &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;paixão, quem sabe, seja possível entender/nos e entender às coisas que nos passam entre mulheres. Desde a feminilidade construída é muito difícil entender essa paixão entre mulheres, pois que a memória está borrada e não se deixa circular, porque indiscutivelmente o sistema instala a feminilidade misógina, que propõe o ódio à nós mesmas, o menosprezo, mesmo que algumas vezes nos erotizemos este espaço tão significado. Por isso quando nos erotizamos neste espaço tão pré-significado da feminilidade, ficamos estacionadas, não trocamos nada além de &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;"o corpo da erótica". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;A dimensão da paixão e sua memória dentro de nós existe, temos que encontrar/la e significar/la no tempo, há que se registrá-la e fazê-la sair do lugar do nada, já que o patriarcado tem uma preocupação especial de borrá-la, eliminando-a inclusive da memória de nossos próprios corpos porque ali radica sua vigência, ali constitui seu poder. É nossa responsabilidade, nosso desafio, entender e construir esta dimensão do desejo/paixão/de conhecer/nos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;Poderia afirmar que toda mulher conserva essa outra memória/imemoriada, que sua forma de relacionar-se com outra mulher está transpassada por esse conteúdo. Nada poderia propôr-se desde o feminismo e, em especial, desde o feminismo radical, se não passasse por recuperar &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;"esta outra história"&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt; de mulheres.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;Em todo ser humano existe a potencialidade de atravessar os limites culturais estabelecidos da heterosexualidade, somente se aceita essa potencialidade poderá este desfazer-se dos prejuízos contra as lesbianas e homossexuais e, me atreveria afirmar, que para além de romper com os prejuízos, assumindo esta potencialidade não estática da erótica, poderá começar a recém limpar-se da misoginia do sistema e este não é o mesmo exercício que executam os homens nem os homens heterosexuais, pois eles sempre tiveram amado a si mesmos e amado misoginistamente, estejam onde estiverem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'; mso-bidi-font-style: italic"&gt;A amiga íntima e nossos pequenos incidentes lésbicos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;As mulheres temos sempre uma amiga íntima, uma outra que nos contém, uma aliada e é com esta outra que se cruzam nossos pequenos incidentes lésbicos, imediatamente negados. Esta negação se enraiza na sensação de terror de descobrir-se pensando ou sentindo passar o limite do permitido na formação dos modelos de erótica e da ética/moral estabelecida. Paraliza-se ante a sanção iminente do sistema, se nega a si mesma, para não ser negada duas vezes pelo patriarcado: uma por ser mulher e a segunda por ser lesbiana. Outras não tantas se recusam a cumprir com o comportamento esperado, são as minorias rebeldes que nos fazem valentes, são as que transitam e assumem o lesbianismo e aquelas que se abrem a compreendê-lo de verdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;Uma grande parte dos problemas que temos para fazer amizade entre mulheres passa por essa paixão/desejo de conhecer/nos, esta paixão não reconhecida, não historiada, não aceita mesmo nos níveis mais profundos de nossa consciência. A paixão/desejo, ao ser negada e constantemente postergada,se traduz em rechaços, traições e ódios tremendos fora da razão e do tempo, pois que &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;'a outra'&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt; a deflagradora desta paixão/desejo sancionada, é a idéia da Eva tentadora do mal, a que faz cair o homem, e que esta vez funciona para nós mulheres, em vez da nossa Eva. É, pois, difícil construir uma amizade, que não esteja prejudicada e permeada por esta proibição misógina de nos amarmos. Que memórias não recordadas trazem, que histórias de sensações de ardores e perdições de nós mesmas traímos por querer-nos, que mandatos a fim de odiarmos, sem sequer entender o que se passa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'; mso-bidi-font-style: italic"&gt;Lesbianismo/parelhismo/espelhismo&lt;br style="mso-special-character: line-break"&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;Como nos querer de outra maneira diferentemente dos papéis, das inseguranças, das demandas de propriedade/fidelidade, sem o drama, o tango, sem o bolero, sem o segredo, sem deslealdades, sem nos atraiçoar-nos constantemente? É nesse espaço amoroso de mulheres de onde podemos reinventar outras formas e amor, este 'outro amor', essa suspeita de 'outra cultura', onde nos sejamos mulheres pensantes e não inventadas por outros, onde re-desenhar outras formas de convivências entre seres humanos/as que não seja a parelha do domínio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'; mso-bidi-font-style: italic"&gt;Posto que o amatório é masculinista, 'a construção da parelha está patriarcalizada no domínio"&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt; e o patriarcado está em temperado con esta construção convencional do amor parceril. Arma essa escassez de amor em um &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;discurso do amor grande, único, de 'a dois', em casal e para sempre, que ao final mata os amores, a uns por culpa e a outros de tanto amor; instala a dor, não o amor&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;É como a navalha de Robin Hood, porque Robin Hood empunha a navalha do amor, do bom amor, do amor salvador que pouco a pouco se vai confundindo com a navalha de Jack o Estripador, e uma morre sempre de algum destas duas punhaladas, padecem o mesmo, matam o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;A estética, a beleza do amor patriarcal estão simbolizadas na escrava/dominada, a mais bela de todas: a dominada. A que não ocupará o assento da rainha, a depositária do desejo que não é a metáfora da rainha, pois que a rainha é a mãe dos filhos, a continuadora da linhagem, a segunda (sempre) depois do rei, a guardiã de seus interesses, a custodiadora de seu poder e dos valores que o sustentam. Isto segue vigente, mesmo que pintem às rainhas e às escravas de todas as cores, de todas as modernidades.&lt;br /&gt;A estética e a ética de lesbos é pelo contrário a &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'; mso-bidi-font-style: italic"&gt;horizontalidade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt; porque nessa horizontalidade que se sucedem os intercâmbios pessoa-pessoa. Esse espaço amoroso devemos desenhá-lo, inventá-lo, temos que narrá-lo para que vá construindo um saber-amar-outro, para que vá acumulando-nos em sociedade de outra maneira, com outra ética e outra estética. Devemos ter cuidado de não readequar a parelha, acreditando que inventamos outro modelo, isso não seria mais que um reacômodo ao mesmo fango patriarcal. A cultura vigente nos faz sentir que somos diferentes, que nossas construções de casal/par são diferentes, ao mesmo tempo que nos submerge a todas em seus costumes e seus valores, fazendo que todos, de uma ou outra maneira, repitam os mesmos modelos. &lt;br style="mso-special-character: line-break"&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;Reinventar outro tipo de relação/amor leva ao feito de repensar a nós mesmas, repensar nossas formas de relacionar-nos, repensar as estratégias parceris e isto tem uma regra -se é que podemos falar de regras- e é saber não enganar a nós mesmas, e quando falo de enganar, não falo de infidelidades nem fidelidades senão de não disfarçar nada, de não esconder nada, nem proteger-nos, nem proteger a outros; isso tem uma dose grande de valentia, de riscos, de assumir-se sem proteções próprias nem alheias; tem a uma desbravadora, uma aventureira dentro e nada é intocavel, nada é inquestionavel, nada é sagrado; tem um objetivo claro e profundo de fazer-te expressada, livre e mais humana... e isto não deve ser confundido com fazer-se mais boa, porque geralmente é todo o contrário, pois que o "bonismo" amortece, esconde tudo, nega tudo; se arma desde o sacrifício e a hipocrisia... À estas &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'; mso-bidi-font-style: italic"&gt;alturas do conto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt; muitas já sabemos o difícil e doloroso que é... &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;no contar finalmente o conto... quando tem-se mais outro conto&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;Se não reestruturamos, re-alimentamos, re-desenhamos, re-humanizamos e repensamos o espaço lésbico, caímos de cara &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;na exaltação patriarcal do &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic"&gt;romántico amoroso sentimental&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;onde acreditamos estar livres da traição dos homens, exaltando a feminilidade-feminilidade: o amor sem limites dentro da irracionalidade; o amor sentimental, sacrificado, inquestionavel, sagrado; o amor em si mesmo como contido de honestidade, de interesses comuns; este amor que não se pensa, como se não tivesse uma pessoa responsável por detrás com seus valores, sua cultura, suas proposições, sua própria biografia e é, precisamente aqui, de onde o patriarcado tende a trapacear, &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'; mso-bidi-font-style: italic"&gt;pois não é o feitio de romper o limite da erótica estabelecida, a transgressão, senão o pensar dita transgressão, desenhar estratégias para que tal transgressão não seja como todas, recuperada&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break"&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break"&gt;&lt;span style="COLOR: #cc00ff"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;Se não nos detivermos a repensar o casal[o par],&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt; que é a base do &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'; mso-bidi-font-style: italic"&gt;clã&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'; mso-bidi-font-style: italic"&gt;familiar patriarcal&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;de onde se aprende o poder sobre as pessoas, estaremos repetindo o modelo, ou seja, buscaremos casar-nos, legitimar-nos perante o sistema, ter filhos, e se não tivermos filhos suprir a carência com gatos ou cães que serão cuidados como se fossem filhos; no fim, a cadeia não se detém em estabelecer as imitações da família, a família de mentira que é pior que a família da consanguinidade, e não estou dizendo que não há que se querer as crianças ou aos animais, senão não usá-los como suplentes, nem confundí-los como tão facilmente fazemos, de tratar às crianças como animais e aos animais como crianças.&lt;br /&gt;O casal existe porque existe a lógica do domínio e o jogo do par é o jogo do domínio patriarcal; daí o tópico: "No amor e na guerra tudo se vale": ter serviço secreto, ter cativos, reféns, estratégias, assaltos, traições, planificação de ataque, imolações, derrotas, vitórias, etc. Essas manobras na guerra se disfarçam atrás do halo heróico salvador, o mesmo que no amor; contudo, no plano amoroso todas essas manobras são pintadas de novela rosa.&lt;br /&gt;Esta cultura não entende nem constrói seres completos e em si mesmos, livres e autônomos, pelo contrário, os faz carentes de tal maneira a ter que completarem-se em outro/outra, dependendo sempre de outro/outra e isto ademais o constrói socialmente. Uma pessoa sem necessidade de completar-se em um outro/outra, com projetos e desejos independentes está em desvantagem ante o sistema, ao mesmo tempo &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;que &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic"&gt;está en completa vantagem sobre si mesma&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;, está com o poder de desenhar sua vida, está na libertade. Porém, o sistema que está armado para o casal, sanciona essa liberdade de desenho da própria vida, os vê quase tenebrosos, pois o sistema está pensado para dois e, ademais, está pensado para a parelha reprodutiva, não para indivíduos, nem para sujeitas/os que se vão modificando no tempo com a vida, senão para sujeitos estáticos e conservados de a dois. &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'; mso-bidi-font-style: italic"&gt;Muito distinto é falar da liberdade de estar, amar e transitar acompanhado com um outro/outra, que estacionar-se em uma parceria patriarcalizada com a projeção de 'pela vida', repetindo o modelo de propriedade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;O sistema arma a parelha (matrimônio) de tal maneira que: um tem o poder e o outro o contrapoder (papeis que se invertem, que nem sempre são estáticos). Cativa às pessoas com o mandato da segurança que proporciona a fidelidade, com a proposta e o anseio por eternidade, com a qual esta construção baseada no amor, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;termina por encerrar o amor e matá-lo.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Devemos entender que com essa construção do amor não armamos às mulheres vez que somos nós as mais capturadas nelas, nos instala como as próprias guardiãs da feminilidade, havendo que prestar contas, a ter que explicar-se e justificar-se: por que olhou, por que não chegou, por que pensou, por que te foi, por que voltou, por que sonhou, por que gritou, por que se rebelou. Os outros modos, os outros ensaios de convivências são invisibilizados e castigados pelo sistema, pois o sistema está vigiado (Foucault). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Como lesbianas, temos uma história gestual de vida que vai mais além do relato amoroso vigente. Por ela, submergir-se em uma parelha já significada, tem muitos custos, custos de vidas inteiras, do mesmo modo que sair-se das atuais formas de amar con suas fidelidades e lealdades também tem custos de vidas inteiras, não sabemos fazê-lo, não há modelos, não há registro&lt;/b&gt; - apesar de haver muitos ensaios silenciados-, não temos idéia de como fazê-lo; com tantas inseguranças, carências e medos com que nos socializam, sofremos muito, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;porque somente estando submergidas no drama nos sentimos viver e morrer ao mesmo tempo. O drama captura, impede qualquer reflexão que não passe pelos estados obssesivos da dor, poi a cultura vigente está embasada no dor-sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Não temos re-simbolizado a vida e menos o amor como para vivê-lo de outra maneira, não temos desentranhado as projeções de propriedade sobre outra pessoa e para que exista uma outra/o como propriedade, pois deve existir uma proprietária/o, uma depositária de nosso sacrifício de entregarmo-nos, e insisto em que o sacrifício é uma armadilha e até que não descubramos o arriscado que é este sistema sofredor, seguiremos permeadas do sacrifício de uns por outros... e não estaremos saindo de toda a hipocrisia antagônica do sistema... &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Não quero que ninguém se sacrifique por mim nem quero sacrificar-me por ninguém, &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'; mso-bidi-font-style: italic"&gt;não creio em mártires, nem em cruzes para construir o respeito do humano&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;Recriando parelhas sacrificadas não se constrói o respeito e isto é um gesto profundamente político. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;É necessário romper nossas necessidades tão profundamente inscritas com argumentos culturais biologicistas de complementaridade, já que estes têm levado a entender o amor somente em sua dimensão reprodutora, protetora e cuidadora do casal heterosexual, tão funcional a um sistema capitalista e neoliberal.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;&lt;br /&gt;A parelha lésbica que deverá romper profundamente esta construção cultural, se enreda muito mais que a parelha heterosexual, tão instalada e legitimada: por um lado, se mantém em um meio totalmente hostil que faz com que se unam, se protejam, se encerrem a uma na outra como uma condição de sobrevivência e proteção ante o meio. Por outro lado, ao sairmos deste amor reprodutivo e de domínio, tomamos o discurso do romântico amoroso sentimental. O homem que é infiel por natureza, já não está, não é requerido, nem essencial no jogo amoroso, no entanto, se nos juntamos duas mulheres que somos "a fiéis por natureza", as que "sim sabem &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;amar", "as que amamos sem limites", traduzimos essas fidelidades em clausuras, depositamos-lhe a clausura ao sistema, nos sistematizamos, "nos ordenamos" em par, nos perdemos como pessoas individuais, nos simbiotizamos com a outra em um gesto siamésico, deixando todas as alternativas de libertade, de amor, de vida, de eros, enclausuradas, pois o casal é uma construção cultural criada pelos homens em prol de suas seguranças e acomodações socias; é a &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'; mso-bidi-font-style: italic"&gt;redução minimizada do poder&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;, por ela está sempre em crises e, embora nos empenhemos em esconder dita crise, cada certo tempo voltará a aparecer no horizonte, alucinada com outros eros, outros despertares corporais, outros desejos de libertade.&lt;br /&gt;A parelha já significada faz a gente perder não somente o amor, senão o desejo de aventura, de aventurar-se em outros seres, de aventurar-se a inventar novas sociedades, novas culturas, novas formas de relacionar-se. Faz desaparecer aquele anelo da comprensão, e é justo ali onde aparecem os seres podres por dentro e por fora, toda essa quantidade de seres humanos que não estão vigentes, pois depositaram em outro/a toda sua capacidade erótica, amorosa e criativa, e sem esse outro/outra se trasformam em seres amputados e isto que parecera que pertencia ao mundo do amor, ao mundo privado, é do mundo concreto, da vida cotidiana que construimos como sociedade.&lt;br /&gt;A quem estamos entregando o poder sobre nós? Quanto tempo na história respondemos à família, a que julga, mal/ama e finalmente nos instala em uma sociedade a sua imagem e semelhança? Como poder viver nossos amores e desamores, de tal maneira que sejam &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'; mso-bidi-font-style: italic"&gt;uma proposta de respeito humano e liberdade&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;mais além das proteções e dos sacrifícios dos moldes de propriedade e fidelidade patriarcal?&lt;br /&gt;O dia que tenhamos uma linguagem de narração própria da sexualidade das mulheres, próprio da sexualidade lésbica - não a linguagem da negação que temos tido até agora, não a linguagem da sexualidade legitimada e profissionalizada, hoje tão na moda, resguardada constantemente em sacralidades- poderemos limpar este espaço e lograr que seja diferente.&lt;br /&gt;O amor não é apenas um único na vida, não nasce de gerações espontâneas, existe um fiar de amores, como de colares, que se vão engarçando no tempo. Cada um tem um sentido, cada um traz uma proposta, em cada um vai ficando um pendente, e todos estes pendentes, acumulados, reservados no tempo são os que aparecem reais e concretos no presente amor e este do presente vai a constituir, por sua vez, até o futuro outro pendente... O amor não é um único, nem morre em um acidente na esquina, é um constante de nossas vidas, aparece como aparecem os seres humanos -diferentes-, nos provocam novos desafios de entender-nos, novos desafios de redesenhar-nos e sanar-nos do "maltrato cultural", &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'; mso-bidi-font-style: italic"&gt;de entender que há várias maneiras de entender&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt; o compromisso por outra pessoa, o sentir amor enquanto dure o sentimento, e este compromisso só pode ser o cuidar o mais que se possa deste sentimento, que uma vez que começa, também começa a desaparecer; como tudo na vida, tem um início, um tempo e um fim. &lt;br style="mso-special-character: line-break"&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;Se os sonhos, os amores e as liberdades que não se vivem, se morrem por dentro... te apodrecem, te matam pouco a pouco. Olha como está este mundo sem sonhos, sem amores, sem liberdades, morrendo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'; mso-bidi-font-style: italic"&gt;Somos Nós mesmas as que temos que... &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;&lt;br /&gt;Repensar nossas formas amorosas de nos relacionarmos, repensar nossas formas políticas de nos relacionarmos, religá-las, pois são políticas. Se como lesbianas queremos instalar-nos na parelha patriarcal, não estaremos mudando nada mais que o corpo de nosso desejo erótico; mudamos o corpo masculino pelo feminino, mas com a mesma cenografia para montar o mesmo conto, não estamos propondo nenhuma mudança além do desejo de legitimação como grupo minoritário. Ao mesmo sistema que nos deslegitima o suplicamos que nos legitime, fazendo-o duplamente poderoso. E quando falamos de sistema estamos falando desde o núcleo familiar até as instituições, todos constituídos por seres de carne e osso. É aí que perdemos o rumo, pois não pode existir uma modificação do sistema através de nós mesmas, senão um acomodamento de nós ao sistema, por isso me surpreendo de ver que existam lesbianas que queiram casar-se ou que desejem ser parte do exército... mais para além do direito de igualdade e as vocações de cada uma, creio que há que repensar a vigência do matrimônio, pois é uma instituição tão patriarcal como os exércitos. Temos que separar águas com quem quiser dar continuidade a um sistema injusto, arbitrário, racista, baseado na propiedade privada e na primazia do homem branco.&lt;br /&gt;Um movimento lésbico-político-civilizatório, repensa todos os elementos que tramam o sistema e deste lugar desenha suas estratégias políticas. Não pode entregar sua reflexão a outros grupos marginalizados, pois a única coisa que as une a outros grupos marginalizados é somente o feito da marginalização. Não temos os mesmos interesses políticos que os ecologistas, que os gays, os travestis - que são os que têm retomado e reinstalado o discurso da feminilidade- nem com os diferentes projetos dos partidos políticos, nem das igrejas, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sem pensar/nos e re/pensar o movimento lésbico político civilizatório, não poderemos desarticular o sistema, pois sem este reanalizar-nos, não saberemos se não é desde dentro do próprio movimento lésbico que estamos traindo nossas políticas e nossas potencialidades civilizatórias.&lt;br /&gt;A análise da realidade desde a cultura vigente e suas propostas, é&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt; &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic"&gt;uma realidade que não existe para nós, é uma realidade onde nunca estivemos, nem estaremos, nem estamos, nem nos pertence como análise&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'"&gt;, por isso devemos revisar muito cuidadosamente a necessidade de aderirmos a qualquer análise ou proposta de mudança que não provenha de nós mesmas, recuperar nossas próprias reflexões, nossa própria história política, pois obviamente não temos os mesmos interesses de outros grupos marginalizados; podemos fazer alianças circunstanciais, mas não deixar que nosso discurso seja tomado por outros, que se perca em outros.&lt;br /&gt;Sentindo-nos 'tão fora do sistema' nos baixam nostalgias de legitimidade, e essas nostalgias nos fazem perder-nos e traem nossa história, terminamos por querer estar no centro mesmo do poder, quando o desafio político é não formar parte do sistema, não colaborar com o mesmo sistema que há poucos anos nos queimava nas praça públicas e que de outra maneira, menos visível, nos segue queimando, nos segue perseguindo, nos segue reciclando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'; mso-bidi-font-style: italic"&gt;Há um limite ético e político com nós mesmas e nosso corpo; por isso, deixar as coisas como estão, já não é possível, não existe essa realidade para nós.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Futura Bk BT'"&gt; &lt;br style="mso-special-character: line-break"&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Margarita Pisano 16 de outubro de 1997&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-6354037263692172416?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/6354037263692172416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=6354037263692172416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/6354037263692172416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/6354037263692172416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2008/01/o-amor-ao-prprio-reflexo.html' title='O amor ao próprio Reflexo'/><author><name>Patriarkill ♀</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11887354474319378804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://www.anarcha.org/pix/prop/women_free.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-7518267489212717454</id><published>2007-12-19T16:36:00.000-08:00</published><updated>2007-12-19T16:53:38.591-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;PORNOGRAFIA GAY MASCULINA - UMA MATÉRIA DE SEXISMO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Discurso apresentado em "Discurso, igualdade e dano", na Universidade de Direito de Chicago, Março 1993&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gay mediano me confunde. Como um homem gay ele vive co&lt;a href="http://img4.orkut.com/images/mittel/1195056352/24284663.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 257px; CURSOR: hand; HEIGHT: 309px" height="367" alt="" src="http://img4.orkut.com/images/mittel/1195056352/24284663.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;m o medo e a realidade do taco de baseball e do pé-de-cabra. Ele conhece ódio e o que significa ser vítima de violência. Então porque a resposta de homens gays à Butler, o mais recente, e bem sucedido, esforço da Suprema Corte do Canada dirigido aos danos da pornografia? No Canada, quando a decisão Butler foi lançada, homens gays expressaram revolta. Como um homem gay branco, essa reação me deixa confuso e, infelizmente, à procura desesperada de uma comunidade. Por eu considero pornografia gay masculina uma matéria de poder, uma fonte de inequalidade social -- incluindo a minha.&lt;br /&gt;Alguns vêem pornografia gay masculina como uma parte integral para a formação da identidade gay masculina, como algo que desafia heterossexualidade como uma construção social compulsória. Para a minha mente, pornografia gay masculina não é nenhum dos dois. É discurso de ódio. É integral, de fato central, para a formação de uma identidade gay masculina misógina e heterossexuadamente definida. Pornografia gay masculina não desafia heterossexualidade e dominância masculina. Ela apoia isso. Quando eu a vejo, distribuida em massa por aqueles que professam apoio por uma agenda de direitos gays comprometida com igualdade, eu vejo o umbigo das políticas de identidade atuais -- uma identidade gay que rejeita compaixão, afeição, e cuidado entre dois homens, e que ao invés promove homofobia internalizada, ódio, e o dano à outros. Pornografia gay masculina apresenta hiper-masculinidade, o que significa ser um homem socialmente construido. Essas imagens garantem que dominância masculina branca será mantida e que aqueles que historicamente foram negados igualdade continuarão a ser vítimas de ódio e violência. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Deixe me enfatizar que estou falando sobre pornografia gay masculina, não pornografia lésbica. Enquanto tenho poucas dúvidas que muitos desses assuntos que levantei hoje igualmente se aplicam à pornografia lésbica, eu não pretendo tocar nisso hoje. Ao invés, falarei do que para mim é mais perto de casa.&lt;br /&gt;No Canada, nós somos felizardos em ter uma Suprema Corte que, em 1992, quebrou precendente e no processo reafirmou compromisso com equalidade como um direito canadense central. O caso de R. v. Butler não representa a primeira vez que foi pedido a corte regular nos valores clamados e danos expressos da pornografia, mas é a primeira vez que a corte explicitamente passou leis contra materiais pornográficos porque sua distribuição e produção minam "respeito por todos os membros da sociedade, e não-violência e igualdade em suas relações entre si."&lt;br /&gt;Em Butler, a corte reconheceu que pornografia iguala dano, argumentando que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#008400;"&gt;o perigo claro e inquestionável desse tipo de material é que reinforça algumas tendências não-saudáveis na sociedade canadense. O efeito deste tipo de material é reinforçar homem-mulher esteriótios no detrimento de ambos sexos. Tenta fazer degradação, humilhação, vitimização, e violência em relacionamentos humanos parecerem normais e aceitáveis. Uma sociedade que considera egualitarismo, não-violência, consensualismo, e mutualidade como básicos para qualquer reação humana, seja sexual ou outra, é claramente justificado em controlar qualquer meio de representação que viola estes princípios&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;&lt;span style="color:#008400;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#008400;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Aplicando esta análise, a corte especificamente rejeitou casos de lei prévios em que foi tido que pornografia deveria ser regulada para que se mantenha padrões morais. Ao invés, reconheceu que nem todo discurso é igual e que algum discurso é, de fato, a própria fonte da inequalidade. A corte então forneceu um novo padrão judicial de avaliação de liberdade de discurso - um padrão que irá ajudar na luta em andamento por equalidade.&lt;br /&gt;Canada é também o lar para Chris Berchell, uma escritora para o maior jornal lésbico e gay de Toronto, quem, após Butler, tinha o seguinte a dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#008400;"&gt;Organização pré-eminente canadense feminista de reforma de lei, a Legal Equality Action Fund (LEAF) parece determinada em cortar o direito recentemente enriquecido dos canadenses à liberdade de discurso antes que a maioria de nós tenha a chance de exercitá-lo... O fato que esperteza pública e expert acredita que pornografia causa danos é devido ao sucesso da campanha anti-pornografia das últimas décadas, carregada por uma dúbia aliança entre cristãos direitistas e tais feministas e anti-sexo crusaders como Andrea Dworkin e Catharine MacKinnon, que ajudaram a desenvolver a estratégia de LEAF no caso Butler. Milhares de dól&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/R2m7V5F0vgI/AAAAAAAABIo/THLN3Uubqoo/s1600-h/ATgAAACMI-zl450LZWxbEJrT_qRCBeI_1h4AdkmKBUUWjINt01xvZzSmvNs9Pr8jgF92_XBaLOUvex7CL4AsP864q-FmAJtU9VCGPnl7P_J1O8OJtrjhgsL4EPAalw.jpg"&gt;&lt;/a&gt;ares são enviados para grupos de mulheres que ativamente espalham esta informação errada... É um comentário triste sobre nosso tempo que uma pane moral sobre imaginário sexual é liderado por feministas; que suas estratégias são canalizadas em um backlash anti-sexo que atinge queers primeiro e mais forte!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Chris Berchell acredita que pornografia gay masculina não deveria ser "censurada". Seus argumentos são baseados na suposição que pornografia gay masculina não causa dano -- isto é, que ela não resulta em mudanças comportamentais e de atitude que adicionam à real dano físico e que mina equalidade social. Para minha mente, está análise é ambas politicamente ingênua e socialmente regressiva.&lt;br /&gt;Para todo o esforço gasto em defender pornografia gay masculina, é em dizer que existe pouca descrição ou documentação do que pornografia gay é -- isto é, como ela se parece, o que ela faz, e o que ela diz. Se pornografia gay masculina fosse libertária, então uma analise de com&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/R2m7WJF0vhI/AAAAAAAABIw/c5v2l_UEWgw/s1600-h/ATgAAADjOZHWzU67z5PJMmBC5AbEiP5uFaArMkzd3_8vw82vLbilgZ28spVrETy1fh9ZfJ_QH90yzpLqTmIH4S5SXLSsAJtU9VCmpUry64F7hknm3TwDv_sXr_QOrA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145850038319365650" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/R2m7WJF0vhI/AAAAAAAABIw/c5v2l_UEWgw/s320/ATgAAADjOZHWzU67z5PJMmBC5AbEiP5uFaArMkzd3_8vw82vLbilgZ28spVrETy1fh9ZfJ_QH90yzpLqTmIH4S5SXLSsAJtU9VCmpUry64F7hknm3TwDv_sXr_QOrA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;o é produzida, por quem, e uma descrição de quem e o que ela representa como fonte da libertação se provariam utéis. Infelizmente, advogados de pornografia gay masculina falharam em providenciar até informação básica sobre o que tão fortemente defendem. Focando mais em seu percebido efeito positivo, eles prentendem evitar qualquer análise realística de onde tal efeito surge. Isto, em retorno, tendeu a legitimizar esses argumentos que, tendo ignorado a realidade do que é promovido, resultou em ignorar seu dano.&lt;br /&gt;Pouca pesquisa foi feita na area de pornografia gay masculina, mas parece ser uma indústria enormemente lucrativa, com a maioria de seus lucros indo diretamente para algumas das pessoas que produzem pornografia hetero. (Quanto para um distinto discurso gay, por nós e para nós!) Em 1985 somente haviam dez ou mais companhias produzindo aproximadamente cem fimes pornográficos por ano, cada um vendendo por aproximadamente quarenta dolares. Ninguém sabe ao certo quantos desses filmes são vendidos a cada ano, mas em 1895 apenas, William Higgins, o auto-intitulado "rei da indústria porno gay", lucrou mais de $2 milhões. Neste mesmo ano, revistas pornograficas gays, que vendem por sete para 15 dolares cada, tiveram uma distribuição de mais de 600.000 revistas por mês. Isto é mais de 7 milhões de revistas em um ano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Pornografia gay masculina lança títulos como Nazi Torment, Slant Eyed Savages, Teen Bootlicker, Leather Rape Gang, Big Black Cocks, Stud Daddy, Oriental Guys, Inches, e Slaves of the S.S. Uma vez dentro, você recebe aberturas com nomes tipo "Be My Sushi Tonight," "Caught Sniffing First Playmate's Dad's Uniform," "More Prison Violations: Spick Muscle Enslaves Anglo Cellie," "I was a Substitute Vagina," e "I Slapped Him Until He Came."&lt;br /&gt;O que um vê em pornografia gay masculina é quase uma glorificação pervasiva do icone masculino/homem idealizado. Policiais, caminhoneiros, cowboys, bicicletistas, e nazistas são erotizados. Esteriótipos raciais são sexualizados e perpetuados. Músculo, "boa pinta", e juventude são glorificadas. Ostentamente hetero ou ao menos "hetero-atuando" estupro de homens e/ou humilhação de descritivamente (frequentemente esteriotipados) homens gays. Sadismo, bondage, esportes aquáticos, fisting, lamber botas, piercing, estapear, chicotear, incesto, branding(*marcação*), queimando com cigarros, tortura de genitália e mamilos com cera quente, clips, e o tipo, estupro, e estupro presidiário são apresentados como eróticos, estimulantes, e prazerosos. Na maior parte destes materiais, é o branco, fisicamente mais poderoso, mais dominante macho quem é romantizado e oferecido um status de exemplar. Nestes cenários em que parceiros sexuais "trocam vez" sendo "topo", as caracteristicas de dominância e não-mutualidade permanecem centrais ao ato sexual. O resultado é hieráquico e raramente compassivo ou sexualmente mutuo.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Isto&lt;/i&gt; é pornografia gay masculina. Isto é o que advogados pró-porno estao defendendo. &lt;i&gt;Isto&lt;/i&gt; é a sua política de identidade. Enquanto conteúdo e apresentação podem variar em graus e explicitação de um meio para outro, o que um nota acima é uma visão geral do que pornografia gay masculina é. Se nos levamos a sério, e se levamos a sério a questão de políticas de identidade, então devemos a nós mesmos examinar do que essa política consiste.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A política de identidade que um pode filtrar de pornografia gay masculina é uma de degradação, exploração, assertividade associada à agressão, força igualada à violência, poder fisico e o direito do supro-poder, intimidação, controle de outros, falta de mutualidade, e desrespeito. Se você defende pornografia masculina gay, você também defende estas qualidades como centrais à identidade gay masculina. Você defende comportamento agressivo, não-consensual como normal, até libertador e promovido como tal.&lt;br /&gt;A questão a ser posta então é se a politica de homem gay que ela passa pode resultar em minha eventual libertação. Eu não acredito em tal. Ao invés, as políticas de identidade irão resultar em dano considerável -- precisamente os tipos de danos dirigidos em Butler, que foram rapidamente rejeitados como não-existentes na pornografia gay e comunidade gay em geral.&lt;br /&gt;Dada a descrição acima, não é talvez uma surpresa que pornografia gay frequentemente coloca seus "modelos" em cenários qu&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/R2m8aJF0vmI/AAAAAAAABJY/QKIkWV88LFw/s1600-h/Nambla.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145851206550470242" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/R2m8aJF0vmI/AAAAAAAABJY/QKIkWV88LFw/s320/Nambla.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;e promovem violência, crueldade, degradação, desumanização, e exploração. Enquanto tidos como meramente representacionais, veja "ficcional", a "fantasia" oferecida em pornografia gay utiliza pessoas de verdade, um fator que a maioria dos advogados pró-porno ignoram. Os homens usados em pornografia gay masculina são frequentemente envolvidos precisamente porque estão psicologicamente e financeiramente no seu mais vulnerável. Eles são facilmente explorados por uma indústria dirigida por sua habilidade de manipular aqueles mais provavéis de não possuir escolhas reais na vida. De fato, as vidas e experiências deste homens gays jovens são bem removidas da "fantasia" que evocam.&lt;br /&gt;É um reflexo perturbador do estado das relações de homens gays que é tão pouco conhecido, e no final feito para ajudar, os homens tidos como imagens de onde identidade gay masculina é derivada. Note, por exemplo, a descrição de um homem jovem (entrevistasdo em 1985) envolvido na produção de filmes e revistas pornograficas gays.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#008400;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#008400;"&gt;Jim Y. foi criado por pais alcoolicos, abusivos. Quando Jim contou ao seus pais que era gay, aos 13 anos, seu pai tentou o &lt;a href="http://bp2.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/R2m8Z5F0vkI/AAAAAAAABJI/VuP14cilPFE/s1600-h/GAYBEDEESSEMEE.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145851202255502914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/R2m8Z5F0vkI/AAAAAAAABJI/VuP14cilPFE/s320/GAYBEDEESSEMEE.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;matar com uma larga faca de cozinha. Jim saiu de casa aos 17. Aos 19 conheceu Frank H, mais ou menos 10 anos mais velho, quem virou seu amante. Frank estava envolvido em um filme porno quando conheceu Jim, e convenceu Jim em aparecer nele. Jim interpretou um recem chegado a cidade grande que se envolve em S&amp;amp;M, incluindo lamber de botas, bondage, bater com cinto, fisting, e assassinato implicado. Este filme foi o primeiro filme a mostrar fisting e Jim diz que ele está convencido -que isso criou interesses gays em fisting como comportamento sexual. O filme também refletiu o relacionamento S&amp;amp;M que Jim e Frank iriam dividir na próxima década. Jim está vendo um psiquiatra a três anos agora. Ele tem tentado evitar sexo S&amp;amp;M, e acredita que seu comportamento sexual foi uma manera de buscar contato com seu pai abusivo. Ele também reconhece que muita "fantasia" sexual pode ser destrutiva; quando perguntado de onde vem, ele disse, "Bem, de alguma forma, de mim; dos meus filmes, isto é." Há um mês atrás Jim foi diagnosticado com AIDS, e agora teme ter perdido qualquer chance que poderia ter tido de reverter sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;&lt;span style="color:#008400;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;A realidade diária dos homens jovens usados em pornografia gay masculina deveria, no minimo, indicar que a indústria não ofereçe proteção às pessoas que ela usa para lucrar. Muitos desses homens, já suscetíveis aos efeitos de emocionais, físicos e sexuais abusos passados, são postos em perigo por um indústria que, até hoje, fez pouco se fez algo para promover práticas sexuais seguras e, como resultado, faz muito pouco para proteger as pessoas que deveriam apresentar práticas sexuais seguras e positivas. Em adição, a indústria está inerente à prostituição destes homens, resultando em risco crescente de exposição à AIDS e violência física e exploração comensurada com prostituição em geral.&lt;br /&gt;De forma similar, não requer muita investigação para perceber que cenários de violência sexual e dor apresentados como prazerosos são de fato documentações de degradação real, que não são nem prazerosas nem ficticias. Enquanto é fácil articular uma teoria de libertação que fecha os olhos ou ignora a realidade do que é especialmente apresentado como "fantasia", o uso e abuso de homens jovens em cenários de degradação, desumanização, e violência não podem ser justificados, particularmente por aqueles que vêem sua apresentação como integral à realização sexual e política de todos os homens gays. Como LEAF tão certamente argumenta em Butler, se alguma coisa violenta a liberdade e integridade de uma pessoa que o abuso sexual e físico direto, é a venda em massa deste abuso como entretenimento sexual.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A comunidade gay masculina tem sido relutante em aceitar que homens gays de verdade machucam uns os outros, que isto pode ser encorajado por pornografia ou que há algo inerente nos valores expressados na pornografia gay masculina que mina igualdade. Se estas publicações gays masculinas fossem heterossexuais em natureza, no entanto, e apresentasse mulheres e homens ao invés de homens e homens, as cortes canadenses iriam aceitar que são substancialmente danosas às mulheres e sociedade, baseado em pesquisas que indicam que produção e distribuição de pornografia heterossexual aumenta os riscos de violência contra a mulher e que esteriótipos e hieraquias de gênero promovidas em pornografia minam igualdade. A última década de pesquisa adicionalmente indica que pornografia heterossexual causa danos ás mulheres por negativamente influenciar comportamento individual ou grupal e por ser usada como ferramenta para forçar pessoas à participarem em relacionamentos não-consensuais, não-igualitários.&lt;br /&gt;Estes danos resultam de pornografia gay masculina também? Ou o "gay" em pornografia gay masculina faz a pornografia menos pornográfica? Isto é, há algo qualitativamente diferente sobre as fotos de homens violentando outros homens que faz pornografia gay masculina livre de dano, ou fora dos limites de Bu&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/R2m8aJF0vlI/AAAAAAAABJQ/BFJNXL_2j6k/s1600-h/ASSIMILAÃÃO+GAY.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145851206550470226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/R2m8aJF0vlI/AAAAAAAABJQ/BFJNXL_2j6k/s320/ASSIMILA%C3%87%C3%83O+GAY.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;tler?&lt;br /&gt;Embora pesquisa até então contou apenas com pornografia heterossexual, eu sugiro que este achados são igualmente aplicáveis à pornografia gay masculina -- isto é, que a apresentação de pessoas reais em cenários de violência e degradação (sem mencionar a exploração involvida na produção destas imagens) podem neste caso, também, levar a violência aumentada contra pessoas reais. Eu não argumento que o dano ou o nível disso são exatamente os mesmos, já que homens não estão socialmente na mesma posição que mulheres. Mas uma analogia pode ser tido-que em ambos os casos certas imagens causam comportamentos que danem pessoas reais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;Apoiadores de pornografia gay masculina irão responder que pornografia heterossexual é danosa porque mostra homens causando danos à mulheres--que é a diferença biológica que deixa mulheres não-seguras e não-iguais. Então, pornografia gay masculina elimina o risco de dano porque nenhum mulher figura sua apresentação. Qualquer análise que descansa em biologia, no entando, é enganosa, como essencialista. Assume que quando homens machucam e violentam outros homens não é danoso -- uma presunção que somente reinforça presunções dominantes sobre comportamento masculina aceitável e agressão masculina em geral. Mais importante, o perigo inerente em pornografia heterossexual não é sua apresentação do homem biológico violentando a mulher biológica. A legitimização do poder de aqueles que apresentam agressão e dominância reinforçam violência masculina e inegualdade sistemática para aqueles que se tornam suas vítimas.&lt;br /&gt;A masculinidade apresentado em pornografia não é de fato biológica mas um traço social. Dois homens podem ser feitos não-iguais se um homem é visto como um homem de verdade e seu parceiro não. Pornografia gay masculina, como pornografia heterossexual, cria uma hieraquia de gênero em que masculinidade se iguala a poder. Ela promove dominância masculina, e isto, em retorno, resulta em dano considerável.&lt;br /&gt;No seu estudo revelador de 1991 em violência doméstica masculina gay, Island e Letellier reportarem que há entre 350.00 a 600.00 vítimas de violência gay doméstica masculina nos estados unidos a cada ano, o terceiro maior problema de sáude afetando homens gays no país hoje. O que é mais interessante para uma análise de pornografia gay masculina são os achados do estudo sobre os tipos de homens que batem e como percebem a si mesmos e seus parceiros.&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;Homens gays que batem e abusam de seus parceiros tem idéias específicas sobre masculinidade e o que significa ser homem. Este é o resultado da quase completa falta de exemplos positivos gays, um ambiente homofóbico em que ser gay significa ser não-masculino, veja inferior, e a internalização de auto-ódio e rejeição societal. Estes homens compensam por seu senso de não-valia ao procurar sistemas de valores que esperam irão oferecer poder de controle, e mais aceitável socialmente. Os batedores masculinos gays no estudo interpretam assertividade como significar agressão (ignorando os direitos e sentimentos dos outros), pensem da força como licença para serem violentos, vêem poder como uma licença para aterrorizar, e vêem mutualidade como uma ameaça. Como Island e Letellier explicam, batedores gays masculinos "performam" o que percebem ser comportamento masculino apropriado, seguem uma receita para aquela masculinidade e quando batem em seus parceiros, desculpam seu comportamento em clamar que isto é apenas como homens agem.&lt;br /&gt;Pornografia gay masculina promove "valores" como poder, brutalidade, e não-mutualidade, exatamente os mesmo tidos por batedores gays masculinos. Pornografia gay masculina então apoia e sexualiza uma visão de masculinidade que resulta diariamente em homens gays sendo abusados e assassinados por homens que os amam.&lt;br /&gt;Enquanto nenhuma pesquisa foi feita para determinar se homens gays que abusam seus parceiros usam pornografia gay, não há evidência que não o fazem. Para muitos advogados pró-porno, pornografia gay masculina serve como um recurso de aprendizado, particularmente em uma sociedade que expressão gay masculina é oprimida. Para estas pessoas eu pergunto se é razoàvel em assumir que um recurso de aprendizado que promove masculinidade, levada a seu extremo, uma vez interpretada por homens que sentem que não se encaixam na norma desejada e sentem que devem, tem o potencial de liberar já sentimentos intensos de insegurança e resultam em alguns comportamentos particularmente destrutivos.&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;Na soma, pornografia gay masculina encoraja tudo o que é masculinidade (leia "homem" socialmente definido). Logo, em adição de encorajar agressão masculina resultando em dano físico, vai longe também em manter inegualdade sistemática ao promover ao invés de minar uma hierarquia de gênero em que "masculino" é top e "feminimo" (leia todas as mulheres e aqueles homens gays que caem ou escolhem não se conformar com a construção masculina e quem são então socialmente feminizados) é bottom. Como pornografia heterossexual, ela então glorifica aqueles que em nossa sociedade sempre tiveram o maior poder e quem se beneficiou de dominância masculina e inegualdade social: homens heteros de corpos definidos, brancos. O resultado para a sociedade é uma política sexual baseada na dicotomia homem/mulher, uma divisão entre o poder e os sem poder, top e bottom.&lt;br /&gt;Ao referir a homens gays como feminizados e então "femininos", eu não estou sugerindo que homens gays e mulheres são igualmente oprimidos. Como Andrea Dworkin explica, "homens desvalorizados podem geralmente mudar de status, escapar, mulheres e garotas não podem." Nem estou sugerindo que todos homens gays são igualmente oprimidos. O que estou dizendo, no entanto, é que a qual extensão homens gays rejeitam comportamento masculino socialmente definidos (como devem se igualdade sistemática terá que ser obtida) e expressam sexualidade e políticas que tem o potencial de subveter supremacia masculina, seu comportamento é tido inaceitável e desvalorizado como tal. O homem gay que o faz é então, como John Stoltenberg explica, "estigmatizado porque ele é percebido no status degradado de feminino" e, como tal, assume uma posição inferior àqueles que, não feminizados, arrancam os benefícios da polaridade homem/mulher. Ele é, em essência, penalizado por não "mudar de status" -- isto é, por não adotar aqueles valores e atitudes que mantém dominância masculina e a inegualdade que resulta disso.&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;Escritora lésbica e ativista Suzanne Pharr escreveu que quando homens gays quebram com os ranques de modelos masculinos atráves de aproximação mútua e mostram afeição por outros homens, eles são percebidos como não serem "homens de verdade" e são identifi&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/R2m7WJF0viI/AAAAAAAABI4/SAWa65fGbz4/s1600-h/ATgAAABDiKyuIs8kiO80C_t3LF22QtB3FFuYcu4g1MWTJ0gfKUPGF4CW62UihiNNxGHyjMsWfyLUvlaHN89g-Zvq5EC0AJtU9VDRXc9RmnM79lW5lnM3eQ38TXpTvw.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145850038319365666" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/R2m7WJF0viI/AAAAAAAABI4/SAWa65fGbz4/s320/ATgAAABDiKyuIs8kiO80C_t3LF22QtB3FFuYcu4g1MWTJ0gfKUPGF4CW62UihiNNxGHyjMsWfyLUvlaHN89g-Zvq5EC0AJtU9VDRXc9RmnM79lW5lnM3eQ38TXpTvw.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;cados com mulheres -- o "sexo mais fraco" que deve ser dominado, e que é objeto de ódio e abuso masculino. Misoginia, ela explica, é transferida para homens gays como vingança. É aumentada pelo medo mainstream que identidade gay sexual e comportamento irão desafiar dominância masculina e heterossexualidade compulsória. O homem gay, socialmente feminizado, internaliza sua misoginia e procura imitar aqueles comportamentos que irão, ele acredita, permitir que ele passe por o que um homem deve ser. Masculinidade, para aqueles que foram penalizados por não encontrarem seus critérios, promete privilégio e uma rede de proteção na qual encontrar apoio e aceitação.&lt;br /&gt;Esta rede de proteção assumida é exatamente o que faz pornografia gay a ameaça homofóbica à igualdade que é. Ao invés de encorajar homens gays de subverter construções de gênero opressivas, ela diz a homens gays que todo relacionamento sexual deve ser hierárquico e que poder masculino está no topo da hierárquia. Ela promete homens gays o falso senso de seguridade que ele pode também obter mais poder se ele se tornar aquilo que epitomiza poder-masculinidade a seu extremo. Infelizmente o poder prometido é uma fachada e faz um grande serviço em manter dominância masculina-a própria fonte de tudo que é anti-gay, anti-mulher, anti-igualdade.&lt;br /&gt;Autor gay Seymour Kleinberg argumenta que um não vence o inimigo de um apenas o imitando. Mímica apenas assegura invisibilidade. Por dissuadir a expressão pública de uma sexualidade que tem o poder de minar patriarcado, pornografia gay masculina serve como um pouco mais de outra fonte homofóbica para silenciar homens gays e reinforçar já profundo concreto sistema de discriminação sexual e inegualdade social.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;Homens gays dizem com convicção que "silêncio iguala morte". Para muitos, isto representa uma chamada para ação. Para estes mesmos homens eu digo: silêncio iguala morte, e pornografia gay masculina é a sua focinheira. Agora me deixe ver ação de verdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="para" align="right"&gt;&lt;em&gt;Cristopher Kendall&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-7518267489212717454?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/7518267489212717454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=7518267489212717454' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/7518267489212717454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/7518267489212717454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/12/pornografia-gay-masculina-uma-matria-de.html' title=''/><author><name>Patriarkill ♀</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11887354474319378804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://www.anarcha.org/pix/prop/women_free.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/R2m7WJF0vhI/AAAAAAAABIw/c5v2l_UEWgw/s72-c/ATgAAADjOZHWzU67z5PJMmBC5AbEiP5uFaArMkzd3_8vw82vLbilgZ28spVrETy1fh9ZfJ_QH90yzpLqTmIH4S5SXLSsAJtU9VCmpUry64F7hknm3TwDv_sXr_QOrA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-3132449054542129000</id><published>2007-12-15T18:02:00.000-08:00</published><updated>2007-12-15T18:12:16.213-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/R2SHvZF0vZI/AAAAAAAABHw/mEWu63Rs9Zs/s1600-h/badgirls2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144385922622864786" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/R2SHvZF0vZI/AAAAAAAABHw/mEWu63Rs9Zs/s320/badgirls2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://sisyphe.org/article.php3?id_article=1053"&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';color:red;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#663366;"&gt;Teoria Queer e Violência Contra a Mulher&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';color:red;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#663366;"&gt;&lt;em&gt;março 2004 - &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#663366;"&gt;&lt;em&gt;Por Sheila Jeffreys&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';color:red;"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Eu quero falar sobre como queer e teoria pós-moderna afetaram a habilidade de feministas e lésbicas de organizar-se contra, ou mesmo reconhecer violência contra mulheres. Na teoria queer e pos moderna, baseada no individualismo liberal, formas importantes de violência são renomeadas ´transgressão´, ´escolha´ ou ´agência´. Eu vou concentrar nas 3 formas de violencia aqui, a prostituição de homem abusando de mulheres, a violência de operações transexuais e a violência da industria da modificação corporal&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';color:red;"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;.&lt;br /&gt;Meu ponto de partida é aquele velho mas pouco compreendido slogam feminista: ´Nosso corpo nós mesmas´. Em relação à violência, eu sugiro, isso tem dois importantes significados:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';color:red;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;1/&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; A objetificação de mulheres no qual os corpos são tratados como objetos para outros usarem, à revelia de nossa vontade ou pessoalidade, como em estupro, abuso infantil, prostituição, são danosos para nós mesmas. O que é feito aos nossos corpos afeta a nós. Para sobreviver aos usos abusivos ou violentos de nossos corpos nós temos que aprender a dis-associar* para sobreviver. Em relação a prostituição o entendimento de ’nosso corpo, nós mesmas’ nos capacita reconhecer o mal da dis-associação que mulheres prostituídas tem de fazer uso de forma a sobreviver a violação de seus seres é constituiída pela violência sexual comercial.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;2/&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; O slogam ’Nossos corpos, nós mesmas’ também significa que nossos corpos não são o problema. Esse foi o entendimento que deu base aos grupos nascentes de conscientização que capacitaram tantas mulheres a aceitar o formato de seus corpos e abrir mão de maquiagem e outros disfarces. Os problemas que mulheres e homens podem ter com as formas de seus corpos, configuração genital, são politicamente construídos em uma sociedade de supremacia masculina na qual mulheres, e alguns homens, são sexualmente e fisicamente violados por homens, na qual construções de gênero e de corpo perfeito são usadas para reinforçar controle social e a criação de uma dominação masculina e subordinação feminina. Descontentamento com nossos corpos que surge dessas condições políticas é um problema político, e a mutilação de corpos é uma ação que visa cortar fora os corpos para fazê-los caber dentro de um sistema político abusivo ao invés de procurar mudar o sistema para caber os corpos que de fato as pessoas têm.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#663366;"&gt;Um valor básico feminista é a criação de uma sexualidade da igualdade na qual nós podemos permanecer em nossos corpos e celebrá-los como o são.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;Em condições de opressão nenhuma dessas coisas é fácil. Nos anos 80 houve um &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;backlash &lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;(reação) contra esses entendimentos fundamentais do feminismo. Feministas que trabalhavam em pornografia, em abuso sexual, em maquiagem, em sapatos de salto alto e outras belezas prejudiciais foram então tachados de: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;politicamente correto, puritanismo, anti-sexo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';color:red;"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;As forças que alimentaram esse &lt;span style="font-size:180%;"&gt;backlash&lt;/span&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';font-size:180%;"&gt;1/ Liberalismo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;O ponto de partida de feministas radicais que restringiram a compreensão de políticas para o mundo público, ganhou status nos 80 e 90. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;O ponto de vista de feministas liberais estadunidenses como Katie&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt; Roiphe e Naomi Wolf, e a jornalista britânica Natasha Walters, tão amada dos editores e da mídia, que mulheres são igualmente empoderadas o bastante para lidar com todos esses inconvenientes de suas vidas privadas&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;, assédio sexual, estupros em namoros, espancamento, fazer todo trabalho de casa, de fato se torna exatamente como o liberalismo que dá suporte a políticas queer e pós-modernas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;Mulheres precisam ser ’power feminists’ [feministas empoderadas] diz Naomi Woolf. &lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';font-size:100%;"  &gt;Nós estamos livres para usar maquiagem mas é supreendentemente certo de que são ainda mulheres que estão escolhendo essa forma de empoderamento. Aparentemente há um nível de campo lúdico mas homens não estão se aglomerando para retirar suas olheiras, usar batom, sapatos torturantes e saias curtas apertadas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Práticas de violência são justificadas sob a rubrica do &lt;em&gt;consenso&lt;/em&gt;. Sadomasoquismo, prostituição e cirurgia plástica não são compreendidas como práticas de opressão criadas através de relações de poder desiguais em supremacia masculina. Elas são portadas como invenções femininas para o prazer de mulheres ao invés de práticas tradicionais danosas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';color:red;"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;A fetichização de consenso e escolha e seu set aplicado a estupro em namoros, é adotado de maneira ardente por pós-modernistas e teoristas queer que promovem sadomasoquismo e prostituição, transexualismo e body modification como o máximo em auto-realização e empoderamento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;2/ Pos-modernismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;Um set de idéias criado marjoritariamente por &lt;em&gt;homens gays&lt;/em&gt; e em geral ininteligível.&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Homens intelectuais franceses vêm sendo adotados com aparente entusiasmo por muitas acadêmicas feministas e teóricos queer nos anos 80 e 90&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;. Essas idéias foram sendo empregadas eu sugiro que seja porque algumas mulheres e homens gays queriam carreiras acadêmicas que são bastante difíceis de sustentar se você manter uma perspectiva feminista radical. Apenas as idéias de homens respeitados por outros homens farão você ir longe na acadêmia.&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;Então feministas e homens gays vestiram as idéias do sadomasoquista Michel Foucault&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;, por exemplo. Ele se tornou mais popular que Marx era nos 60 entre os trendies e progressistas. Em muitos departamentos como os de estudos culturais ele esteve e é compulsório.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;O que essas idéias contribuiram para feminismo e o entendimento da violência? A idéia de que não há algo do tipo ’mulher’. Que isso é essencializante, e inaceitável é falar da experiência de mulheres ou opressão das mulheres porque mulheres são todos indivíduos completamente diferentes. &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;Opressão adicional não existe porque poder apenas flui sem direção, apenas constantemente recriando a si mesmo nas interações de pessoas bem intencionadas, na comunicação. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;Não há algo como ’verdade’, o que convenientemente permite um &lt;em&gt;relativismo moral &lt;/em&gt;no qual é bastante &lt;em&gt;fora de moda&lt;/em&gt; protestar contra qualquer comportamento ou condição de opressão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;Essa é uma teoria espetacularmente inadequada para analisar violência e assim, graças a isso, não muitas feministas pós-modernas tentam fazê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;Elas estão mais interessadas em mídia, representações e fantasia, não em comportamento real ou circunstâncias materiais.&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando elas se aproximam de violência os resultados são bizarros. Sharon Marcus sobre estupro nos diz que estupro ocorre porque mulheres erraram no script. Se mulheres forem capazes de mudar o script então homens não as estuprariam. Isso desloca a culpa pelo estupro de volta às mulheres, algo que feministas tiveram sempre tentado mudar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;Shannon Bell nos conta que não há ’significado inerente’ para prostituição.&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; Se fosse o caso de que prostituição não possui significado em termos de relações de poder, então homens estariam se alinhando nas ruas para serem pegos em carros por mulheres que desejariam defender as coisas no seu âmago&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,204,255);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt; É realmente difícil de sobrever assim as relações de poder na prostituição mas pós-modernistas podem fazê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;Feministas pós-modernas nos dizem que o corpo é um texto.&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; Não verdadeiramente real, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;mas um texto que pode ser rentavelmente reescrito.&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;Então feministas pós-modernas são usadas pra justificar body modification&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;. &lt;span style="font-size:100%;"&gt;O ezine de body modification tem artigos justificatórios que citam teóricas ’feministas’ como Elizabeth Grosz e Judith Butler para legitimar as práticas anunciadas nos websites, tanto que página após página de propagandas de diferentes estúdios de piercing e cutting de todo o mundo ocidental com fotos de suas mercadorias. As fotos mostram partes na maior parte de corpos de mulheres lacerados, costas esfoladas abertas, músculos de carneiros com desenhos grandes e sangrentos neles cortados, estômagos simplesmente cortados sem qualquer desenho particular. As webpages muitas vezes portam bandeiras do arco-íris e o slogam ’assumida e orgulhosa’. Essas jovens lésbicas estão apenas reinscrevendo o que nós fomos orientadas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;3/ Teoria &lt;em&gt;Queer&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; A teoria queer adapta s idéias dos pós-modernistas para os interesses de alguns homens gays. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;Elas são usadas para re-nomear formas variadas de violência como sadomasoquismo e transexualismo como ’transgressão’.&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Teoria &lt;em&gt;queer &lt;/em&gt;é grande na importância da ’transgresssão’ das fronteiras corporais o que acaba por significar carregando formas de violência em cima disso&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;O entusiasmo com ’transgenerismo’ muitas vezes dito ser diferente de transexualismo também requer maior reformatação do corpo ofensivo com substâncias químicas se não cirurgia atual. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;Em teoria queer mulheres prostituídas são transformadas em uma minoria sexual, ou em um ’movimento de afirmação’&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; junto com outros praticantes ou vítimas de violência como sadomasoquistas, pedófilos, transexuais e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;vistos como rebeldes criando um novo futuro sexual.&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; De fato, claro, mulheres prostituídas estão tendo que dis-associar para sobreviver, e não sendo liberadas sexualmente. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;Estão servindo à liberação sexual de seus colonizadores, os homens.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;De fato as práticas de violência que são celebradas em teoria queer podem todas ser vistas como resultantes da opressão. Mas teoria queer, sendo baseada em individualismo liberal, não reconhece as políticas como sendo concernentes ao templo do privado. Sexo é privado e além das análises apesar de que as políticas queer demandam que homens gays sejam empoderados para clamar largas áreas do espaço público nas quais pratiquem seu sexo ’privado’.&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; Essas áreas nas quais mulheres são feitas se sentirem desconfortáveis ou nas quais sejam feitas parecer muito perigosas para mulheres se aventurarem, por causa do delicioso senso de medo e apreensão que homens gays criam em campos de caçada por silenciar e rondar estão agora sendo oficialmente designadas como ’ambientes de sexo publico’ por exemplo nas políticas de HIV nas cidades escocesas. Logo homens gays apropriaram-se de largos pedaços de parques, fontes, ruas como sua possessão própria.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;Políticas Queer &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;nas formas de grupos como Sex Panic [Pânico Sexual] nos EUA e Outrage [Ultraje ou numa leitura dúbia, Raiva pra Fora] no Reino Unido, &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;milita pelos direitos individuais de homens gays para injuriar outros em sadomasoquismo para seu entretenimento, a usar garotos em prostituição e pornografia, de adquirir espaço público para suas práticas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt; Um homem foi recentemente condenado por assassinato em Melbourne por enforcar outro homem na prática sadomasoquista de asfixiamento. Esse homem, proeminente em sadomasoquismo gay em Melbourne, um businessmen do sadomasoquismo associado com gerenciar clubes de SM para lucro&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;, roubou os cartões de créditos do homem morto e seu carro e fugiu para o norte em Queensland. O bom é que ele pegou 5 anos de prisão. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;Minha perspectiva de todas essas práticas de violência sobre eles como sadomasoquismo, transexualismo e mutilação é que os perpretadores estão sempre errados. Não importa o quanto alguém peça para ser abusado é ainda assim errado complacer e é particularmente chocante fazer lucros em cima disso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;O que liberalismo e suas formas mais fashionáveis em pós-modernismo e teoria queer vem fazendo é &lt;strong&gt;&lt;u&gt;desaparecer o opressor&lt;/u&gt;.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;Todas práticas de violência são vistas como&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt; ’escolhidas’ por agentes desejosos de, e visto também como politicamente progressivo e transgressivo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';color:red;"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Práticas Tradicionais Prejudiciais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;Eu quero procurar com mais detalhismo de onde essas práticas de violência surgem e sugerir que elas de fato deveriam ser reconhecidas como práticas tradicionais prejudiciais. Em 1995 os Estados Unidos publicou indicadores de &lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;’Praticas Tradicionais Prejudiciais e seus efeitos na saúde de mulheres e crianças’&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;As práticas descritas pelos indicadores sociais eram quase todas não-ocidentais. Elas incluíam mutilação genital feminina, casamento infantil, preferência do filho, alimentação forçada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; A única prática listada que claramente dá cobertura também às culturas ocidentais é violência contra mulher e nessa prática está incluida prostituição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu penso que é uma maneira bem útil de entender prostituição assim como as outras práticas de violência que eu venho discutindo aqui. Prostituição cabe muito bem dentro do critério de reconhecimento de uma prática tradicional prejudicial como definida pela UN.&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;1/ Prejudicial para a saúde de mulheres e crianças&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; : Isso é certamente prejudicial para a saúde de mulheres e crianças pelo dano à auto-estima, tendências suicídas e auto-mutilação, doenças sexualmente transmissíveis e HIV, dano aos sistemas reprodutivos, gravidez indesejada, uso de drogas pra aguentar a violação e para prender mulheres e crianças à cafetões e bordéis.&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;2/ Emerge da subordinação de mulheres&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; : prostituição claramente surge da subordinação das mulheres. É uma prática na qual as vítimas são mulheres e crianças expostas e os perpretadores são quase totalmente homens através da história e culturas. Essa é uma prática que explora o despoderamento de mulheres e crianças, economicamente, fisicamente e em relação com dominação masculina adulta e a submissão de mulheres e crianças.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;3/ Suportada pelo peso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; da tradição : prostituição é frequentemente descrita pelos apologistas como ’a profissão mais antiga’ o que, longe de ser uma justificação, de fato poderia ser vista como uma particular acusação das sociedades ocidentais presentes que aclamam a si mesmas progressivas e comprometidas com igualdade embora mantenham séculos de velhas formas de escravidão em relação a mulheres e crianças.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;4/ Toma uma aura de moralidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; : uma vez que é fácil ver em relação à tais práticas de mutilação genital feminina desde envolvimento de mulheres na prostituição tem tradicionalmente levado a punição e isolamento social, é possível ver prostituição ganhando uma aura de moralidade agora com sua legalização em muitos países incluindo Victoria na Austrália onde eu vivo. Quando o relatório ILO (1) do último ano em prostituição chamado ’O Setor Sexual’ chamou pelo reconhecimento da utilidade da prostituição para as economias da Ásia Sudeste então o status de prostituição como uma indústria se não de mulheres prostituídas por si mesmas, está mudando rapidamente. Certamente prostituição se não sempre vista como moral é vista como inevitável na maior parte dos países do mundo e isso mostra a natureza profundamente enraizada de sua aceitação, sua implantação nas culturas de dominância masculina.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;5/ Escolhida e infligida sobre mulheres por si mesmas:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; apesar disso não estar no critério oferecido pela UN de práticas tradicionais prejudiciais Eu penso que é um elemento importante da maioria deles, excluindo reconhecida violência masculina como em estupro de crianças e violência doméstica. Em muitas das práticas nas quais mulheres e crianças do sexo feminino são preparadas para o casamento e escravidão sexual, mutilação genital feminina, alimentação forçada etc. mulheres são as torturadoras de outras jovens mulheres como Mary Daly apontou em sua análise dos sado-rituais que concordam muito bem com o que a UN agora chama de práticas tradicionais prejudiciais. Homens são removidos pra longe da paisagem e sua responsabilidade difícil de ser reconhecida. Em algumas práticas, como na queima de viúvas em Rajasthan, mulheres são vistas como abraçando a morte voluntariamente a morte na pira funerária de seus maridos. As culturas qme que essas práticas são tocadas criam pressões sociais tão forçosas que recusa parece impossível e ’escolha’ é inimaginável. Em culturas ocidentais mulheres são vistas como livremente escolhendo prostituição enquanto os abusadores masculinos são invisíveis. Isso pode quase ser visto como se mulheres fossem para dentro dos quartos e fizessem a prostituição toda por si mesmas. Os homens precisam permanecer invisíveis como se o mal social de seu comportamento de prostituição para com as mulheres que eles tem relacionamentos fosse pra ser escondido. Em Victoria agora nós estamos ouvindo mais e mais histórias de mulheres cujo casamento de 25 anos ou mais foi destruído pelo comportamento de prostituição de seu marido, comportamento que ele vê como justificável num estado no qual prostituição é uma empresa estatalmente licenciada, regulada e taxada que exibe suas mercadorias no centro de exibição do estado. A dor das mulheres na descoberta, repentina, de fotos de jovens moças nuas da mesma idade de suas filhas integradas com os feriados familiares estala e vai pensando na agonia de serem culpadas pelos parentes por não dar aele o bastante, perdendo a lealdade das crianças que tomam partido do pai abusivo. Tudo isso é o mal de uma escala massiva que está institucionalizada pela legalização da prostituição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';font-size:100%;"  &gt;6/ Justificada com as ideologias dos homens&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; : Mary Daly também, fala de&lt;/span&gt; como os sado-rituais são justificados e celebrados nas ideologias masculinas e nas academias. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Abadi MT Condensed';"&gt;Isso é onde entra as ideologias que eu venho observando aqui, as ideologias que consentem com ou legitimam práticas de violência, liberalismo, pós-modernismo e teoria &lt;em&gt;queer.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;O ocidente tem uma cultura em que práticas de violência e opressão são escondidas, responsabilizadas nas vítimas pelas idéias de ’escolha’ liberal ou celebradas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt; Eu gostaria de acrescentar lésbicas e gays às constituições opressivas que são as vítimas das práticas prejudiciais tradicionais. O status oprimido de lésbicas ou homens gays, combinadas com a experiência de violência sexual de homens na infância, está construindo eles como constituintes das indústrias de transexualismo e modificação corporal na qual histórias dolorosas são literalmente cortadas dentro dos corpos das vítimas para enlucramento. Transexualismo tem uma longa história. Muitas culturas tem escolhido construir uma dominação masculina cuidadosamente regulamentada e uma subordinação feminina por convocar em uma terceira categoria aquelas crianças masculinas que não cabem nelas ou são desejadas por outros homens para uso em prostituição. Isso não é uma história ilustre mas uma história de opressão, a qual queremos pôr um fim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;Automutilação (cutting), piercing e tatuagem, infelizmente, não são apenas moda. Para muitas vítimas de violência sexual e opressão de lésbicas e gays cutting se tornou uma obcessão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:'Abadi MT Condensed';" &gt;, uma forma de carregar pra fora deles com a égide da aceptabilidade a auto-mutilação que eles poderiam de outra forma performar com culpa em seus próprios quartos. Penectomias, a perfuração de gargantas, facas perfuradas estreitamente pelos corpos, tatuagens faciais, tem repercurssões. Elas são potencialmente fatais, afetam prospectivas de emprego, podem levar a perda de poder de fala, infecções por HIV e muitos outros riscos. Cortar-se leva a gente pra um caminho longe do insight original feminista de &lt;strong&gt;Nossos Corpos Nós Mesmas, que eles são bons e legais e não merecem violência, constrição, ser escondidos com maquiagem ou véus, lacerados com cirurgia plástica ou operações transexuais&lt;/strong&gt;. As práticas de violência que eu tenho olhado aqui, prostituição, transexualismo, cutting, sugerem que a brutalidade da opressão da mulheres, crianças, lésbicas e homens gays nas culturas ocidentais nas quais os oprimidos tem que dis-associar ou irrelevar pra sobreviver. &lt;strong&gt;Mas esses liberais que querem-nos acreditando que nós vivemos no melhor de todos mundos possíveis, abençoado com uma posição num campo de jogos de iguais oportunidades&lt;/strong&gt;,&lt;strong&gt; devem culpar essas práticas nas vítimas através das idéias de escolha, ou distorcer seus significados ou celebrá-las através das ideologias queer ou pós-modernas. &lt;/strong&gt;No Canadá hoje, como na Austrália práticas tradicionais prejudiciais de violência estão vivas como nunca e a gente precisa estar habilitada pra identificar elas claramente e em opôr-se, sempre, a quaisquer tentativas de justificá-las ou de construir indústrias rentáveis em cima delas. &lt;strong&gt;Estúdios de auto-mutilação, bordéis, deveriam ser como impensáveis assim como a idéia de construir indústrias em cima de mutilação genital feminina &lt;/strong&gt;(apesar de que,claro, revistas de modificação corporal usarem fotos de garotas e mulheres mutiladas para a satisfação pessoal dos homens).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="spip" style="MARGIN-BOTTOM: 12pt"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:Arial;" &gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Notas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:Arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;(1) Lim, Lin Lean (ed), &lt;em&gt;The Sex Sector : the Economic and Social Bases of Prostitution in Southeast Asia&lt;/em&gt;, International Labour Organization, Geneva, 1998.&lt;br /&gt;Janice G. Raymond,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:fuchsia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:fuchsia;"&gt;&lt;a href="http://sisyphe.org/article.php3?id_article=689"&gt;&lt;span style="color:fuchsia;"&gt;Legitimating Prostitution as Sex Work : UN Labour Organization (ILO) Calls for Recognition of the Sex Industry&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204)"&gt;Part One and Two, December 1998.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="spip"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:Arial;" &gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Referências&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:Arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Mary Daly, &lt;em&gt;Gyn/Ecolgy - The Metaethics of Radical Feminism&lt;/em&gt; Boston, Beacon Press, 1978, 1990.&lt;br /&gt;Sheila Jeffreys, &lt;em&gt;Unpacking queer Politics&lt;/em&gt;, Cambridge UK, Polity Press, 2003.&lt;br /&gt;Sheila Jeffreys, &lt;em&gt;The Lesbian Heresy&lt;/em&gt;, Melbourne, Spinifex Press, 1993.&lt;br /&gt;Janice G. Raymond, &lt;em&gt;The Transsexual Empire&lt;/em&gt;, New York, Teacher’s College Press, 1979, 1994&lt;br /&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="spip"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:Arial;" &gt;Apresentado em Vancouver Rape Relief fundraising dinner, 24 Setembro de 1999.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,204);font-family:Arial;" &gt;© Sheila Jeffreys&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,153);font-family:Arial;" &gt;*&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,153);font-family:'Times New Roman';" &gt; Dis-associação ou Aprendendo a Dis-associar: Muitos sobreviventes de trauma são familiares com dissociação. É uma habilidade primária usada para encobrir sentimentos. Algumas pessoas com repetidas experiencias de eventos traumáticos particularmente na infância, aprender a dissociar bem cedo na vida. Dissociação significa escapismo mental e emocional quando fuga física não é possível Por exemplo, dissociação significa não permitir a situação dolorosa adentrar a consciência. Também pode significar bloquear seu impacto emocional por compartimentalizar o trauma. Isso permite aos sobreviventes desatachar-se do evento traumático, ajudando a desviar do seu impacto total. Se você dis-associar, você pode estar perdendo tempo, tempo que você não poderá contar ou tempo no qual você não estará certo de suas ações. Quando um evento é encobrido, ou quando esse evento é muito doloroso para tolerar, é natural e auto-protetivo aprender a dis-associar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';color:fuchsia;"&gt;&lt;a href="http://books.google.com/books?id=AmHqdqIgifEC&amp;amp;pg=PA48&amp;amp;lpg=PA48&amp;amp;dq=learn+to+dissociate&amp;amp;source=web&amp;amp;ots=30QJ6u_u4m&amp;amp;sig=2Ry-H1sldYFbGXYTvGGbu0bhA3Q"&gt;&lt;span style="color:fuchsia;"&gt;[ Life After Trauma: A Workbook for Healing by Dena Rosenbloom, Mary Beth Williams&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-3132449054542129000?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/3132449054542129000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=3132449054542129000' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/3132449054542129000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/3132449054542129000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/12/teoria-queer-e-violncia-contra-mulher.html' title=''/><author><name>Patriarkill ♀</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11887354474319378804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://www.anarcha.org/pix/prop/women_free.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/R2SHvZF0vZI/AAAAAAAABHw/mEWu63Rs9Zs/s72-c/badgirls2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-5241632620993493416</id><published>2007-11-22T01:50:00.000-08:00</published><updated>2007-11-22T02:40:58.636-08:00</updated><title type='text'>trans: flexibilizacao do feminismo</title><content type='html'>eu por algum tempo tive duvidas do porque o mov queer e o mov pós genero iriam escolher tal grupo de pessoas, que sao basicamente agentes de genero para estar do seu lado. Se eles estao tentando passar aquela coisa de "nada é real", ter alguem do seu lado falando que algo é real e esse algo nao esta nos seus corpos, nao poderia gerar algum conflito? Entao percebi como é na verdade perfeito. Que os beneficios de se ter pessoas trans aos seus lados sao muitos maiores que os danos que possam causar. Transsexualidade é uma otima arma para desestabilizar o terrível sistema binário de genero, que a critica feminista é tao dependente de. São perfeitos para flexibilizar ideias de genero e é isso que o mov queer sempre foi, uma grande busca pela flexibilizacao do posicionamento. Usam diversos grupos em pequenas frontes para cada questao que possa vir necessitar posicionamento seja rebutada. Bdsmers sao perfeitos para criticas à tortura, trans para genero como arma de ocupacao e exterminio. Bravo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Como trans servem o anti feminismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trans, para evitar a critica feminista ao genero. se voltam à privatização vivencial em uma ode anti coletivista. Muitos são os chamados de exclusão de opinioes estrangeiras acompanhados de cantos como "voce nao é trans! nao pode me entender, logo debater o que sou". Além da ignorancia politica que tal posicao apresenta(afinal já q estamos ai que tal te lembrar q voces nao sao mulheres? nao podem falar sobre elas ou clamar algo delas como seu? que tal?), é um otima maneira de alimentar o backlash ao feminismo. A 3ra onda, os conservadores da familia, as prostitutas e diversos grupos se unieram em uma unica plataforma: feministas nao falam por todas as mulheres. (São um grupo de loucas, se me perguntarem) Trans alimenta essa posicao também ao tentar isolar um grupo que se opoem a eles, usam de misoginia enrustida e assédio partidario. Impressionante. Me digam, quais outras formas mais de combater união das mulheres e força grupal?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-5241632620993493416?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/5241632620993493416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=5241632620993493416' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/5241632620993493416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/5241632620993493416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/11/trans-flexibilizacao-do-feminismo.html' title='trans: flexibilizacao do feminismo'/><author><name>Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17555804026776399424</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-5465085575252893933</id><published>2007-11-13T16:20:00.000-08:00</published><updated>2007-11-13T16:27:55.682-08:00</updated><title type='text'>O Q SIGNIFICA O PÓS MODERNISMO SEXUAL</title><content type='html'>&lt;h3 class="smller"&gt;o pós-modernismo instaurado por foucault, derrida é um q rejeita a noção de verdade universal, se opoem a conceitos totalitários de verdade e enxergam opressão aonde nao há multiplicidade. Bom, o pós-modernismo é um ataque da academia na classe trabalhadora, é um mecanismo da elite academica de prevenir posicionamento e consciencia de classe entre os trabalhadores. Em uma sociedade patriarcal capitalista é óbvio q existem formas de opressão, mas o pos modernismo clama o relativismo, falam q nao é bem assim. q a realidade é multipla, que existe o acaso, que existem os pontos de vista, que a opressão é semiótica. Escrevem para confundir quem le em nao perceber sua opressão material, pq ela existe. Marx era materialista, dworkin era materialista, marcuse era. São pessoas que escreviam sobre formas de opressoes materiais e reais. O pos moderno pós-historia ignora esse conceito, falam q a historia é discurso e q as relacoes interpessoais são performance. enfim, as feministas radicais tinham um discurso bem material, denunciavam uma opressão existente e q pode ser pautada e abolida. Ai como falei dos grupos acimas, sentiam q suas praticas estavam em perigo pela denuncia feminista radical. Como poderiam continuar batendo uns nos outros com correntes e chicotes em roupas de couro? Ou continuar consumindo pornografia em q pessoas excluidas economicamente se prestavam a uma humilhacao q quem assiste nao se prestaria? Tcha-ram. Veio o pós-feminismo pós-genero pós-pornográfico queer liberal burgues. A rainha deles é a judith butler q pegou conceitos bem básicos do feminismo e deu uma luz pós-moderna e chamou de estudos do genero. O generismo acredita em respostas personalizadas ao problema do genero. Ao inves das mulheres sairem as ruas lutando para q prostituicao seja exterminada, pornografia abolida e patriarcado dizimado, elas podem agora no conforto de seus lares &lt;b&gt;subverterem&lt;/b&gt; suas opressoes. Podem performar sua condição. A subversão é o conceito chave nas politicas pós-modernas sexuais.&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Ao inves de buscar uma solução material para a questao patriarcal, agora vc pode de forma individual trabalhar a sua questão. As politicas de empoderamento empoderam o individuo. entao agora vc pode brincar com todos os signos opressivos, troca-los de ordem e dizer q inventou uma nova ordem social abstrata. Vc pode trocar o vocabulario q usa, imitar praticas opressivas mercantis para desestabiliza-las, voce pode fazer tudo. As lesbicas podem agora bater umas nas outras, ir em shows de strip-tease e beber cerveja. Os gays podem fazer o q sempre continuaram fazendo, expressando seus sintomas de auto odio por viver em uma sociedade homofobica e dizer q estao desestabilizando masculinidade e papeis de genero. É obvio q devemos destruir a noção dos generos. Mas nós precisamos de uma NOVA VERSÃO, nao uma SUBVERSÃO. SUB está dentro do paradigma referencial, nao traz nada novo. Nós precisamos criar um espaço novo livre de opressao e nao brincar com a opressao. Não trocar de lugar, mas destrui-lo. A critica das radicais aos trans por exemplo era q eles dependiam de um sistema de genero, pq sentiam q "eram" garotas e deveriam entao se portar de tal modo. Mas em uma sociedade realmente sem genero nao existiria "garota" e seus modos. Estranho os pós-generistas abracarem a causa trans falando q era destroi o genero qdo na verdade só reinforça, falando q existe. O motivo real para a adoção da otica pós-modernista na arena sexual promovida pelos queers, pró-porns etc é pq eles não podem se posicionar. Nao como as feministas radicais faziam. Elas se posicionavam em frente a um problema e demandavam uma resposta. Os queers-sexy-liberal-90s- nao podem, nao enquanto estao se batendo, se filmando apanhando, comprando mulheres e consumindo seus corpos. Entao com o medo de se verem obrigados a tomar uma posicao, falam q hei, nao existe posiçao, perai... tudo é multiplo demais para eu tomar uma posicao. se posicionar é reacionario! Entao inventam toda uma literatura confusa q se acaba em si mesmo e q nunca asserta se algo é bom ou ruim&lt;br /&gt;Eles nao podem assertar q algo é bom ou ruim, pq estao fazendo coisas ruins. Estao batendo em mulheres, comprando e bebendo seus corpos. Nao podem ter o luxo de se posicionar. A conjunção queer nos anos 80 de todos os grupos q foram estigmatizados pelo discurso radical é uma forma de tentar estabelecer essa gama de multiplicidade q eles pensam irá destruir o discurso material. Mas eles nao são tao originais, nao existe multiplicidade. Eles copiam praticas q são bem básicas, nao tem nada de novo. A unica coisa nova q existia era a demanda feminista de um espaço onde nao há tirania. Sò ai. Entoa eles precisam criar esses pontos de confusao e distração pos modernos pq se formos considerar seus comportamentos em uma luz clara, são totalmente reacionarios, opressivos, cristão, patriarcais, racista, etc. Eles precisam de todo o liberalismo para existir, precisam falar q são anti censura para continuar comprando dor de mulheres, precisam falar q são anti-rotulo pq eles precisam impedir q uma identidade coletiva seja criada entre mulheres, homossexuais. Eles tem q impedir a unificação, tem q destruir a memoria, falar q são pós isso pós aquilo pq se as pessoas se juntarem e perceberem q hey, o q nós passamos é bem parecido, e o problema pode ser esse daqui, eles vão cair. Vão ser expostos como os agentes patriarcais q são. Portanto eles podem brincar o quanto podem com a opressão deles, performar, trocar de lugar, fazer videos faca voce mesmo de pornografia. Eles precisam subverter pq eles vivem em um lugar em q nao é possivel q isso nao exista. Eles nao imaginam q possa existir a nao-tirania. A anti-tirania feminista radical. Eles entao se acomodam, acham q é inerente, q o patriarcado é inerente, q o capitalismo é inerente pq se por um momento achassem q nao é, teriam q mudar. Se em algum momento ouvissem as radicais falando q nao aceitam a ordem atual das coisas, teriam q tentar e nao podem, pq sentem prazer aonde estão. pq gozam com as imagens de seu proprio exterminio, e no meio tempo, clamam falar por todos nós. Nao&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-5465085575252893933?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/5465085575252893933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=5465085575252893933' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/5465085575252893933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/5465085575252893933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/11/o-q-significa-o-ps-modernismo-sexual.html' title='O Q SIGNIFICA O PÓS MODERNISMO SEXUAL'/><author><name>Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17555804026776399424</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-7473002193899578441</id><published>2007-11-07T21:28:00.000-08:00</published><updated>2007-11-07T21:29:24.557-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3 class="post-title"&gt;RELACIONAMENTOS ABERTOS &lt;/h3&gt;&lt;div class="post-body"&gt;&lt;div style="CLEAR: both"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,51,102)"&gt;Do pessoal ao político - revolução cotidiana e libertária&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Por Clarisse Chiappini Castilhos&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estas são livres reflexões sobre a dimensão política de vivências pessoais. Pretendo aqui contribuir para levar adiante aquela discussão tão essencial – e tão difícil: o aprofundamento do significado político / pessoal dos relacionamentos abertos&lt;/em&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;&lt;em&gt;[2]&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. Mais ainda, conversar sobre a vivência cotidiana dessa luta.&lt;br /&gt;Essa proposta de discussão tem base em longas conversas com MarianaPessah, bem como outras amigas e companheiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,51,102)"&gt;&lt;strong&gt;um pouquinho de his-tória e hers-tória ...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de me apresentar como uma pós-hippie, pós-68, ainda-feminista, ainda-esquerdista, marxista com pitadas de anarkismo, tentando encontrar um espaço nesse mundo estupidamente dominado pelo estúpido pensamento pós-moderno e neo-liberal. Por isso não abandono o debate tão vivo nos anos 70 sobre “&lt;strong&gt;monogamia&lt;/strong&gt;” - um tema central nas lutas libertárias e intimamente relacionado à idéia de “relações abertas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio marxismo nos mostra que a família monogâmica se formou para garantir a transmissão da herança gerada pela acumulação de excedente (Engels). Esse pensamento nos leva também a concluir que o núcleo familiar monogâmico patriarcal, definiu rigorosamente o papel exercido pelo homem e pela mulher, papéis esses que sempre colocaram o homem na esfera do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No capitalismo, essa estrutura caiu como uma luva, favorecendo nitidamente a reprodução do capital através da ampliação da mais valia. De que forma? Dentre outras sutilezas, porque a ação das mulheres nesse micro sistema contribuiu, e contribui, para a redução do custo de reprodução da mão-de-obra e assim para o pagamento de menores salários à classe operária. A “fada do lar” zela pela alimentação, segurança, educação e bem-estar da família. Isso tudo sem cobrar nada. Se agregarmos o fato de que hoje a maioria das mulheres está engajada no mercado de trabalho, exercendo duplas ou triplas jornadas, e ainda sendo pior remunerada do que os homens, podemos formar um panorama mais completo do papel das mulheres no sistema. Essa estrutura de funcionamento tem uma base material: transmissão da herança e redução do custo de reprodução da força de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, &lt;strong&gt;o que hoje mais assegura a manutenção da estrutura familiar monogâmica é sua função ideológica, o seu simbolismo de felicidade, de única forma possível de bem-estar&lt;/strong&gt;. Essa ideologia – a da família monogâmica feliz - é tão poderosa quanto outras representações sociais como a autoridade patriarcal, como a proteção materna, e de seus macro-equivalentes como o Estado e as instituições. Essas representações são o instrumento mais eficaz para impedir o fim de um sistema econômico que somente se reproduz através da destruição material. É de ressaltar a importância que tem para o capitalismo, em sua fase atual, continuar com a submissão das mulheres, ainda que disfarçada atrás de formas mais sofisticadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O aspecto mais importante da família na manutenção do domínio do capital sobre a sociedade é a perpetuação- e a internalização- do sistema de valores profundamente iníquo, que não permite contestar a autoridade do capital, que determina o que pode ser considerado um rumo aceitável de ação dos indivíduos que querem ser aceitos como normais, em vez de desqualificados por “comportamento não conformista” (Mészáros, 2002,p. 271)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como se passou no socialismo real? A vanguarda da revolução russa, coerente com a crítica marxista da família, organizou comunas para substituir o núcleo familiar tradicional. Nessa fase temos a pioneira Alexandra Kolontai, com todos os limites próprios a uma pensadora imersa num processo revolucionário. Infelizmente, essa revolução foi logo retomada pelo poder patriarcal e por sua conseqüente rigidez moral. O moralismo capitalista foi transformado em moralismo socialista, cheio de regras e de “patrulhas ideológicas”. Tudo o que era estranho, como o amor entre pessoas do mesmo sexo, era considerado “desvio burguês”. Essa experiência durou pouco e, 90 anos depois, @s russ@s continuam se agregando em famílias monogâmicas, tradicionais e repressoras. Esse exemplo mostra a força da ideologia que mantém as bases de um sistema econômico decadente, mesmo que em forma de farsa, como nos antigos países socialistas. Com isso prolonga sua sobrevida e a nossa agonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem viveu a luta dos anos 60’/70’ tinha como meta a transformação plena, da economia, da cultura e dos valores. A revolução econômica ligada à revolução sexual. A crítica se estendia do chamado marxismo vulgar (economicismo) à psicologia freudiana (civilização é repressão). A criação de uma nova sociedade não passaria apenas pela coletivização dos meios de produção era necessário criar uma nova ideologia, um novo cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,51,102)"&gt;a revolução cotidiana e a lesbianidade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sabemos muito bem para onde o socialismo real / patriarcal, nos conduziu. Conhecemos perfeitamente os efeitos pessoais e sociais do dogmatismo moral da família tradicional. &lt;strong&gt;A história da família é a história de repressão da criatividade, da sexualidade e do prazer.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;A família nuclear monogâmica servia - e ainda serve - para controlar a libido humana (em particular da mulher); para reprimir seu prazer - principal fonte de imaginação e de criatividade-; para fabricar uma infelicidade que gera silêncio e submissão. Uma submissão necessária à reprodução do capital e do mundo de dominância masculino. O riso, a alegria e a irreverência são obras do demônio e devem ser eliminadas e controladas pela culpa.&lt;br /&gt;Como dizia Jorge, o frei cego do Nome da Rosa, a propósito do segundo livro da poética de Aristóteles&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;: “(...) O riso libera o aldeão do medo do diabo, porque na festa dos tolos também o diabo aparece pobre e tolo portanto controlável. Mas este livro (o segundo livro da Poética) poderia ensinar que &lt;strong&gt;libertar-se do medo do diabo é sabedoria&lt;/strong&gt;. (...) a lei é imposta pelo medo, cujo verdadeiro nome é temor a Deus. E deste livro poderia partir a fagulha luciferina que atearia no mundo inteiro um novo incêndio (...). (Eco, 2003, p.455) A civilização judaico – cristã - muçulmana é a civilização da repressão e da culpa. Esta é a verdadeira história da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,51,102)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,51,102)"&gt;a revolução dentro de casa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Até aqui apresentei livres reflexões que podem conter algumas imprecisões, mas são o pano de fundo do debate que proponho retomar em profundidade: as relações abertas na luta cotidiana; o desafio que enfrentamos no dia - dia desde uma perspectiva lésbica- feminista- autônoma e revolucionária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos partir de algumas constatações:&lt;br /&gt;-Primeira: a pedra fundamental para a manutenção da família hetero monogâmica é a “fidelidade” da mulher.&lt;br /&gt;-Segunda: nas “famílias” lésbicas, a prática não é muito diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É da segunda que quero começar a pensar. No dia-a-dia os relacionamentos lésbicos não se diferenciam radicalmente dos relacionamentos heteros! Mesmo entre aquelas que consideram que ser lésbica é também, e antes de tudo, um ato político. De modo geral, dentro das relações amorosas lésbicas, a materialização dos desejos da outra, a possibilidade de viver novas relações sexo-afetivas - e mesmo apenas afetivas- fora dessa união, são vistas com muita desconfiança e com muito medo. Na maior parte das vezes resulta ou em finalização da união ou na repressão desses impulsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, conviver com a perspectiva de mudar essa situação no cotidiano - não somente nas teorias e debates - é uma situação difícil e dolorosa. É como andar no fio da navalha, no limite entre a realização plena para uma e a frustração para a outra. No entanto essa pode ser uma construção solidária muito criativa, prazerosa e, sobretudo, o resgate da nossa alegria humana. Essa é, com certeza, uma das bases da revolução cotidiana e permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência pessoal de quem viveu maio de 68 e daquelas que continuaram resistindo, foi uma sucessão de tentativas de realizar o desejo de ser livre no corpo e nos pensamentos. Uma luta cotidiana para contrapor-se à acomodação e à sedução de inserção bem comportada proposta pelo capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais difícil torna-se viver esse sonho no cotidiano de uma relação amorosa, dividindo o dia-a-dia com uma companheira, onde as duas se amem, se desejem e possam criar juntas.&lt;br /&gt;Viver essa situação só pode acontecer dentro de uma base de muita sinceridade que contém a renovação compartilhada dessa revolução cotidiana e permanente. Somente a partir de conversas constantes e solidárias foi possível progredir sobre esse tema, apesar de sua complexidade. Num contexto de liberdade torna-se possível a convivência com novos amores e permite as pessoas envolvidas nessa situação tomar uma via (ou uma transvia) mais verdadeira e mais prazerosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dificuldades são grandes. Do lado de quem está consciente que a sua parceira está envolvida/encantada/apaixonada por outra mulher ocorrem muitas crises de insegurança (de inspiração hetero - patriarcal, é bem verdade, mas nem por isso menos dolorosas). Uma vez que se consegue conviver com esses sentimentos, a superação da sensação de posse (que também não é nada simples) leva a uma libertação dos próprios sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O essencial para conviver com essa nova situação é falar tudo dentro do relacionamento. Aquele papo de “só contar quando for algo mais sério” não funciona. É um embuste. Em primeiro lugar, porque está abalando a capacidade de percepção e de conhecimento de uma pela outra:&lt;br /&gt;uma -eu sinto que ela está com outra relação, ou a fim de outra mulher, mas é paranóia... Se eu falar, ela vai se sentir agredida.&lt;br /&gt;outra – Tem sentido falar se talvez termine amanhã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível antecipar ou afirmar os rumos de uma relação aberta ou fechada? Penso que o primeiro passo é que todas as mulheres envolvidas têm que conhecer a verdade. Tudo precisa ficar explicito, mesmo que seja “eu não sei o que vai acontecer a partir de agora...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendendo e vivendo esse processo, junto com uma companheira engajada nessa mesma busca, pode-se sentir um profundo sentimento de libertação. Numa situação como essa o ciúme e a posse perdem o sentido (mesmo que sigam existindo). Permanece o medo de “perder” que também é uma possibilidade numa relação monogâmica ou fechada. A possibilidade de esconder os sentimentos que possa (eu também) ter por uma terceira pessoa, também perde o sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reitero que é necessário muito cuidado com a(s) pessoa(s) amada(s). Vale a pena ser exposta a situações diárias e freqüentes de divisão de privacidade? É essencial preservar a intimidade e a especificidade das relações. Penso que esse convívio constante expõe a pessoa que está tendo outras relações a um stress de tentar “ajustar” as coisas, e as outras duas a muitas oscilações por imaginar coisas que não são ditas, sentimentos que estão sendo reprimidos. Em suma, penso que viver relações paralelas não pode cortar o fluxo de energia entre as pessoas que dela participam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como venho defendendo desde o início, a forma de trilhar o caminho do desafio é muita subjetiva. Mas, penso que cada uma deveria encontrar a forma de inserir suas próprias particularidades e individualidades nesse processo. Uma das minhas, é manter minha paz que também é um elemento de criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,51,102)"&gt;Até onde levaram nossos diálogos...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A prática, desta vez, me levou a acreditar que não tem o menor sentido perder sentimentos tão profundos e tão criativos - e raros - que podem unir duas mulheres, nem esse desejo que sentimos quando estamos bem. Também não tem o menor sentido que cada uma impeça a realização dos mais diversos impulsos criativos da outra. São relações diferentes, com pessoas diferentes. É como se retirássemos um véu que nos separa de nossa essência e que finalmente passássemos a nos ver face a face. Com todas nossas dificuldades e desejos. Enfim mais humanas, mais revolucionárias, com mais força para transformar esse mundo patriarcal, classista e racista. Isso me enche de amor por minha companheira e me dá vontade de ser inteira e plena. Afinal, como dizem @s existencialistas, viver é carência de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a revolução social parece uma meta tão distante, ela pode ocorrer dentro de casa, desde que sua dimensão social não se extravie. Na realidade é somente na dialética individual / social que pode se construir um processo revolucionário que seja permanente e representativo dos conflitos que fundamentam todos os movimentos sociais. É a revolução do prazer, da criação e da mais profunda sinceridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tudo isso, quero deixar expresso que não pretendo escrever nenhum manual sobre relações abertas. Essa é uma experiência subjetiva (mesmo que política) que não tem regras, assim como a sociedade que nós queremos criar e viver desde agora. É parte de nossa revolução cotidiana e libertária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engels, F. (s.d.) &lt;strong&gt;El origen de la família, la propiedad privada y el Estado&lt;/strong&gt;. Ed. Progresso, Moscú.&lt;br /&gt;Mészáros, I. (2002) &lt;strong&gt;Para além do capital&lt;/strong&gt;. Ed. Boitempo/ Ed. UNICAMP, São Paulo.&lt;br /&gt;Eco, U. (2003) &lt;strong&gt;O Nome da Rosa&lt;/strong&gt;. Ed. O Globo, Rio de Janeiro/ Folha de São Paulo, São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-7473002193899578441?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/7473002193899578441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=7473002193899578441' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/7473002193899578441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/7473002193899578441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/11/relacionamentos-abertos-do-pessoal-ao.html' title=''/><author><name>Patriarkill ♀</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11887354474319378804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://www.anarcha.org/pix/prop/women_free.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-2289227900060581043</id><published>2007-11-07T21:27:00.000-08:00</published><updated>2007-11-07T21:28:54.010-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 180%"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Da visibilidade à Luta LésbiKa ou a metáfora da “tortilla&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftn8" name="_ftnref8"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 180%; COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 180%"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por m a r i a n a p e s s a h&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftn9" name="_ftnref9"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Eu dividi este trabalho em duas partes. A primeira é este texto. A segunda é o fotoblog – ou galeria de fotos on line - chamado Luta LésbiKa. O objetivo desse fotoblog é, embora de forma subjetiva, mostrar- visibilizar nossa Luta LésbiKa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/83523012@N00"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;http://www.flickr.com/photos/83523012@N00&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Com a chegada do mês de agosto parei para pensar sobre a questão da visibilidade lésbica. Como se sabe, no Brasil o dia 29 de agosto é o Dia Nacional e, ainda que pareça contraditório, essa história de visibilidade acaba me parecendo um pouco abstrata. O que afinal se quer mostrar?&lt;br /&gt;Penso que a visibilidade tem que ser uma ferramenta para a luta, não um fim em si mesmo. O que me parece é que esta data visibiliza as diferentes posturas que existem dentro do movimento lésbico - algumas mais centradas na causa única, outras interagindo com outros movimentos sociais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Vamos falar de v i s i b i l i d a d e&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Se falamos estritamente de visibilizar, ou seja, de VER - mostrar no cotidiano, se percebe uma mudança importante. Pela rua podemos identificar lésbicas entre tantas heterossexuais. Inclusive me parece muito sensual quando vejo mulheres trocando carinhos no parque.&lt;br /&gt;Também me alegra quando vejo famílias que já não se horrorizam, nem se incomodam por ter uma filha, irmã, neta ou avó lésbica.&lt;br /&gt;É verdade, nas novas gerações já se vê mudanças. Recordo que nos primeiros anos de minha juventude nem sequer sabia se lésbica se escrevia com “b” ou “v”, e não seria justamente para minha mãe – que possuía uma excelente redação – a quem eu perguntaria&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftn10" name="_ftnref10"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;. As gerações atuais, sobretudo a classe média, da maioria dos países ocidentais, já estabeleceram um diálogo mais aberto com suas mães e passam por muito menos traumas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;Apesar disso me pergunto: v i s i b i l i z a r é s u f i c i e n t e ? Este é o ponto onde almejamos chegar, ou aspiramos algo mais?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Se esta idéia é um pouco abstrata não corremos o risco de ficarmos sozinhas? Somente nós lésbicas devemos nos visibilizar?&lt;br /&gt;Durante esses dias o correio fica abarrotado de mails anunciando eventos que se sucedem durante o mês de agosto. Entre os muitos que recebi, um em especial me chamou a atenção. Uma mulher heterossexual deixava bem explícito “recebi e estou enviando” leia-se nas entrelinhas eu não sou lésbica. A mim nunca me ocorreria, frente à legalização - despenalização do aborto explicitar se eu abortei ou não. Isso, simplesmente faz parte de minha luta e a ninguém importa o que se passa especificamente com meu corpo. Esse dado é um divisor de águas: nós e elas.&lt;br /&gt;Esse fato me faz lembrar da pouca consciência social que existe. É suficiente ver mulheres abraçadas nas ruas, agitando bandeiras coloridas quando as próprias mulheres do movimento feminista ainda devem explicar que não são lésbicas? Até que ponto avançamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Até onde queremos chegar?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui aparece uma das grandes divisões do movimento. Há aquelas que lutam simplesmente pela visibilidade, ou seja, por ser vista, por mostrar sua existência, o que não me parece um fato menor, mas simplesmente incompleto por falta de uma proposta mais radical e profunda.&lt;br /&gt;O que entendo que deveria ser movimento social está sendo reduzido a um só movimento de bandeira. Movimento de uma causa única. Seguindo o exemplo da alopatia, onde se recorta o corpo em pedaços e cada especialista se ocupa de curar sua parte. A mesma coisa sucede em nosso corpo social. Cada grupo agita sua própria bandeira sem entrelaçar-se com outras. Esse isolamento retira a abrangência social do movimento, torna-o mais digerível aos olhos do sistema, deixando essa luta sem possibilidades revolucionárias e transformadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas lésbicas se definem a si próprias como gays, homossexuais femininas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftn11" name="_ftnref11"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;, entendidas, e inclusive lésbicas, mas o fazem unicamente como referência a uma orientação sexual diferente da norma. Como diz a socióloga e aKtivista francesa Jules Falquet em seu recente trabalho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftn12" name="_ftnref12"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;. : &lt;em&gt;“…essa perspectiva não é suficiente se não estiver acompanhada por uma reflexão materialista&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftn13" name="_ftnref13"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;. Podemos ver, analisando o esforço feminista internacional autônomo de maior alcance que existe hoje&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftn14" name="_ftnref14"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;[14]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;: a Marcha Mundial das Mulheres, estudada pela socióloga francesa Elsa Galerand (2006), que tem entre suas reivindicações o respeito à “preferência sexual". Galerand demonstra que esta demanda reflete uma verdadeira desmaterialização de nossas lutas, porque reduz a lesbianidade ao nível de uma simples “preferência”, o que acaba por invisibilizar o fato de que a sexualidade constitui um elemento central das relações sociais de sexo — neste caso, da dominação dos varões e da heterossexualidade”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;A metáfora da &lt;em&gt;t o r t i l l a&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na América Latina e no Caribe um dos nomes pejorativos que a sociedade homo - lesbofóbica inventou para chamar as lésbicas é “tortillera”. Uma de nossas estratégias é justamente retomar, resignificar cada nome, cada insulto com que nos “presenteiam” e dessa maneira deixarmos o opressor sem respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois anos atrás, na abertura do VI Encontro Lésbico Feminista de AMLAC, no México, durante o ato de abertura que se realizou em um teatro, a atriz e pensadora Jesusa Rodríguez tinha uma “tortilla” na mão e – com muito humor - nos perguntava às lesbianas aí presentes se sabíamos qual a origem desse nome. Nunca me havia posto a pensar nisso e a pergunta continuou dando voltas na minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de aproveitar essa data para re-pensar a metáfora da “tortilla”. Como revolucionária e “tortillera” quero dar a volta na realidade, que o que está embaixo, passe para cima! Mas, pensando a partir de outra lógica, não vejo necessidade de que o que esteja encima deva descer.&lt;br /&gt;Vendo desde outro ângulo, não somente como orientação ou preferência sexual, a lesbianidade é uma sexualidade que não pertence à norma, isso quer dizer que está fora do sistema heteronormativo. A partir dessa visão, é mais fácil desestabilizar o sistema. Porque querer integrar-se? Ao contrário, como propõe a feminista materialista Monique Witting, temos a frigideira preparada e a tampa da panela – como utilizava minha avó – para dar a volta na “tortilla”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;“A categoria sexo é uma categoria política que fundamenta a sociedade enquanto heterossexual. Dessa forma, não é uma questão de “ser” mas de relações (porque as “mulheres” e os “homens” são o resultado de relações). A categoria de sexo é a categoria que estabelece como “natural” a relação que está na base da sociedade (heterossexual) e através da qual, a metade da população – as mulheres – são “heterossexualizadas” (a fabricação de mulheres é semelhante à fabricação de eunucos, à criação de escravas - os e de animais) e submetidas a uma economia heterossexual. Isso porque a categoria de sexo é o produto da sociedade heterossexual que impõe às mulheres a obrigação absoluta da reprodução da “espécie”, ou seja, da reprodução da sociedade heterossexual.”&lt;br /&gt;A obrigação de reprodução da “espécie” que é atribuída às mulheres é o sistema de exploração sobre o qual se funda a economia heterossexual”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftn15" name="_ftnref15"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;[15]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui M. W. começa a descascar as batatas para fazer a “tortilla” - explicando as categorias sociais de homens e mulheres - para logo chegar a sua frase muito conhecida que as lésbicas não são - somos mulheres. Por que? Desde o momento que saímos da lógica heterosexualizante, podemos pensar em outra sociedade, ver a partir do lado de fora e construir outros valores, economias, categorias sociais, etc. Ou seja, que a “tortilla” é para toda a humanidade, não somente para as lésbicas.&lt;br /&gt;Por isso é tão importante entender nossa luta, nossa lesbianidade como uma ferramenta política e revolucionária, não somente uma luta pela visibilidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Visibilizar a l u t a&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Pelo exposto aqui, não quero um dia de visibilidade para somente mostrar lésbicas abraçando-se e beijando-se e, muito menos, mulheres nuas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftn16" name="_ftnref16"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;[16]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;.&lt;br /&gt;Quero neste momento – espaço dar visibilidade a nossas Lutas, desejos, objetivos, vidas, paraísos, pensamentos. O que quero é dar visibilidade a nossa Luta Lésbika.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso dividi meu trabalho em duas partes. A primeira é esse texto que acabaram de ler, e a segunda é a galeria de fotos Luta LésbiKa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convido agora a clicar em: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/83523012@N00/" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;http://www.flickr.com/photos/83523012@N00/&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Porque a Luta continua.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftnref8" name="_ftn8"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt; Tortilla é uma comida que se prepara com ovos, uma das mais conhecidas se faz com batatas. Para que ela esteja bem cozida, deve ser feita primeiro de um lado e logo depois tem que ser virada.&lt;br /&gt;Em AMLAC, as sapatas somos chamadas de tortilla - tortillera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftnref9" name="_ftn9"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt; mariana pessah é artista lésbica e ativista feminista, também artista feminista e ativista lésbica latino-americana e caribenha. Pertence ao espaço Mulheres Rebeldes e EM REBELDIA &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://enrebeldia.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;http://enrebeldia.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:radicaldesdelaraiz@yahoo.com.br"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;radicaldesdelaraiz@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt; / &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:marianapessah@yahoo.com.br"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;marianapessah@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftnref10" name="_ftn10"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt; Essa confusão se explica na língua Argentina onde se confunde mais facilmente a pronúncia de b e v. (nota da tradutora).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftnref11" name="_ftn11"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt; Tanto as palavras gay, como homossexual possuem no imaginário coletivo uma idéia de homem que gosta de homens. Nunca aparecem as mulheres por isso é tão importante apropriar-se da palavra lésbica que tem uma his - herstoria mujeril. Origina-se de Lesbos, uma ilha da Grécia antiga, onde 400 anos AC, existiu Safo, a primeira referência his - herstórica de uma mulher que tenha amado a outras mulheres. Com mais razão, se falamos de visibilidade, é necessário utilizar palavras que nos visibilizem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftnref12" name="_ftn12"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt; “La pareja, este doloroso problema” exposição apresentada no Quinto Colóquio Internacional de Estudos Lésbicos “Tudo sobre o amor”, organizado por Bagdam Espace Lesbien em Toulouse (França).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftnref13" name="_ftn13"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt; Por materialista, entendo uma análise que parte da situação material, econômica, histórica, concreta e cotidiana das pessoas, ao invés de enfocar a reflexão sobre aspectos ideológicos, culturais, psicológicos ou emocionais. Também mais específicamente reivindico (entre muitos outros) os aportes téoricos do feminismo materialista “francês”, que desenvolveu o conceito chave da “apropriação individual e coletiva das mulheres” e a idéia que as mulheres somos una classe social definida por tal mecanismo de apropriação (e de nenhuma maneira um grupo biológico), em especial Christine Delphy, Nicole Claude Mathieu, Colette Guillaumin, Paola Tabet e Monique Wittig. Para maiores detalhes, ver Curiel e Falquet, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftnref14" name="_ftn14"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;[14]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt; Falo aqui de projetos políticos e organizativos nascidos do movimento feminista e não daqueles criados pelas instituições internacionais a partir das grandes conferências e demais atividades recuperadoras organizadas pela ONU. Sem dúvida cabe a pergunta de quão autônomos são os inumeráveis grupos que, apesar de não nascer diretamente da ONU, recebem financiamentos estatais, de igrejas ou de agências de cooperação. Agradeço a Yan María Castro por seu comentário a respeito, no marco da discussão eletrônica deste artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftnref15" name="_ftn15"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;[15]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt; Monique Witting: Le pensée straight Éditions Balland, 2001, pag. 46.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftnref16" name="_ftn16"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;[16]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt; En una actitud que podría reforzar la visión masculinista que tiene el patriarcado de nuestros cuerpos, al igual que la publicidad, que también utiliza nuestras “partes” para vender sus productos. Digo solamente “partes”, porque rara vez he visto una publicidad cuyo valor sea la inteligencia de una mujer, con lo cual, faltando la cabeza, quedan sus “partes”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-2289227900060581043?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/2289227900060581043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=2289227900060581043' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/2289227900060581043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/2289227900060581043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/11/da-visibilidade-luta-lsbika-ou-metfora.html' title=''/><author><name>Patriarkill ♀</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11887354474319378804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://www.anarcha.org/pix/prop/women_free.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-2049350360394118097</id><published>2007-11-07T21:26:00.000-08:00</published><updated>2007-11-07T21:27:50.438-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 180%"&gt;Subvertendo o patriarcado a partir de uma aposta lésbica- feminista&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 85%"&gt;X Encontro Feminista da América Latina e do Caribe&lt;br /&gt;9-12 de outubro, 2005&lt;br /&gt;Serra Negra, São Paulo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ochy Curiel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta voz que hoje tem o privilégio de abrir o debate neste X encontro feminista não é apenas minha, comigo falam &lt;em&gt;Las Chinchetas, Lesbianas Feministas en Colectiva, Mulheres Rebeldes&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Brecha Lésbica&lt;/em&gt; que do México, Buenos Aires, Porto Alegre e Paris tecemos uma trama de cumplicidades políticas, ultrapassando fronteiras. Não sou representante delas, não substituo suas próprias vozes, mas por apostar numa construção coletiva lésbica-feminista, aproveito este espaço para evidenciar nossa posição política face o tema proposto neste painel: a radicalização da democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Radicalização”, “Democracia”, dois conceitos políticos contraditórios, impossíveis de serem unidos a partir de uma proposta crítica e revolucionariamente feminista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Democracia continua sendo hoje, mais do que nunca, um conceito patriarcal e liberal que se apresenta como uma matriz civilizatória, como a aspiração de sujeito ilustrado que o feminismo da segunda onda tanto criticou por ter se instalado desde a ótica de uma masculinidade branca, heterossexual e com privilégios de classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que a democracia, em muitos momentos históricos tenha aparecido como um conceito oposto ao de ditadura, regime que durante muitos anos perdurou em muitos de nossos países latinoamericanos e caribenhos e cujas seqüelas continuam presentes, até onde saibamos, não acabou com as desigualdades de classe, com o racismo, com a heteronormatividade e com o sexismo…. Nunca. Todo mundo fala de democracia: os estados, os governos, os partidos, as Nações Unidas, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, as instituições responsáveis por difundir e estabelecer o patriarcado capitalista com a ajuda de muitas mulheres e feministas que seguem fazendo o jogo, hoje mais do nunca. Democracia é uma forma de organização social que tem que ser questionada e deve ser substituída, desde uma ótica feminista, por outras propostas mais participativas e sobretudo transformadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é possível que depois de tanto tempo em que nós-outras vivemos nesta mentira, muitas ainda aspirem a ela? É preocupante, mas não é por acaso. Instalar-se nesta lógica mentirosa tem sido, para muitas feministas, a única política possível, mesmo que em prejuízo da própria história – de outras e delas mesmas. A cumplicidade segue impune vem dizendo vozes feministas desde o Encontro de Salvador, já faz um tempo: as cúmplices, as autônomas, as Mujeres Creando, Las Chinchetas entre muitas outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareceria que não há outras formas de sonhar com outros mundos, outras lógicas, outras utopias feministas fora das instituições patriarcais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isto não queremos dedicar este espaço a aprofundar a discussão sobre democracia porque nos colocamos em outro lugar e o conceito de radicalidade sim nos dá possibilidades de repensar uma nova utopia feminista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós-outras, as lésbicas feministas, antirracistas e anticapitalistas apostamos na construção de outro mundo, um mundo libertário, ainda em construção, por sonhar e mais ainda por concretizar. E nos posicionamos a partir da radicalidade. Não aquela que acompanha como apelido o tema da democracia deste X Encontro, mas aquela que questiona, que duvida, que faz barulho, que cria e imagina, que parte de uma visão de que ser lésbica, afro-descendente, mestiça, indígena, feminista é uma posição política e não uma identidade essencial que nos leva a fragmentar o pensamento e aposta em como seria olhar somente desde identidades étnicas ou sexuais. Radicalidade que se expressa no combate a todas as formas de opressão, incluindo as que se geram em nossos movimentos e em nós mesmas. Radicalidade que assume como perspectiva central a autonomia política, ideológica e financeira. Não aceitamos que as financiadoras nos ditem o que temos que fazer ou dizer, também não permitimos que os governos e os estados controlem nossos corpos e nossa política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratamos de construir solidariedades e cumplicidades entre mulheres, no Sul, no Norte ou entre Sul-Sul, Norte-Norte porque se bem entendemos que existem desigualdades estruturais de raça, classe, regiões, entre mulheres, aspiramos a que essas desigualdades desapareçam, pois se faz necessário unir os sonhos mais além das fronteiras que nos impõe o patriarcado. O feminismo sempre foi internacionalista e hoje, frente a esse mundo globalizado tem ainda mais razão para seguir sendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção coletiva é nossa aposta principal, e tratamos de dar conteúdo em nossas vidas cotidianas, com nossos afetos mais próximos, nossas famílias de origem, nossos grupos de ação políticas, nas comunidades onde vivemos. Isso significa desde assumir o compartilhamento das tarefas domésticas, ao invés de explorar o trabalho de outras mulheres, até gerar solidariedades e cumplicidades políticas, materiais e humanas. Esse continum lésbico de que falava Adrianne Rich continua sendo válido para a construção do movimento, continum que acredita na solidariedade entre todas as mulheres que lutam contra o patriarcado, mesmo sem ser lésbicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser lésbicas feministas radicais e autônomas é poder ter a capacidade e a valentia de não aceitar migalhas ou pedacinhos do pastel com a mesma receita patriarcal. É descer desse trem e ir muitas vezes a pé, pela calçada, pelas margens, apostando numa criatividade fora do convencional, com arte, teoria, com amor pelas mulheres, questionando o matrimonio, a família nuclear, o casal tradicional como únicas formas possíveis de amor, prazer e sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso é fácil. Vivemos plenas de contradições, temos limites, nos quebramos emocional e materialmente… A única coisa que nos permite sobreviver é porque acreditamos que é preciso mudar esse mundo, mudá-lo no fundo e na forma, porque estamos convencidas de que se sonhamos é porque isso pode acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mudá-lo entendemos que, mesmo que hoje seja necessário articular as lutas com outros movimentos, grupos, individuais e indivíduos, esta articulação não pode ser feita sem fundamentos políticos. Acreditamos na autonomia dos movimentos sociais e políticos porque as histórias e experiências particulares e específicas são as que demarcam as posições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O feminismo como visão de mundo, como pensamento e prática política, como proposta de novas formas de vida é uma teoria política e uma ideologia mas, além disso e talvez muito mais importante, o feminismo é um movimento político. Como movimento político se assenta numa delimitação estratégica que dá sua especificidade, sua unidade, que permite a construção de um projeto político comum que o fundamenta e torna possível sua existência. Mulheres é uma categoria política que nos articula, com histórias e séculos de subordinação e de propostas. Não é identidade auto-definida, é uma construção social que devemos descontruir ao mesmo tempo em que nos serve para a política enquanto o patriarcado não for eliminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse tempos em que palavra identidade ressoa suspeitosamente em nossos ouvidos, devemos questioná-la e ao mesmo tempo relativizar sua crítica e dar-nos conta de que qualquer grupo político, para ser definido como tal, deve delimitar o seu campo de ação, estabelecer linhas divisórias que definam seu próprio sujeito, que o demarquem. Isso é necessário para a política, para qualquer política. A proposta de avançar até uma solidariedade sem fundamento não deveria confundir-nos, não deveria ser tomada ilusoriamente, não deveria fazer-nos esquecer o paradoxo de que aquilo que faz a possibilidade da política é a demarcação de uma voz, de um corpo, de uma história de opressão compartilhada, mas sobretudo de um projeto político, que contém as especificidades porque é o que permite o surgimento de um discurso, de uma prática e de uma aposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que as mulheres nos constituamos como sujeitos políticos com corpos históricos, partimos de uma história de subordinação e de exploração que difere em grande medida de outros grupos humanos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;É a partir daí que defendemos a autonomia.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É por isso que frente às acusações de fundamentalistas, anti-democráticas quando defendemos os espaços de lésbicas e de nos mulheres respondemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o patriarcado com suas opressões continuar cobrando vidas de mulheres, enquanto nos negue a possibilidade de levantar nossas vozes, enquanto nossos corpos seguem sendo estereotipados, utilizados, violados, racializados; enquanto se assuma a heteronormatividade como “o” modelo de relações erótico-amorosas-sexuais, enquanto se siga explorando sexual e econômicamente as mulheres, enquanto lhes seja pago um menor salário por igual trabalho que os homens… (e os etcéteras podem ser muito longos); nós, a partir de uma posição radical seguiremos defendendo os espaços políticos autônomos mesmo que abertos à articulação com outros movimentos sociais e sócio-sexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos dispostas a debater, coordenar e articular com os e as trans, assim como com outros grupos políticos, mas desde seus próprios espaços, assim como nós construímos o nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao tema central : a opressão e a exploração das mulheres e o desmoronamento deste mundo, a miséria e a violência crescente que nos esmaga, para este X encontro convidamos a retomar a ética feminista que questiona a fundo todas as opressões, que abre novas possibilidades humanas fora de toda lógica patriarcal e neoliberal, que constrói revoluções pessoais e coletivas com a solidariedade e com o apoio mútuo, desde a autogestão e a criatividade, que permita a nosso movimento andar com seus próprios pés, não no trem das Conferências Mundiais da ONU e seus processos pre e post preparatórios, que instalou a tecnocracia de gênero e busca cooptar nossos discursos e nossas práticas, mas uma ética desde o movimento social, somando energias, vozes e corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convidamos a retomar uma ética feminista que nos leve a solidarizar com outras lutas como a dos povos indígenas, afro-descendentes, gays, travestis, transexuais, pessoas com outras capacidades, meninas e meninos ... respeitando seus próprios processos políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que inventar, imaginar, porque aquilo que aspiramos não é um modelo, mas essa é também nossa vantagem, pois nos faz sair de toda lógica patriarcal. Temos que subverter, desobedecer, porque “só a desobediência nos fará livres”. Para que siga existindo flores, borboletas e passarinhos. Para que as mulheres comam e saciem sua fome. Para que o amor possa viver e florescer. Para que as crianças possam crescer, aprender música, sonhar. Para que as avós terminem suas vidas com dignidade e compartilhando sua sabedoria, em vez de mendigar nas ruas. Para que não haja mais mulheres assassinadas, violadas, espancadas, enganadas, forçadas a vender seu corpo nas esquinas da morte ou em bares nauseabundos. Para que não existam mais mulheres indígenas violadas pelos soldados, para que não haja mais trabalhadoras domésticas negras deixando suas filhas sem comer de manhã. É preciso fazer a revolução feminista, aquela que toca as bases materiais e simbólicas, aquela que nos fará dançar porque já seremos livres.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-2049350360394118097?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/2049350360394118097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=2049350360394118097' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/2049350360394118097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/2049350360394118097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/11/subvertendo-o-patriarcado-partir-de-uma.html' title=''/><author><name>Patriarkill ♀</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11887354474319378804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://www.anarcha.org/pix/prop/women_free.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-3015077095592506423</id><published>2007-11-07T21:25:00.000-08:00</published><updated>2007-11-07T21:26:57.478-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 180%; COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Justiça e Lesbianismo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 180%; COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Apresentamos um resumo da palestra de &lt;strong&gt;Yan María Yaoyólotl C&lt;/strong&gt;.: “Justiça e Lesbianismo”. Se você deseja ler o texto integral, solicite para nós &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:mulheres_rebeldes@hotmail.com"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;mulheres_rebeldes@hotmail.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt; ou diretamente para sua autora &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:Yan@mujerarte.org"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Yan@mujerarte.org&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Essa palestra foi apresentada em agosto de 2006, na cidade de Zacatecas, México, durante FORUM DE ANÁLISE PARA PREVENIR E ERRADICAR A DISCRIMINAÇÃO - Conselho Nacional para a Prevenção da Discriminação. Yan explica que foi convidada como fundadora do Movimento de Lésbicas no México, mas não do movimento homossexual, nem do movimento lésbico-homossexual, (…)” pois isso ocorreu “em 1977, um ano antes da fundação do movimento homossexual” e que “sempre se manteve totalmente independente desse: duas provas disso são a realização das marchas lésbicas com um sentido totalmente diferente da gay parade e os Encontros Latino_americanos de Lésbicas”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;JUSTIÇA E LESBIANISMO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“É fundamental enfatizar que existe um antagonismo entre Diversidade sexual e Dissidência sexo-genérica, a primeira, é um movimento neo-liberal mercantil que responde aos ditames do livre mercado impulsionada pela globalização imperialista. O segundo, é um movimento social político e crítico que integra lesbianas, homossexuais, bissexuais, transgêneros e transexuais críticos e de esquerda, a que pertenço (…).&lt;br /&gt;Pareceria que depois de 30 anos de luta teriam havido progressos extraordinários; que a situação das lésbicas agora é completamente diferente daquela “pré-história” do movimento; que hoje só falta afinar irregularidades ou omissões a respeito dos direitos civis, de trabalho e políticos das cidadãs lésbicas; (…) isto é uma ilusão, tal progresso é absolutamente relativo(…). Quando nos anos 70 (do século passado) afirmávamos: não buscamos a liberação das lésbicas dentro do capitalismo e, inclusive, mais além: nos negamos a aceitar a liberação lésbica dentro do capitalismo era porque entendíamos perfeitamente bem que no marco de um sistema econômico e político opressivo não era possível a liberação de nenhum ser humano. (…).&lt;br /&gt;No entanto, durante essas últimas décadas de modelo econômico neo-liberal, o Mercado da Diversidade Sexual, MDS -que constitui uma parte fundamental do dito modelo- criou uma tecno-ideologia extremamente sofisticada em torno da sexualidade (queer, poli, s/m, pluri, metro, hard, adrenalina-sex, filias, SMS, etc.) como extensão fundamental do livre mercado. Ideologia promovida por muitos dos ex-ativistas do mesmo movimento GLTB que utilizam a comunidade sexo-genérica unicamente quando se trata de desenvolver e proteger seus negócios, líderes de opinião que promovem a ilusão de que já se goza de liberdade sexual porque se tem acesso a discos, roupas de marcas, hotéis, sex-shops, publicações, restaurantes, programas de TV e cinema e porque já se chegou ao Congresso e a postos públicos no governo, entre outras conquistas. (…).&lt;br /&gt;Dentro desse marco de controle por parte do MSD sobre a sexualidade na lógica do livre mercado, a aplicação da noção de justiça ao setor social lésbico é algo totalmente incoerente(…).A colocação de alcançar justiça para as lésbicas dentro desse sistema social é um postulado totalmente capitalista, iniciativa que propõe a liberdade dentro da escravidão, para benefício de alguns. (...) o neo-liberalismo aprofunda de maneira brutal o abismo existente entre as classes sociais porque, mesmo que a classe política gay não queira ver, nossa sociedade está dividida em duas classe fundamentais: uma minúscula minoria que fundamenta seu poder sobre a mega exploração das grandes maiorias e as próprias maiorias que vivem submetidas a se mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proposta do lesbianismo feminista re-evolucionário.&lt;br /&gt;Frente a esse panorama, apresento uma proposta a partir de uma perspectiva lésbico-feminista re-evolucionária com relação à extensão da justiça ao setor de lésbicas s mexicanas.&lt;br /&gt;A colocação da igualdade jurídica só será possível se ocorrer uma mudança de sistema social, uma mudança radical das estruturas que o compõe, isto é, se ocorrer a construção de um novo sistema econômico, político, social, cultural, sexual e espiritual que permita a construção de uma nova organização e estrutura interhumana que implique numa nova concepção do que deve ser a imparcialidade da justiça e a aplicação do direito.&lt;br /&gt;Esta proposta –feita em um lugar tão institucional- pareceria uma colocação fora da realidade. Entretanto, essa iniciativa está sendo construída agora mesmo na Bolívia e na Venezuela, sem esquecer que foi a proposta que inspirou os projetos socialistas a nível mundial na primeira metade do século XX e que hoje mesmo está impulsionando o movimento zapatista, em nosso próprio país, através da iniciativa da Nova Constituinte.&lt;br /&gt;Constituinte que consiste precisamente em reorganizar nossa nação de outra maneira, de uma forma que represente os interesses, não dos grupos que dominam e exploram a nação de maneira predatória e genocída, mas que represente o interesse das maiorias, e das minorias, de mexicanas e mexicanos, onde se incluem, certamente, as lésbicas.&lt;br /&gt;Obviamente, essa iniciativa supõe uma transformação substancial que se choca com os interesses econômicos da oligarquia que domina nosso país (da qual fazem parte as empresas para gays e atualmente os empresários gays), ademais de chocar-se com os interesses das multinacionais (da qual faz parte o MDS), particularmente do imperialismo norte-americano. A todos eles também nos confrontamos as lésbicas de esquerda.&lt;br /&gt;Tanto a justiça como o direito, só e unicamente podem ser possíveis em um sistema de igualdade econômica, política e social, portanto, falar exclusivamente de “igualdade social” (como fazem os ideólogos gays) sem falar de igualdade econômica e política constitui uma contradição absoluta. No México isso não existe logo não se pode falar de justiça, talvez de uma “justiça totalmente injusta”, de um aparato de justiça e de uma legalidade impostos por alguns para manter as maiorias submetidas, sob a aparência do conceito sagrado de democracia burguesa.&lt;br /&gt;“Desde o desenvolvimento da democracia norte-americana dos anos 20 do século XIX (Jacksonian Democracy) a idéia de democracia estava inseparavelmente unida às categorías de “propriedade privada”, “individualismo” e “economia de mercado capitalista” (Chomsky, Dieterich, p. 145). Propriedade privada (na minha cama mando eu), individualismo (meu prazer e meu orgasmo, seja com quem for e por todos os meios possíveis) e livre mercado (o ideal de todo o gay é chegar a ser empresário) constituem os princípios sobre os quais se constrói a cultura gay burguesa e o Mercado da Diversidade Sexual.&lt;br /&gt;É precisamente dentro desse contexto que se deve colocar a opressão social e a repressão sexual (....) que atualmente chama-se: discriminação sexual ou de gênero. No entanto, as análises dos teóricos, acadêmicos ou ideólogos capitalistas ou pro-capitalistas aglutinados na direita intelectual gay, reduzem a discriminação sexual à mera manifestação ideológico-cultural, sem colocá-la como parte da engrenagem da economia política capitalista patriarcal e imperial e, em conseqüência, se limitam a impulsionar uma série de leis para estender os direitos civis, trabalhistas e políticos sem questionar o problema de fundo. Sem questionar a estrutura econômico-política do sistema. Essa lógica converte a classe gay política em cúmplice do dito sistema.&lt;br /&gt;Mudar a raiz do sistema, significaria reconstruir a sociedade mundial sobre bases sociais não opressivas mas apoiadas na colaboração, cooperação, solidariedade, contribuição, trabalho mútuo, crescimento conjunto e bem comum, entre outros; superando as relações de opressão, controle, dominação, conquista, submissão, invasão repressão, extermínio (Palestina, África, Chiapas), etc., todas elas sustentadas na exploração de uns sobre outros, o que constitui a essência do patriarcado. Inimigo fundamental que combatemos as lésbicas feministas (mas não os e as gays).&lt;br /&gt;Hoje, falar nestes termos resulta ridículo ante uma devastadora ideologia neo-liberal que nos roubou a capacidade de transformar nossa própria realidade com se essa fosse um destino imutável, um capitalismo invencível; que nos despojou de nossa fé na possibilidade de desenhar criativamente novos modelos de organização social não opressiva, como se a divisão social em classe fosse imutável, um destino fatal. Em síntese, ideologia que nos faz crer na incapacidade dos povos, da classe trabalhadora, das mulheres, entre outras, de modificar a realidade. Realidade que unicamente os donos do dinheiro (os apropriadores da riqueza social) podem modificar: Bush ou Israel podem modificar a realidade geopolítica internacional a seu gosto sem se importar com o extermínio massivo de seres humanos.&lt;br /&gt;Esse destino inexorável, que está afiançado, avaliado e fortalecido pela classe político-empresarial gay aunado à classe político-empresarial das generistas (ex-feministas ou feministas de direita) e pela esquerda oportunista, IO. Essa situação só pode ser transformada pelo povo, pelo Terceiro Mundo (nova concepção do Terceiro Mundo), pela classe trabalhadora, pelos indígenas, pelos trabalhadores agrícolas, pelos operários, pelas mulheres, pelos sem terra, pelos desempregados, pelos ançiãos e particularmente pelas lésbicas feministas.&lt;br /&gt;O processo de construção da sociedade futura justa é possível aqui e agora e não em um “futuro distante” ou “até a tomada do poder”. Prova disso são as comunidades indígenas autônomas zapatistas que estabeleceram seus próprios governos e sua própria administração assim como sua própria aplicação de justiça, aqui e agora em Chiapas no sudeste mexicano.&lt;br /&gt;Quando um Estado governa através da injustiça: a imposição (governador de Oaxaca), a repressão (Atenco), a corrupção (fraude eleitoral), a impunidade (Ciudad Juárez), a mentira (sistema bancário e financeiro), etc., (...) o povo tem todo o direito de desconhecer esse governo e de buscar seus próprios sistemas de justiça.&lt;br /&gt;Sem aludir às utopias, mas ao socialismo-feminista “cientifico” e em particular ao lesbo-feminismo, a humanidade tem seus dias contados para uma transformação radical. Não apenas porque o planeta já não pode mais resistir ao aquecimento que as multinacionais geraram com sua contaminação, nem a pode terra suportar a devastação e depredação que essas empresas produziram, mas também pelo extermínio e anquilação massivos de grandes setores da humanidade através de enfermidades, do álcool, das drogas, do sexo compulsivo (MDS), dos programas televisivos de alienação mental, dos transgênicos, da manipulação genética, dos alimentos chatarra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;, etc., impulsionados pelos governos capitalistas.&lt;br /&gt;Hoje, o movimento lésbico-feminista assim como ao movimento da Dissidência sexo-genérica, MDG, nos cabe participar da reconstrução do planeta e da sociedade humana destruída pelo sistema heterosexista-patriarcal / capital-imperialista do qual são hoje pontuais o MDS e a cultura gay direitista, até a construção de uma sociedade totalmente livre da opressão social já que “ninguém será livre até que todas e todos sejamos livres”.&lt;br /&gt;--- --- ---&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;LESBIANAS FEMINISTAS RE-EVOLUCIONARIAS.&lt;br /&gt;Yan María Yaoyólotl C.&lt;br /&gt;lesbofeminismoyan@yahoo.com.mx&lt;br /&gt;http://es.geocities.com/lesbofeminismoyan/lesbofeminismoyan.html&lt;br /&gt;Yan@mujerarte.org&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=32189837#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,255)"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt; Alimentos chatarra são comidas rápidas artificiais e sem valor nutritivo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-3015077095592506423?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/3015077095592506423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=3015077095592506423' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/3015077095592506423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/3015077095592506423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/11/justia-e-lesbianismo-apresentamos-um.html' title=''/><author><name>Patriarkill ♀</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11887354474319378804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://www.anarcha.org/pix/prop/women_free.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-8060017749400248941</id><published>2007-10-31T22:59:00.000-07:00</published><updated>2007-10-31T23:11:04.562-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/RylrnAMBjRI/AAAAAAAAA3Q/sfzWtabspj0/s1600-h/radlesb1.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127747968547523858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/RylrnAMBjRI/AAAAAAAAA3Q/sfzWtabspj0/s320/radlesb1.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;h1 style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"  style="color:red;"&gt;A mulher que se identifica com a mulher&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h2 style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;(The woman-identified woman)&lt;/span&gt; &lt;/h2&gt;&lt;h2 style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;(Radicalesbians, 1970)&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt" align="right"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt" align="left"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/RylsdAMBjUI/AAAAAAAAA3o/vjITL31bnro/s1600-h/womid-p1-72.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127748896260459842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/RylsdAMBjUI/AAAAAAAAA3o/vjITL31bnro/s320/womid-p1-72.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O que é uma lésbica? Uma lésbica é a fúria de todas as mulheres condensada até ao ponto de explosão. Ela é a mulher que, muitas vezes numa idade muito jovem, começa a actuar de acordo com a sua necessidade compulsiva de ser um ser humano mais completo e livre que - talvez então mas certamente mais tarde - a sociedade onde vive a deixa ser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="Section1" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt" align="left"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Verdana;"&gt;Estas necessidades e acções ao longo dos anos, conduzem-na a um conflito doloroso com as pessoas, situações, formas aceitáveis de pensar, de sentir e de comportamento, até se encontrar num estado de guerra permanente com tudo à sua volta e geralmente também com ela própria. Pode não estar totalmente consciente das implicações políticas do que para ela começou como necessidade pessoal, mas num dado plano não foi capaz de aceitar as limitações e a opressão imposta pelo papel mais básico da sua sociedade - o papel de mulher. O turbilhão que ela sente, tende a induzir uma culpa proporcional ao grau em que ela sente não estar de acordo com as expectativas sociais, e/ou eventualmente condu-la ao questionar e à análise do que o resto da sua sociedade mais ou menos aceita. Ela é forçada a desenvolver o seu próprio padrão de vida, muitas vezes vivendo grande parte da sua vida sózinha, aprendendo geralmente mais cedo que as suas irmãs heterossexuais acerca da solidão essencial da vida (que o mito do casamento esconde) e acerca da realidade das ilusões. Enquanto não conseguir expelir a pesada socialização que implica o ser mulher, nunca conseguirá estar em paz consigo própria. Porque ela se encontra entre a aceitação da visão que a sociedade tem dela - e nesse caso não se aceita a ela própria - e a compreensão do que esta sociedade sexista fez por ela e porque é funcional e necessário fazê-lo. Aquelas de entre nós que meditámos e tirámos conclusões sobre isso, encontramo-nos do outro lado de uma viagem tortuosa através da noite que pode ter durado décadas. A perspectiva que se ganha dessa viagem, a libertação interior do nosso ser, a paz interior, o amor real por nós próprias e por todas as mulheres, é algo a ser compartilhado com todas as mulheres - porque somos todas mulheres.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="Section1" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt" align="left"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Verdana;"&gt;Deverá ser compreendido em primeiro lugar que o lesbianismo, tal como a homossexualidade masculina é uma categoria de comportamento possível apenas numa sociedade sexista, caracterizada por papéis sexuais rígidos e dominada pela supremacia do homem. Esses papéis sexuais desumanizam a mulher, definindo-nos como uma casta de apoio/serviço em relação à classe dominante dos homens e tornam os homens inválidos emocionais ao lhes exigir que sejam alienados dos seus próprios corpos e emoções de modo a executar eficientemente as suas funções económicas/políticas/militares. A homossexualidade é um produto secundário de uma forma particular de definir papéis (ou padrões aprovados de comportamento) com base no sexo; e como tal é uma categoria inautêntica (que não está de acordo com a "realidade"). Numa sociedade em que os homens não oprimissem as mulheres, e em que fosse permitido à expressão sexual seguir os sentimentos, as categorias de homossexualidade e heterossexualidade iriam desaparecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="Section1" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt" align="left"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Verdana;"&gt;Mas o lesbianismo é também diferente da homossexualidade masculina e tem uma função diferente na sociedade. "Fufa" é uma forma depreciativa diferente de "paneleiro", embora ambos impliquem que não se está a actuar de acordo com o papel sexual socialmente atribuído - que não se é uma "verdadeira mulher" ou "verdadeiro homem". A admiração invejosa que se sente pela maria-rapaz e o sentimento de mal-estar sentido à volta de um rapaz efeminado apontam para a mesma coisa; o desprezo com que são encaradas as mulheres - ou aqueles que desempenham o papel feminino. E o investimento feito para manter as mulheres nesse papel desprezível é muito grande. Lésbica é a palavra, a etiqueta, a condição que mantêm as mulheres na linha. Quando uma mulher ouve esta palavra ser lançada na sua direcção, sabe que está a pisar o risco. Sabe que atravessou a terrível fronteira do seu papel sexual. Recua, protesta, reformula as suas acções para receber aprovação. Lésbica é uma etiqueta inventada pelo homem para atirar a qualquer mulher que queira ser sua igual, que tenha a audácia de desafiar as prerrogativas dos homens (incluindo a prerrogativa de todas as mulheres serem usadas como moeda de troca entre os homens), que tem a audácia de afirmar a primazia das suas próprias necessidades. Ter esta etiqueta aplicada a pessoas que estão activas no movimento de libertação das mulheres, é apenas o episódio mais recente de uma longa história; as mulheres mais velhas lembrar-se-ão que não há muito tempo, qualquer mulher independente que tivesse sucesso e não orientasse toda a sua vida à volta de um homem ouviria esta palavra. Porque nesta sociedade sexista, ser independente para uma mulher significa que esta &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;não pode&lt;/b&gt; ser uma mulher deve ser uma &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;fufa&lt;/b&gt;. Isto em si deveria dizer-nos em que pé as mulheres se encontram. Diz tão claramente quanto pode ser dito: mulheres e pessoa são termos contraditórios. Porque uma lésbica não é considerada uma "verdadeira mulher". E contudo, no pensamento popular, existe apenas uma diferença essencial entre uma lésbica e as outras mulheres: a orientação sexual - ou seja, depois de se retirar o papel de embrulho, deveremos finalmente compreender que a essência de ser "mulher" é ser fodida por um homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="Section1" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt" align="left"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Verdana;"&gt;"Lésbica" é uma das categorias sexuais em que os homens dividiram a humanidade. Enquanto que todas as mulheres são desumanizadas sendo encaradas como objectos sexuais, ao serem objectos dos homens são-lhes oferecidas algumas compensações: identificação com o seu poder, o seu ego, o seu status, a sua protecção (dos outros homens), sentir-se como uma "mulher verdadeira", encontrar uma aceitação social ao aderir ao seu papel, etc. Se uma mulher se confrontar com ela própria ao confrontar outra mulher, existirão menos racionalizações e menos tampões para evitar o horror total da sua condição desumanizada. Aqui encontramos o medo inultrapassável de muitas mulheres em relação a explorar relações íntimas com outras mulheres: o medo de ser usada como objecto sexual por outra mulher, que não só não dará as compensações ligadas aos homens, mas que também revelará o vazio que é verdadeiramente a situação real da mulher. Esta desumanização é expressa quando uma mulher heterossexual descobre que a sua irmã é lésbica; ela começa a relacionar-se com a sua irmã lésbica como sendo um potencial objecto sexual atribuindo o papel de substituto do homem à lésbica. O facto de ela se tornar num objecto quando numa relação está potencialmente envolvido sexo, revela o seu condicionamento heterossexual e nega à lésbica toda a sua humanidade. Para as mulheres, especialmente aquelas envolvidas no movimento, aperceber-se das suas irmãs lésbicas através desta grelha machista de definição de papéis, é aceitar este condicionamento cultural dos homens e oprimir as suas irmãs da mesma maneira que elas próprias são oprimidas pelos homens. Vamos continuar com o sistema de classificação dos homens, que define todas as mulheres numa relação sexual com qualquer &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;u&gt;outra&lt;/u&gt;&lt;/b&gt; categoria de pessoas? Afixar a etiqueta de lésbica não apenas a uma mulher que aspira a ser uma pessoa, mas também a qualquer situação de verdadeiro amor, verdadeira solidariedade, verdadeira primazia entre as mulheres é uma forma primária de divisão entre as mulheres dentro dos limites do papel feminino e é o termo que ridiculariza/assusta as mulheres e que as impede de formar quaisquer ligações, grupos ou associações primárias entre elas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="Section1" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt" align="left"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Verdana;"&gt;As mulheres no movimento tem numa maioria dos casos feito grandes esforços para evitar discussões e confrontações sobre a questão do lesbianismo. Põe as pessoas nervosas. Elas ficam hostis, evasivas, ou tentam incorporar o assunto num "tema mais geral". Preferem não falar no assunto. Se o tem de fazer, tentam impedir que se continue por ser um falso problema. Mas não é uma questão secundária. É absolutamente essencial para o sucesso e o atingir dos objectivos do movimento de libertação das mulheres que se lide com esta questão. Enquanto a etiqueta de "fufa" poder ser usada para assustar as mulheres para que estas se tornem menos militantes, se mantenham afastadas das suas irmãs, para afastá-las de dar primazia a tudo o que não seja os homens e família - então desse modo elas são controladas pela cultura dos homens. Até as mulheres conseguirem ver umas nas outras a possibilidade de um compromisso primordial que inclui o amor sexual, estarão a negar a elas próprias o amor e o valor que dão inerentemente aos homens, afirmando desse modo o seu estatuto de segunda classe. Enquanto que o mais importante seja a aceitação pelos homens - tanto para as mulheres individuais como para o movimento como um todo - o termo lésbica será usado eficazmente contra as mulheres. Enquanto as mulheres quiserem apenas mais privilégios dentro do sistema não querem antagonizar o poder dos homens. Em vez disso procuram uma aceitação da libertação das mulheres e o aspecto mais crucial desta aceitação é negar o lesbianismo - isto é negar qualquer desafio fundamental à base do papel da mulher.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="Section1" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt" align="left"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Verdana;"&gt;Deverá igualmente ser dito que algumas mulheres mais jovens e mais radicais começaram a discutir o lesbianismo com honestidade, mas até agora apenas como uma "alternativa" sexual aos homens. Contudo, isto é ainda dar a primazia aos homens, tanto porque a ideia de se relacionar mais completamente com as mulheres ocorre como &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;uma reacção negativa aos homens&lt;/b&gt; como porque a relação lésbica está a ser caracterizada apenas pelo sexo o que é divisionista e sexista. Num plano que é tanto pessoal como político, as mulheres podem retirar energias emocional e sexual dos homens e desenvolver diversas alternativas nas suas vidas para essas energias. Noutro plano político/psicológico diferente, deverá ser compreendido que o que é crucial é que as mulheres se comecem a libertar dos padrões de resposta definidos pelos homens. Na privacidade das nossas próprias psiques, devemos cortar esses cordões até ao cerne. Porque independentemente de para onde fluem o nosso amor e energias sexuais, se nas nossas cabeças nos identificamos com os homens, não podemos realizar a nossa autonomia como seres humanos.&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127747972842491170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/RylrnQMBjSI/AAAAAAAAA3Y/3rAs7eaxsRI/s320/radlesb2.gif" border="0" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="Section1" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt" align="left"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Verdana;"&gt;Mas porque é que as mulheres se relacionam com e através dos homens? Em virtude de termos sido educadas numa sociedade de homens, interiorizamos a definição que a cultura dos homens dá de nós próprias. Essa definição vê-nos como seres relativos que existem não para nós próprias mas sim para o serviço, manutenção e conforto dos homens. Essa definição confina-nos em funções sexuais e de família e exclui-nos de definir e elaborar os termos das nossas vidas. Em troca dos nossos serviços psíquicos e da execução de funções não lucrativas, o homem dá-nos apenas uma coisa: o estado de escrava que nos torna legítima aos olhos da sociedade em que vivemos. A isto dá-se o nome no calão cultural a "feminilidade" ou "ser uma mulher verdadeira". Nós somos autênticas, legítimas, reais se formos propriedade de algum homem cujo nome usamos. Ser uma mulher que não pertence a qualquer homem é ser invisível, patética, inautêntica, irreal. Ele confirma a sua imagem de nós - de aquilo que temos de ser de modo a ser aceitável por ele - mas não dos nossos verdadeiros seres.; ele confirma o nosso estatuto de mulher - tal como ele o define, em relação a ele&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;- mas não pode confirmar o nosso estatuto de pessoa, os nossos seres como absolutos. Enquanto estivermos dependentes da cultura dos homens, para esta aprovação, não podemos ser livres.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="Section1" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt" align="left"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Verdana;"&gt;A consequência de interiorizar este papel é um enorme reservatório de auto-ódio. Isto não corresponde a dizer que este auto-ódio é reconhecido ou aceite como tal; com efeito muitas mulheres negá-lo-ão. Pode ser experimentado como desconforto com o seu papel, sentimento de vazio, entorpecimento, desassossego, uma ansiedade paralizante. Alternativamente, pode ser expresso através de uma grande defesa do destino e da glória do seu papel. Mas este auto-ódio existe, muitas vezes no inconsciente, envenenando a sua existência, mantendo-a alienada de ela própria, das suas necessidades e tornando-a estranha às outras mulheres. As mulheres odeiam-se a elas e às outras mulheres. Tentam escapar ao se identificar com o opressor, vivendo através dele, ganhando status e identidade a partir do seu ego, do seu poder dos seus feitos. E através de uma não identificação com outros "recipientes vazios" como elas próprias, as mulheres resistem relacionando-se a todos os níveis com outras mulheres que irão reflectir a sua própria opressão, o seu estado secundário e o seu próprio auto-ódio. Pois confrontar outra mulher é finalmente confrontar o seu próprio ser - o ser que se tentou tão dificilmente evitar. E nesse espelho sabemos que não podemos realmente respeitar e amar aquela em que nos tornámos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="Section1" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt" align="left"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Verdana;"&gt;Uma vez que a fonte do auto-ódio e a falta de verdadeiro ser tem origem na identidade que nos é dada pelos homens, devemos criar um novo sentido de ser. Enquanto nos agarrarmos à ideia de "ser uma mulher", sentiremos algum conflito com esse ser incipiente, esse sentido do eu, esse sentido da pessoa total. É muito difícil compreender e aceitar que ser "feminina" e ser uma pessoa no seu todo são irreconciliáveis. Apenas as mulheres podem dar umas às outras um novo sentido do ser. Essa identidade tem que ser desenvolvida tendo por referência nós e não os homens. Esta consciência é a força revolucionária a partir da qual tudo o resto sairá, porque a nossa revolução é orgânica. Para isto devemos apoiar e estar disponíveis umas para as outras, dar o nosso amor e compromisso, dar o suporte emocional necessário para manter este movimento. As nossas energias devem fluir na direcção das nossas irmãs e não na direcção dos nossos opressores. Enquanto a libertação da mulheres tentar libertar as mulheres sem encarar a estrutura básica heterossexual que nos liga numa relação um para um com os nossos próprios opressores, energias tremendas continuarão a fluir na direcção de tentar endireitar cada relação particular com um dado homem, como conseguir ter melhor sexo, como fazer com que a cabeça dele se vire ao contrário - para tentar fazer um "homem novo" dele, na ilusão que isto nos permitirá ser uma "mulher nova". Isto obviamente divide as nossas energias e compromissos, deixando-nos incapazes de nos comprometer com a construção de novos padrões que nos libertarão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="Section1" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyText" align="left"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É a primazia das mulheres a se relacionarem com outras mulheres, das mulheres a criarem uma nova consciência delas umas com as outras, que está no centro da libertação das mulheres, e que é a base para a revolução cultural. Juntas devemos encontrar, reforçar e validar os nossos seres autênticos. Quando o fazemos confirmamos umas com as outras o nosso sentido incipiente de orgulho e força, as barreiras de divisão começam a desaparecer, e sentimos este sentimento crescente de solidariedade com as nossas irmãs. Vemo-nos como princípio, encontramos os nossos centros dentro de nós. Vemos regredir o sentimento de alienação, de ser posta de parte, de estar por detrás de uma janela fechada, de ser incapaz de fazer sair o que nós sabemos que se encontra cá dentro. Sentimos uma autenticidade, sentimos finalmente que estamos de acordo connosco. Dentro desse ser real, com essa consciência, começamos uma revolução para acabar com a imposição de todas as identificações coercivas e para atingir o máximo de autonomia na expressão humana.&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127747977137458482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/RylrngMBjTI/AAAAAAAAA3g/e2smL5Q43wg/s320/FuriesBasement.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;!-- text below generated by server. PLEASE REMOVE --&gt;&lt;/object&gt;&lt;/layer&gt;Furies Coletive, separatistas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-8060017749400248941?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/8060017749400248941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=8060017749400248941' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/8060017749400248941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/8060017749400248941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/10/mulher-que-se-identifica-com-mulher.html' title=''/><author><name>Patriarkill ♀</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11887354474319378804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://www.anarcha.org/pix/prop/women_free.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/RylrnAMBjRI/AAAAAAAAA3Q/sfzWtabspj0/s72-c/radlesb1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-3470351056332236561</id><published>2007-09-24T09:21:00.000-07:00</published><updated>2007-09-24T09:23:37.411-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;                &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;color:#000000;"&gt;&lt;b&gt;RETORNO                  AL GENERO: EL POSTMODERNISMO Y LA TEORIA LESBIANA Y GAY&lt;br /&gt;                Sheila Jeffreys/ La herejía lesbiana&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;              &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;                                                       &lt;div align="left"&gt;                &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;color:#000000;"&gt;En                  los años 80 se produjo un repentino entusiasmo por la obra                  de los Maestros del postmodernismo -Lacan, Foucault y Derrida-                  seguido de su incorporación a la teoría feminista.                  Algunas críticas feministas han señalado que este                  hecho causó cierta despolitización del feminismo.                  En el campo de la teoría lesbiana y gay la obra de las                  grandes figuras masculinas del postmodernismo, así como                  la de otros teóricos inspirados por ellos, ha sido acogida                  con más entusiasmo aún. No debe sorprender que la                  llamada teoría lesbiana-y-gay, a saber, aquella que homogeneiza                  a lesbianas y varones gays, resulte tan atractiva a los ojos de                  estos últi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;color:#000000;"&gt;mos.                  Todo lo que remita de forma demasiado explícita al feminismo                  es contemplado con suspicacia. En el momento actual el proyecto                  de elaborar una teoría lesbiana independiente aparece como                  una empresa extravagantemente separatista. las estrellas de la                  nueva teoría lesbiana-y-gay, Judith Butler y Diana Fuss,                  son ambas mujeres, aunque se dedican a reciclar un feminismo fundamentado                  en los Maestros postmodernos -en su mayoría gays- que no                  hiera la sensibilidad de los gays. No es una empresa fácil.                  ¿Cómo lograr, pongamos por ejemplo, que el fenómeno                  del travestismo se considere no ya aceptable sino revolucionario                  en la teoría lesbiana y gay., cuando ha sido un tema sumamente                  controvertido para la teoría feminista desde que las lesbianas                  se distanciaron del movimiento de liberación gay? Sólo                  se logra con un retorno al género, con la invención                  de una versión inofensiva del género, con la que                  las lesbianas y los gays podrán jugar eternamente y ser                  revolucionarios al mismo tiempo.&lt;br /&gt;                La versión del género introducida por la teoría                  lesbiana y gay es muy distinta del concepto de género de                  las teóricas feministas. Se trata de un género despolitizado,                  aséptico y de difícil asociación con la violencia                  sexual, la desigualdad económica y las víctimas                  mortales de abortos clandestinos. Quienes se consideran muy alejadas                  de los escabrosos detalles de la opresión de las mujeres                  han redescubierto el género como juego. Lo cual tiene una                  buena acogida en el mundo de la teoría lesbiana y gay porque                  presenta el feminismo como diversión, y no como un reto                  irritante.&lt;br /&gt;                Un análisis preliminar de quiénes son estas nuevas                  portavoces de la teoría lesbiana y gay nos puede ayudar                  a comprender la elección de esta política en concreto.                  Mientras que las feministas destacas de los 70 solían tener                  una formación profesional en ciencias políticas,                  historia, y sociología, esta nueva variante procede de                  los estudios literarios y culturales, así como de los estudios                  fílmicos. Tomemos como ejemplo el libro compilado por Diana                  Fuss , Inside/Out. Lesbian Theories, Gay Theories. Judith Butler                  ejerce la docencia en un Centro de Humanidades y, por consiguiente,                  no pertenece necesariamente al campo de la crítica cultural.                  Las dieciocho autoras restantes proceden del campo de la literatura,                  los medios de comunicación, los estudios fílmicos,                  la fotografía y la historia del arte. No hay razón                  por la que una crítica del arte no pueda realizar una aportación                  valiosa al desarrollo de la teoría política; sin                  embargo, tal vez sea un signo preocupante que todo lo que la nueva                  generación de alumnas y profesoras lesbianas y alumnos                  y profesores gays denominan "teoría" proceda                  del mundo de las artes y no de las ciencias sociales. Tal vez                  así se explique el hecho de que en esta nueva teoría                  no haya lugar para el anticuado tema de las auténticas                  relaciones de poder, ni tampoco para la economía o para                  una forma de poder que no anda simplemente jugueteando, sino que                  se encuentra en manos de clases y elites determinadas. la teoría                  postmoderna otorgó un lugar preeminente al lenguaje dentro                  de lo político: la palabra se tornó realidad, el                  crítico cultural se convirtió en activista político,                  blandiendo la pluma mientras el ama de casa maltratada por su                  marido por olvidar una telaraña en un rincón se                  vuelve extrañamente invisible.&lt;br /&gt;                Fijémonos ahora en las autoridades que cita la nueva teoría                  lesbiana y gay. En las notas de su introducción, Diana                  Fuss cita a Judith Butler, a Lacan, en varias ocasiones a Derrida,                  a Foucault y a nueve varones y dos mujeres más. Lo cual                  resulta verdaderamente sorprendente, teniendo en cuenta el importante                  corpus de teoría feminista lesbiana original que podría                  servir de fuente de inspiración; pero estas obras no existen                  para la nueva teoría lebiana y gay. No hay referencias                  a Mary Daly, Audre Lorde, Janice Reymond, Julia Penelope, Sarah                  Hoagland o Charlotte Bunch. Estas separatistas del pensamiento                  que plantean una teoría lesbiana donde los varones gays                  tienen una difícil cabida, han desaparecido.&lt;br /&gt;                En la raíz del problema de género en la nueva teoría                  lesbiana y gay se halla la idea del predominio del lenguaje y                  de las oposiciones binarias que procede de lacan y de Derrida.                  El lenguaje adquiere una importancia sin par. Mientras que otras                  feministas consideran el lenguaje un factor importante, en medio                  del panorama de otras fuerzas opresoras que perpetúan la                  opresión de las mujeres -las restricciones económicas,                  la violencia de los varones, la institución de la heterosexualidad-,                  para las nuevas abogadas postmodernas de la teoría lesbiana                  y gay el lenguaje se convierte en un asunto primordial El lenguaje                  actúa a través de la construcción de falsas                  oposiciones binarias que controlan misteriosamente la manera de                  pensar y, por consiguiente, de actuar, de las personas. Una de                  estas parejas binarias -masculino/femenino- es la más crucial                  para la opresión de las mujeres así como de las                  lesbianas y de los gays.&lt;br /&gt;                La feminista postmoderna excluye a los varones del análisis.                  El poder se convierte, en sentido foucaultiano, en algo que navega                  por ahí en perpetua reconstitución, sin cometido                  real y sin conexión alguna con las personas reales. Por                  consiguiente, Judith Butler adscribe el poder a ciertos "regímenes",                  afirmando que "los regímenes de poder del heterosexismo                  y del falogocentrismo persiguen su propio crecimiento por medio                  de una constante repetición de su propia lógica..."                  En otro lugar antropomorfiza la heterosexualidad:&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                El hecho de que la heterosexualidad esté en un continuo                  proceso de autointerpretación es prueba de que se encuentra                  en peligro constante: "sabe" de su posibilidad de desaparecer.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                ¡Una heterosexualidad con tesis doctoral! Un análisis                  feminista normalmente preguntaría en interés de                  quién o de qué se constituyen y operan estos regímenes;                  la pregunta por su finalidad no parecería estar fuera de                  lugar. Entonces volverían a aparecer los varones.&lt;br /&gt;                El concepto de género que utiliza Butler se encuentra igualmente                  alejado de todo contexto respecto de las relaciones de poder&lt;br /&gt;                El género de la repetida estilización del cuerpo,                  una serie de actos repetido dentro de un marco regulador altamente                  rígido que a lo largo del tiempo cristalizan, dando la                  apariencia de una sustancia o de una existencia natural.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                En otro lugar afirma que "el género es una forma de                  travestimo (drag). De esta forma el género viene a significar                  una manera de sostener el cuerpo, un atuendo, una apariencia,                  y no resulta sorprendente la conclusión de Butler de que                  todas las formas de intercambio genérico, como el travestismo                  y los juegos de roles de las lesbianas, son actos revolucionarios.                  No queda claro dónde encaja en este entramado la vulgar                  y verdadera opresión de las mujeres. Si un varón                  cruel maltrata a la mujer con la que vive, ¿es porque ella                  ha adoptado el género femenino en su apariencia externa?                  ¿Su pondría una solución para ella adoptar                  durante un día el género masculino paseándose                  vestida con una camisa de trabajo o zahones de cuero? cuando el                  género se convierte en idea o en apariencia, la opresión                  de las mujeres efectivamente desaparece. Algunas teóricas                  feministas radicales han resaltado que la idea de género                  tiende a ocultar las relaciones de poder del sistema de supremacía                  masculina. El concepto de género ha gozado siempre de la                  mayor aceptación entre las teóricas feministas liberales                  y socialistas y, más recientemente, entre las postmodernas.&lt;br /&gt;                Cuando en el pasado las teóricas feministas de cualquier                  ideología política se referían al género,                  siempre lo entendían como algo que puede ser superado o                  sobreseído. Tanto las feministas heterosexuales como las                  lesbianas se han sentido insultadas cuando les llamaban femeninas                  o masculina.s Se consideraban -y muchas así lo siguen haciendo-                  objetoras de conciencia del género y no querían                  ningún trato con éste, resistiéndose a representar                  ninguno de ellos. Algunas eligieron la vía de la androginia;                  sin embargo, las teóricas feministas radicales han apuntado                  las limitaciones de esta aproximación. la idea de la androginia                  se apoya en la perpetuación e los conceptos de masculino                  y femenino: es una supuesta combinación de las características                  de ambos y, por consiguiente, los reifica antes que abandonarlos.                  durante más de veinte años las feministas y feministas                  lesbianas han tratado de rebatir el género negándose                  a actuar de acuerdo con sus reglas; en la actualidad algunas feministas                  postmodernas han calificado este proyecto no sólo de mal                  planteado sino, además de imposible de alcanzar. Dentro                  de la teoría feminista, Butler denomina movimiento "pro-sexualidad"                  a aquel que mantiene que la sexualidad "se construye siempre                  en términos del discurso y del poder, entendiendo parcialmente                  el poder como ciertas convenciones culturales heterosexuales y                  fálicas". Corrobora esta definición y afirma                  que resulta imposible construir una sexualidad en los márgenes                  de estas convenciones:&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Si la sexualidad es una construcción cultural dentro de                  las relaciones de poder existentes, el postulado de una sexualidad                  normativa "antes", "en los márgenes"                  o más allá" del poder representa una imposibilidad                  cultural y un sueño políticamente inviable que demora                  la misión concreta y actual de repensar todas las posibilidades                  subversivas, para la sexualidad y para la identidad, dentro de                  los propios términos del poder.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                El feminismo en su acepción habitual ha sido declarado                  imposible. La teoría postmoderna se utiliza para apoyar                  el proyecto libertario sexual y, más concretamente, el                  sadomasoquista.&lt;br /&gt;                La mayoría de las feministas de los setenta y de los ochenta                  probablemente se habrán encontrado luchando en favor de                  la eliminación del género y de la sexualidad falocéntrica.                  Hemos tratado de crear algo nuevo y distinto. Ahora descubrimos                  que perseguíamos un imposible. Mis jóvenes alumnas                  lesbianas me dicen. "No hay duda de que el género                  está presente en las relaciones". No son conscientes                  de que con este comentario ofensivo invalidan veinte años                  de lucha de las feministas lesbianas contra esta situación.                  Resulta casi tan frustrante como cuando, recién iniciada                  en el feminismo, los hombres solían aleccionarme sobre                  el carácter "natural" de la femineidad y de la                  masculinidad. Los hombres ya no hablan así, ahora lo hacen                  las postmodernas y los postmodernos. Estas alumnas asumen, a consecuencia                  de su consumo de lecturas teóricas postmodernas, la imposibilidad                  de eludir el género. Según Derrida, no se puede                  escapar a una oposición binaria, sólo se puede dar                  mayor peso a la parte más débil provocando presiones                  y tensiones.&lt;br /&gt;                Quien pretende evitar el binario es tachada de esencialista. El                  Término "esencialista" ha adquirido un significado                  totalmente distinto y se emplea para denotar a quienes conservan                  cierta fe en la posibilidad de una acción social para conseguir                  un cambio social. Tiempo atrás tal vez supiéramos                  qué significaba el esencialismo. señalaba la convicción                  de que a varones y a mujeres les separaba una diferencia natural                  y biológica. las feministas radicales, eternas misioneras                  del construccionismo social, discrepaban de esta convicción,                  aunque ciertas teóricas feministas de otros credos hayan                  fingido lo contrario. La feminista postmoderna Chris Weedon insiste                  en sus escritos en la desconcertante afirmación de que                  las feministas radicales empeñadas en transformar la sexualidad                  masculina en interés de la liberación de las mujeres,                  son en realidad deterministas biológicas convencidas de                  la imposiblidad de todo cambio. lo que ahora se denomina "esencialismo"                  es la fe de las lesbianas en poder evitar el estereotipo de género,                  o en la posibilidad de practicar una sexualidad que no se organiza                  en torno al pene o a algún desequilibrio de poder. El postmodernismo                  llama a esta convicción esencialista por confiar en la                  existencia de una esencia incognoscible del lebinismo. Todo lo                  conocido, o lo pensable, está infudido por el género                  y por el falocentrismo y el sistema sólo puede cambiar                  mediante el juego dentro de sus reglas. También se podría                  -tal vez incluso con más razón- invertir el juego,                  acusando de esencialismo a quienes aseguran que las lesbianas                  no pueden escapar del género o del falocentrismo. Sin embargo,                  quisiera evitar la invención y el lanzamiento de nuevas                  versiones esencialistas. Basta decir que la idea del carácter                  inevitable del género y del falogocentrismo me parece una                  visión brutalmente determinista y pesimista que consigue                  anular el proyecto feminista de los últimos veinte años.                  Concuerda con la tendencia general del postmodernismo a considerar                  la militancia política y la fe en la viabilidad de un cambio                  político como una actitud sospechosa, ridícula e                  incluso vulgar.&lt;br /&gt;                Fijémonos ahora en lo que Butler entiende como el potencial                  revolucionario del travestismo. La construcción social                  del género es un viejo principio fundamental del feminismo.                  No obstante, al igual que otros hallazgos feministas tradicionales                  y muy manidos, parece nuevo y fascinante a los ojos de las seguidoras                  del postmodernismo. Y, efectivamente, es posible que lo sea para                  toda una nueva generación de mujeres jóvenes que                  no han tenido acceso a la literatura feminista de los sesenta                  y de los setenta, puesto que ésta no aparece en las referencias                  bibliográficas de sus cursos. Buttler afirma que el potencial                  revolucionario del travestismo y de los juegos de roles consiste                  en la capacidad de estas prácticas para ilustrar la construcción                  social del género. descubren que el género no posee                  ninguna esencia ni forma ideal sino que es tan sólo un                  disfraz (drag) que usan tanto las mujeres eterosexuales femeninas                  como los hombres heterosexuales masculinos, tanto las lesbianas                  que juegan a roles como los travestis gays sobre los escenarios,                  o los clónicos.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                El travestismo es una forma trivial de apropiarse, teatralizar,                  usar y practicar los géneros; toda división genérica                  supone una imitación y una aproximación. Si esto                  es cierto -y así parece-, no existe ningún género                  original o primario que el travestismo imite, sino que el género                  es una especia de imitación para la cual no existe original                  alguno...&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                El género, entendido como gestos, atuendo y apariencia,                  puede, efectivamente, considerarse como disfraz, travestismo o,                  en palabras de Butler, "representación" (performance).                  A su modo de ver, la "representación" demuestra                  la ausencia de un "sexo interno o esencia o centro psíquico                  de género". Esta supuesta estrategia revolucionaria,                  ¿cómo puede traducirse en un cambio? No queda demasiado                  claro.&lt;br /&gt;                ¿Cómo, pues..., utilizar el género, en sí                  mismo una inevitable invención, para inventar el género                  en unos términos que denuncien toda pretensión de                  origen, de lo interno, lo verdadero y lo real como nada más                  que los efectos del disfraz, cuyo potencial subversivo debe ensayarse                  una y otra vez para así convertir el "sexo" del                  género en el lugar de un juego político pertinaz?&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Al parecer, el público que asiste a la función de                  travestismo del género debe darse cuenta de que el género                  no es ni "real" ni "verdadero". pero, después                  de darse cuenta, ¿qué deben hacer? Al acabar la                  función de travestismo, ¿las mujeres y los hombres                  heterosexuales volverán a casa corriendo para deshacerse                  del género y anunciar a sus parejas que no hay tal coas                  como la masculinidad y la femineidad? No parece demasiado probable.                  Si el género fuera realmente sólo una idea, si la                  supremacía masculina se perpetuara sólo porque en                  las cabezas de los hombres y de las mujeres no acababan de prenderse                  las lucecitas necesarias para poder descubrir el error del género,                  entonces la estrategia de Buttler podría tener éxito.                  Sin embargo, su concepción de la opresión de las                  mujeres es una concepción liberal e idealista. la supremacía                  masculina no sólo s perpetúa porque la gente no                  se percata de la construcción social del género                  o por una desgraciada equivocación que tenemos que corregir                  de alguna manera. Se perpetúa porque sirve a los intereses                  de los varones. No hay razón por la que los varones tengan                  que ceder todas las ventajas económicas, sexuales y emocionales                  que les brinda el sistema de supremacía masculina, sólo                  por descubrir que pueden llevar faldas. Por otra parte, la opresión                  de las mujeres no sólo consiste en tener que maquillarse.                  La imagen de un varón con falda o de una mujer con corbata                  no basta para liberar a una mujer de su relación heterosexual,                  mientras el abandono de su opresión le puede causar un                  sufrimiento social, económico y probablemente hasta físico,                  y en algunas ocasiones la pérdida de su vida.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Según las defensoras de los juegos de género, el                  potencial revolucionario reside no sólo en la asunción                  de un género en apariencia inadecuado, a saber, la femineidad                  por parte de un varón o la masculinidad por parte de una                  mujer. Parece ser que también la representación                  del género previsto puede ser revolucionaria. Hace tiempo                  que esta idea ha estado presente en la teoría gay masculina.                  Los gays que han descrito el fenómeno del hombre clónico                  vestido de cuero de los setenta no se pusieron de acuerdo sobre                  el potencial revolucionario de este fenómeno. Muchos teóricos                  gays mostraron su consternación, cosa bien comprensible.                  A su entender, el modelo viril de los gays traicionaba los principios                  de la liberación gay, que trataba de destruir los estereotipos                  de género, considerando las masculinidad un concepto opresivo                  para las mujeres. Otros autores han resaltado el carácter                  revolucionario del tipo masculino gay por su cuestionamiento del                  estereotipo gay afeminado. Por otra parte, se ha señalado                  que el potencial revolucionario del gay masculinizado puede permanecer                  invisible, puesto que el espectador desprevenido no lo reconoce                  como gay sino que lo tiene simplemente por masculino. ¿De                  que manera debe saberlo? El argumento del carácter políticamente                  progresista de la masculinidad, que esgrimen los varones gays,                  parece, por último, una simple manera de justificar algo                  que ciertos gays desean o que les atrae. la aprobación                  se inventó después del hecho, tal vez porque algunos                  gays se dieron cuenta del carácter retrógrado de                  la pose masculina que adoptaban para "camuflarse", sentirse                  poderosos o sexualmente atractivos y necesitaban justificarse.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                El retorno al género, que se ha producido en la comunidad                  de los varones gays a partir de finales de los setenta en términos                  de un renovado entusiasmo por los espectáculos de travestismo                  y por un nuevo estilo viril, aparece en la comunidad lesbiana                  mucho más tarde. Sólo en os años 80 se comenzó                  a observar un retorno al género entre las lesbianas con                  la rehabilitación de los juegos de roles y la parición                  de las lesbianas "de carmín". Las ideas de las                  obras de los Maestros postmodernos resultaron sumamente convenientes                  porque constituían una justificación intelectual                  y permitían anular y ridiculizar desde la academia cualquier                  objeción feminista. En Gender Trouble, Judith Butler demostró                  que el psicoanálisis de antaño, representado por                  un trabajo de Joan Riviere de 1929 sumado a unas declaraciones                  de Lacan sobre la femineidad como mascarada y parodia, pueden                  ser utilizados por las nuevas teóricas lesbianas y gays                  procedentes de los estudios culturales en defensa de la representación                  de la femineidad por las lesbianas como una estrategia política.                  En otro lugar esta representación es llamada "mimetismo",                  aunque esta palabra no se adecúa al análisis de                  Butler, dado que sugiere la existencia de un original que es mimetizado,                  y, de hecho, ella no la utiliza. Carol-Anne Tyler explica de la                  siguiente manera la idea del mimetismo, recurriendo a Luce Irigaray:&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Según Irigaray, mimetizar significa "asumir el rol                  femenino a propósito...para rendir "visible"                  a través de un juego de repeticiones algo que debe permanecer                  invisible..." Representar lo femenino significa "decirlo"                  con ironía, entre comillas... como hipérbole...                  o como parodia... En el mimetismo y también en el campo,                  la ideología se "hace" con el fin de deshacerla                  y así aportar nuevos conocimientos: que el género                  y la orientación heterosexual que debe asegurarlo son antinaturales                  e incluso opresivos.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Sin embargo, Tyler critica esta idea. Apunta que si todo género                  es una máscara, resultará imposible distinguir la                  parodia de lo "real". Lo real no existe. De esta manera                  el potencial revolucionario se pierde.&lt;br /&gt;                La idea del mimetismo está presente en el elogio que algunas                  críticas culturales hacen de Madonna. afirman que Madonna                  socava los conceptos de fijeza y de autenticidad del género,                  al asumir la femineidad cómo representación. El                  mimetismo requiere la exageración del rol femenino asumido.                  Al parecer, es así como han de saber las espectadoras inexpertas                  que están ante una estrategia revolucionaria. El exceso                  de maquillaje o de la altura de los tacones indicaría que                  el género es entendido como representación. Cherry                  Smyth, abanderada de la política queer, apunta en una reseña                  acerca de la obra de la fotógrafa lesbiana Della Grace                  que la indumentaria femenina tradicional puede tener un efecto                  revolucionario:&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                En verdad parte de la iconografía ha sido sustraída                  a las trabajadoras del sexo y la moda post-punkl cual confiere                  una autonomía violenta a la elegancia femme, y convierte                  el hecho de llevar minifalda y de exhibir el body en un gesto                  conscientemente antiestético e intimidatorio, antes que                  vulnerable y sumiso.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                La encarnación por excelencia de este estilo es, según                  Smyth, "la propia Madonna, probablemente uno de los ejemplos                  más famosos de la transgresión queer". Las                  teóricas feministas que no son ni queer ni postmodernas                  tienen grandes dificultades para apreciar la transgresión                  de Madonna contra otra cosa que no sea el feminismo, el antirracismo                  y la política progresista en general. La teórica                  feminista norteamericana negra bell hoks apunta que Madonna no                  pone en entredicho las reglas de la supremacía masculina                  blanca, sino que las acata y las explota. Según Hooks,                  las mujeres negras no pueden interpretar el teñido rubio                  del pelo de Madonna como "una simple elección estética",                  sino que para ellas ésta nace de la supremacía blanca                  y del racismo. la autora entiende que Madonna utiliza su "condición                  de personal marginal" en Trhuth or Dare: In Bed With Madonna                  (En la cama con Madonna) con el propósito de "colonizar                  y apropiarse de la experiencia negra para sus propios fines oportunistas,                  aunque trate de disfrazar de afirmación sus agresiones                  racistas". Apunta que, cuando Madonna utiliza el tema de                  la chica inocente que se atreve a ser mala, "se apoya en                  el mito sexual racista/sexista incesantemente reproducido, según                  el cual las mujeres negras no son inocentes ni llegan a serlo                  jamás".&lt;br /&gt;                Hooks encabeza su artículo con una cita de Susan Bordo                  que señala que el "potencial desestabilizador"                  de un texto pude medirse sólo en relación con la                  "práctica social real". Si acatamos el "potencial                  desestabilizador" del mimetismo según esta perspectiva,                  descubrimos numerosos ejemplos a nuestro alrededor.- en los medios                  de transporte público, en las fiestas de la oficina, en                  los restaurantes- en los que las mujeres adoptan una femineidad                  exagerada. Es difícil distinguir entre la femineidad irreflexiva                  y corriente, y la sofisticada femineidad como mascarada. También                  aquí encontramos cierto esnobismo. Se juzga con distintos                  raseros a las mujeres que han optado por llevar una vestimenta                  muy parecida, según sean ignorantes y anticuadas o hayan                  cursado estudios culturales, hayan leído a Lacan y hayan                  tomado la consiguiente decisión deliberada y revolucionaria                  de ponerse un Body escotado de encajes.&lt;br /&gt;                ¿Por qué tanta agitación sobre este tema?                  Resulta difícil creer que las teóricas lesbianas                  postmodernas entiendan realmente el mimetismo y los juegos de                  roles como una estrategia revolucionaria. Sin embargo, la teoría                  permite a las mujeres que quieran usar el fetichismo de género                  para sus propios fines, ya sean de índole erótica                  o simplemente tradicional, hacerlo con un petulante sentido de                  superioridad política. Parece divertido jugar con el género                  y con toda la parafernalia tradicional de dominio y sumisión,                  poder e impotencia, que el sistema de supremacía masculina                  ha engendrado. Mientras que el maquillaje y los tacones de aguja                  representaban dolor, gastos, vulnerabilidad y falta de autoestima                  para la generación de mujeres que se criaron en la década                  de los sesenta, la nueva generación de jóvenes nos                  informa que estas cosas son maravillosas porque ellas las eligen.                  Esta nueva generación se pregunta incrédula cómo                  podemos divertirnos sin depilarnos las cejas ni las piernas. Y,                  entretanto, la construcción del género permanece                  incontestada. Estamos ante el sencillo fenómeno de la participación                  de ciertas lesbianas en la tarea de refuerzo de la fachada de                  la femineidad. Hubo un tiempo en que las feministas lesbianas                  aparecían en público o en televisión vestidas                  de una manera que rehuía deliberadamente el modelo femenino,                  como una estrategia de concienciación. Creíamos                  que de esta forma mostrábamos a las mujeres una posible                  alternativa al modelo femenino. Actualmente todas las parodistas,                  mimetistas y artístas de performance nos dicen que el sistema                  de supremacía masculina sufrirá una mayor desestabilización                  gracias a que una lesbiana se vista del modo que cabria esperar                  de una mujer heterosexual extremadamente femenina. Resulta difícil                  saber por qué. Las más desestabilizadas son, con                  toda probabilidad, las feministas y las lesbianas, que se sienten                  totalmente desarmadas e incluso humilladas por una lesbiana que                  demuestra y proclama que también ella quiere ser femenina.                 &lt;br /&gt;                Aparte del retorno al género, hay otro aspecto del enfoque                  postmoderno de los estudios lesbianos y gay que no parece constituir                  una estrategia revolucionaria claramente útil. Se trata                  de la incertidumbre radical (radical uncertainty) respecto de                  las identidades lesbiana y gay. Tanto los teóricos como                  las teóricas adoptan una postura de incertidumbre radical.                  Para los incipientes movimientos lesbiano y gay de los setenta,                  nombrar y crear una identidad eran cometidos políticos                  fundamentales. Nombrar tenía una especial importancia para                  las feministas lesbianas conscientes de cómo las mujeres                  desaparecían normalmente de la historia de la academia                  y de los archivos, al perder su nombre cuando se casaban. Éramos                  conscientes de la importancia de hacernos visibles y de luchar                  por permanecer visibles. La adopción y la promoción                  de la palabra "lesbiana" eran fundamentales, ya que                  establecían una identidad lesbiana independiente de los                  varones gays. A continuación, las feministas lesbianas                  del mundo occidental intentaban llenar de significado esta identidad.                  Estábamos construyéndonos una identidad política                  consciente. Las feministas lesbianas han defendido siempre un                  enfoque construccionista social radical para el lesbianismo. Mediante                  poemas, trabajos teóricos, conferencias, colectivos propios,                  así como el trabajo político de cada día,                  íbamos construyendo una identidad lesbiana, que aspiraba                  a vencer los estereotipos perjudiciales y predominantes y que                  debía formar la base de nuestro trabajo político.                  Se trataba de una identidad históricamente específica.                  la identidad lesbiana que construyen las actuales libertarias                  sexuales y las teóricas de la nación queer es radicalmente                  distinta. La identidad elegida y construida debe corresponderse                  con las estrategias políticas que se quieran emprender.                 &lt;br /&gt;                Las teóricas y los teóricos del postmodernismo lesbiano-y-gay                  tratan de erradicar incluso el concepto de una identidad temporalmente                  estable. Tras este empeño subyacen tres cuestiones políticas.                  La primera es el miedo al esencialismo. No parece ser una cuestión                  especialmente relevante para las feministas lesbianas, que son                  conscientes de que su identidad lesbiana es una construcción                  social deliberada y claramente intencional. Preocupa, sin embargo,                  sobre todo a los teóricos gays masculinos que se hallan                  ante una cultura gay mucho más arraigada en la idea de                  una identidad esencial que la lesbiana. La preocupaciónd                  e los varones gays por el esencialismo ha derivado en una especial                  atención de la teoría gay-y-lesbiana a este tema.                  Según las palabras de Richard Dyer en Inside/Out, la "noción                  de homosexual":&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                ...parecía acercarse demasiado a las etiologías                  biológicas de la homosexualidad que se habían utilizado                  para arremeter contra las relaciones entre personas del mismo                  sexo y, al exhibir el modelo inexorable de nuestro ser, nos privaban                  de la práctica política de decidir qué queríamos                  ser.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                La otra cuestión política, que subyace tras el empeño                  de la incertidumbre radical, es la de evitar el etnocentrismo.                  Un concepto estable sobre la identidad de una lesbiana o de un                  varón gay reflejaría necesariamente las ideas del                  grupo racial o étnico dominante y no repararía en                  las considerables diferencias vivenciales y prácticas de                  las demás culturas.&lt;br /&gt;                Dyer señala:&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Los estudios que trataban de establecer una continuidad de la                  identidad lesbiana/gay, a través de distintas épocas                  y culturas, imponían el concepto que tenemos actualmente                  de "nuestra" sexualidad a la diversidad y las diferencias                  radicales que existen, tanto con respecto al pasado como a las                  "otras" culturas (no blancas, del Tercer Mundo), ocultando                  a menudo, además, las diferencias entre lesbianas y varones                  gays.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Del movimiento de liberación de las mujeres y del feminismo                  lesbiano ha surgido una considerable cantidad de trabajos realizados                  por mujeres negras y pertenecientes a minorías étnicas                  que afirman sus propias identidades diversas, sin por ello desestabilizar                  radicalmente la idea de la existencia lesbiana. lesbianas negras,                  judías, chicanas, asiáticas e indígenas han                  realizado estos trabajos afirmando su identidad lesbiana. Esta                  identidad común nace de la cultura urbana de Occidente                  y probablemente no puede ser trasladada fuera de este escenario.                  Las lesbianas indígenas australianas, por ejemplo, han                  cuestionado el valor que pueda tener una palabra derivada de cierta                  isla griega para su propia identidad, apuntando que en el amor                  entre mujeres en una cultura indígena tradicional no hay                  cabida para una identidad lesbiana urbana. Sin embargo, en general                  las lesbianas políticas han hecho hincapié en la                  relevancia de una identidad reconocible para la organización                  de las lesbianas en la cultura urbana occidental. El hecho de                  que esta identidad carezca de significado para la mayoría                  de los pueblos indígenas o las personas no urbanas no le                  resta importancia como instrumento organizador dentro de su propio                  contexto.&lt;br /&gt;                Otro motivo para sospechar de la identidad lesbiana o gay se apoyaba                  en las nociones foucaultianas sobre "el ejercicio mismo del                  poder a través de la regulación del deseo al que                  la política y la teoría lesbiana/gay presuntamente                  se oponían". Según Dyer, si las categorías                  de la homosexualidad se idearon como herramientas de control social,                  debemos vigilar de qué forma nuestra utilización                  de estas categorías puede contribuir a esta regulación.                  Resulta útil y provechoso que recordemos nuestra obligación                  de poner en entredicho tanto nuestra práctica política                  como nuestros presupuestos políticos -por ejemplo, el hecho                  de llamarnos lesbianas-, con el fin de comprobar que nuestro procedimiento                  no se haya vuelto políticamente inútil o perjudicial.No                  obstante, si nos fijamos en el uso que se hace en los escritos                  lesbianos de la incertidumbre radical, hemos de preguntarnos si                  la limpieza general no ha ido demasiado lejos. Las autoras postmodernas                  anuncian con fervor la importancia de su postura subjetiva, no                  vayan a pensarse que aspiran a la universalidad o a la objetividad.                  Las feministas lesbianas desarrollaron su propia versión                  -al margen de la teoría postmoderna- en los boletines informativos                  de los ochenta, donde se encuentran descripciones del siguiente                  orden: "ex-hetero, clase media, obesa obsesa, fem, libra",                  etcétera; sin embargo, habitualmente estaban seguras de                  todos estos aspecto de su identidad. Elizabeth Meese nos brinda                  un ejemplo de la versión postmoderna de la incertidumbre                  radical:&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                ¿Cómo es que la lesbiana parece una sombrea -una                  sombra de/dentro la mujer, de dentro la escritura? Una forma contrastada                  en un teatro de sombras, algo amorfa, con los bordes difusos debido                  a la inclinación del campo visual, de la pantalla sobre                  la que se proyecta el espectáculo. El sujeto lesbiano no                  es todo lo que soy y está en todo lo que soy. Una sombra                  de mí misma que da fe de mi presencia. No estoy nunca de/fiera                  esta lesbiana. Y siempre dando vueltas, así y asá,                  aquí y allá. Las sombras, por no hablar del cuerpo,                  componen una compleja coreografía en nuestra lucha por                  un significado.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Los textos postmodernos sobre temas lesbianos comienzan a menudo                  con varias páginas de esta clase de reflexiones introspectivas                  sobre la identidad lesbiana de la autora. Asimismo, las académicas                  postmodernas suelen emplear los veinte primeros minutos de sus                  conferencias cuestionando su propia postura subjetiva y dejando                  poco espacio para el verdadero contenido de la charla que el público                  espera con paciencia. Posiblemente muchas lectoras lesbianas nunca                  se hayan sentido como una sombra, o complicadas en una pugna formidable                  por su significado; no obstante, los textos feministas postmodernos                  están repletos de balbuceos desesperados sobre la dificultad                  de hablar o de escribir. hay cierta angustia de artista atormentada                  que no podemos permitirnos en nuestra lucha política habitual                  quienes simplemente tratamos de expresarnos con la mayor sencillez                  y frecuencia posible. El texto de Judith Butler en Inside/Out                  comienza con una angustiada introspección sobre quién                  es ella ante una solicitud de dar una conferencia como lesbiana.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Al principio pensé escribir un ensayo distinto, en un tono                  filosófico: el "ser" de ser homosexual. Las perspectivas                  de ser algo, aun a cambio de dinero, siempre me han causado cierta                  angustia, ya que "ser&lt;br /&gt;                " lesbiana parece ir más allá del simple mandato                  de convertirme en alguien o algo que ya soy. Y decir que esto                  es "una parte" de mí no aplaca mi angustia. Escribir                  o hablar como lesbiana aparece como un aspecto paradójico                  de este "yo" ni verdadero ni falso. Es un producto,                  por regla general la respuesta a una petición de salir                  o escribir en nombre de una identidad que, una vez producida,                  actúa en ocasiones como un fantasma políticamente                  eficaz. No me siento a gusto con las "teorías lesbianas",                  las "teorías gays", ya que... las categorías                  de identidad suelen ser instrumentos de un régimen regulador...No                  quiero decir con esto que no volveré a presentarme en actos                  políticos bajo el signo de la lesbiana, sino que me gustaría                  conservar una permanente duda sobre el significado exacto de este                  signo.&lt;br /&gt;                Un texto como éste me parece preocupante desde una perspectiva                  política. en la frase inicial Butler emplea la palabra                  homosexual para referirse a ella misma, algo que una feminista                  lesbiana corriente no haría nunca. para gran parte de las                  lesbianas que se unieron a la lucha política en los sesenta,                  y que se negarían a ser incluidas junto con los varones                  gays en una misma categoría designada por una única                  palabra, el vocablo homosexual tiene una connotaciones específicamente                  masuculinas aun mayores que la palabra gay. Lo cual indica que                  Butler pertenece a las nuevas teóricas lesbianas y gays                  que han optado por abandonar una política lesbiana independiente.                  Su uso de ciertas palabras puede ayudarnos a situar a Butler dentro                  del panorama político aunque su inmensa angustia al preguntarse                  dónde situarse ella misma constituye un problema para la                  política lesbiana y para la política gay. No resulta                  ni emocionante ni sugerente enfrentarse a las muestras de incertidumbre                  radical, si bien esto no basta como crítica. Lo que hay                  que preguntar y lo que muchas feministas heterosexuales, autoras                  negras y también lesbianas, están empezando a preguntarse                  es lo siguiente: ¿Resulta políticamente útil                  plantear tantas dudas sobre la palabra lesbiana o sobre otras                  categorías políticas, como mujer o negra, cuando                  los grupos oprimidos que utilizan estas categorías de identidad                  están sólo empezando a abrir su espacio en la historia,                  la cultura y la academia?&lt;br /&gt;                Con el cuestionamiento de las posturas subjetivas los teóricos                  postmodernos pretendían obligar a los miembros de los grupos                  dominantes a reconocer su parcialidad, para que las lectoras pudieran                  reconocer más facilmente qáe determinados textos                  formaban parte de un sistema regulador. Todo esto está                  muy bien; sin embargo, no son precisamente los miembros de los                  grupos dominantes quienes han aprovechado la ocasión para                  demostrar su incertidumbre radical y no hay motivo para pensar                  que lo vayan a hacer. No son los vicerectores de las universidades                  tradicionales quienes empiezan sus conferencias con veinte minutos                  de titubeos sobre sus posturas subjetivas y su derecho a decir                  lo que van a decir. Tampoco son los académicos varones,                  heterosexuales y blancos, quienes mayoritariamente aprovechan                  esta ocasión. Al parecer son sobre todo las mujeres, las                  lesbianas y los gays, así como las minorías étnicas                  en general quienes se sienten obligadas a mostrar su incertidumbre                  radical. Mientras los regímenes reguladores conservan sus                  certezas, tal vez la mejor forma política de combatirlos                  sea mantener también nosotras algo de certeza sobre quiénes                  somos y qué estamos haciendo. Quizás la obligación                  de exhibir una actitud de incertidumbre radical coincida sencillamente                  con la dificultad habitual de los grupos oprimidos para reafirmarse                  y afianzarse frente a la maquinaria dominante productora de mitos.                  Sólo ayuda a que nos sintamos impotentes.&lt;br /&gt;                Diana Fuss dedica un capítulo entero de su libro Essentially                  Speaking a la cuestión d e la política de identidad                  de las lesbianas y de los gays. A su modo de ver las teóricas                  lesbianas han estado más comprometidas con la idea de una                  identidad esencialista que los gays.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                La teoría lesbiana actual está generalmente menos                  dispuesta a cuestionar o abandonar la idea de una "esencia                  lesbiana" junto con la política de identidad que }deriva                  de esta esencia común. Por otra parte, los teóricos                  masculinos gays han refrendado rápidamente la hipótesis                  construccionista social que proclama Foucault, uy han desarrollado                  unos análisis más escrupulosos referentes a la construcción                  histórica de las sexualidades.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                He aquí una auténtica sorpresa para las lectoras                  feministas lesbianas. Y es que nuestra experiencia nos indica                  lo contrario. En mi trayectoria como docente ha podido constatar                  a menudo que la idea de la homosexualidad masculina como construcción                  social constituye una anatema para algunos alumnos gays y resulta                  difícil de aceptar para la mayoría . En cambio,                  no es el caso de las lesbianas. A fin de cuentas muchas de ellas                  han elegido amar a otras mujeres por razones políticas,                  a menudo tras pasar media vida como esposas y madres y sin siquiera                  imaginarse la posibilidad de sentirse atraídas por las                  mujeres. Muy pocos varones gays comparten esta experiencia. Difícilmente                  dirán que su preferencia sexual tiene motivos políticos                  y que es consecuencia de una elección consciente de renunciar                  a las mujeres o a la heterosexualidad. Tal vez Fuss quiera decir                  que las autoras lesbianas no han promocionado la idea de la construcción                  social, aunque muchas lesbianas la hayan aceptado a nivel vital.                  pero esta afirmación tampoco parece muy razonable. Existe                  una abundante bibliografía referida al lesbianismo político                  y a la idea de la heterosexualidad como institución política                  sobre la que se fundamenta la opresión de las mujeres.                  Sin embargo, a excepción de algunas alusiones a Adrienne                  Rich, Fuss hace caso omiso a estos textos. Tal vez no los conozca,                  aunque gran parte se utilice actualmente en los cursos de los                  estudios de las mujeres. Según Fuss, las lesbianas suscriben                  el esencialismo con mayor entusiasmo que los varones gays debido                  a que las mujeres estamos más marginadas, y la certeza                  de una identidad esencialista tiene mayor importancia para nuestra                  seguridad. Lo cual es lo qcontrario de la pregunta que de verdad                  sería interesante plantear, a saber, por qué los                  varones gays, con mucha menos necesidad de una identidad esencialista                  en cuanto a su seguridad, las suscriben con mayor tenacidad.&lt;br /&gt;                De acuerdo con Fuss y otras teóricas lesbianas y gays postmodernas,                  Foucault descubrió para el mundo la construcción                  social de la sexualidad. Y concretamente nos reveló que                  las identidades sexuales se viven de distintas maneras en distintas                  épocas históricas. Fuss cree que el hecho de que                  hubiera "escasos análisis foucaultianos en torno a                  las sexualidad lesbiana, a diferencia de los copiosos estudios                  sobre el sujeto gay masculino", podría ser debido                  a la mayor necesidad de las lesbianas de profesar un esencialismo                  político. Una afirmación verdaderamente sorprendente.                  Al margen de lo inexacto que resulta atribuir el esencialismo                  a la teoría lesbiana, existe otro problema más.                  ¿Por qué deberían practicar las lesbianas                  un análisis foucaultiano? Por qué, para describir                  su experiencia, deberían valerse de la obra de un varón                  gay que en su teoría no tuvo en cuenta a las mujeres, ni                  mucho menos a las lesbianas, y cuyos hallazgos estuvieron además                  precedidos por el feminismo lesbiano? Algunas feministas lesbianas                  -notablemente Lillian Faderman- han realizado su propio trabajo                  magnífico e innovador sobre las formas cambiantes y la                  evolución del amor entre mujeres a lo largo de la historia.                  No obstante, Fuss no menciona a Faderman.&lt;br /&gt;                ¿Cómo consigue ignorar el feminismo lesbiano y pensar                  que las lesbianas no podrán producir un corpus teórico                  sin pugnar por ajustarse a los conceptos inapropiados de un varón                  gay? Debe de ser porque Fuss no parte de la teoría lesbiana                  ni del feminismo lesbiano. No comprende que la teoría gay                  masculina nunca podrá abarcar el lesbianismo por completo.                  Al hablar de la importancia de las teorías construccionistas                  sociales sobre la identidad lesbiana y gay, por ehenoki, sugiere                  que éstas contribuirán a la teorización de                  las diferencias existentes entre las lesbianas y los varones gays,                  si bien estas diferencias no le parecen importantes:&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                ...las teorías sociales nos permiten trazar una importante                  distinción entre los varones gays y las lesbianas, dos                  grupos que la investigación sobre las minorías sexuales                  aglutina a menudo (con un importante sesgo respecto del sujeto                  gay masculino), aunque, de hecho, no se construyen exactamente                  de la misma manera.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Podríamos ir un poco más lejos diciendo que las                  lesbianas y los gays se construyeron en realidad de manera harto                  diferente; sin embargo Fuss, con su enfoque consecuentemente lesbiano                  y gay, opta por mostrarse más suave y cautelosa. Si tenemos                  en cuenta que las teóricas y los teóricos del postmodernismo                  se consideran campeones de la atención a la "diferencia",                  resulta interesante observar que en algunas ocasiones se muestren                  tan tímidos a la hora de constatar estas diferencias políticamente                  construidas entre hombres y mujeres. Fuss parte de la teoría                  gay masculina y de los varones postmodernos en general. y mientras                  que no cita a Faderman, su bibliografía lista diecinueve                  títulos de Derrida.&lt;br /&gt;                La obra de este filósofo parece haber conmovido profundamente                  a algunas teóricas lesbianas y feministas, en lo referente                  al esencialismo. Fuss menciona sus "recientes esfuerzo por                  reconstruir la "esencia". Obviamente la palabra esencialismo                  no se emplea en estos escritos postmodenros con un sentido tradicional.                  Muchas detractoras de la teoría feminista radical la acusan                  -sin apenas pruebas- de ser esencialista en el sentido tradicional                  del determinismo biológico. A las activistas antipornografía,                  por ejemplo, se les acusa de sostener que la sexualidad masculina                  y la femenina son esencialmente diferentes. Pero Fuss no emplea                  la palabra en el mismo sentido. Al igual que otras teóricas                  postmodernas, tiende a usarla para denotar toda política                  que se apoya en algún concepto de identidad, construida                  o no construida, así como toda política que confía                  en cierta afinidad entre las personas de una determinada clase,                  sobre la cual es posible construir una teoría o una acción                  política. Este concepto de esencialismo se dirige a menudo                  contra cualquier sugerencia o intento de acción política                  de manera qu8e algunas feministas y otras activistas han llegado                  a la conclusión de que la palabra es simplemente una manera                  de tildar de vulgar la acción política. Posiblemente                  los postmodernos hayan cometido u verbicidio con esta palabra,                  que ya no podrá utilizarse de manera productiva.&lt;br /&gt;                Los conflictos de las teóricas como Butler y Fuss, respecto                  a los conceptos de género, identidad y sencilla, tienen                  su origen en la obra de sus autoridades masculina. Estas lesbianas                  no tienen sus raíces teóricas dentro de la política                  lesbiana o feminista, sino que tratan de construir una política                  lesbiana y gay unificada, apoyada en la teoría gay masculina.                  desaprueban la política feminista lesbiana si es que la                  mencionan- por no estar a la altura de sus maestros postmodernos                  y pugnan por encajar la política lesbiana en las teorías                  de los postmodernos gays sin solución de continuidad. Entretanto                  las teóricas feministas lesbianas se hallan complicadas                  en una extraña función de teatro de sombras, tratando                  de refutar la intrusión de una teoría a todas luces                  inapropiada en el escenario, sin conocer sus orígenes.                  Pocas hemos leído los diecinueve textos de Derrida y la                  mayoría no tenemos ganas de hacerlo, aunque nos vemos obligadas                  a contestar a las preguntas que plantean sus seguidoras.&lt;br /&gt;                Por mi parte, afirmó que las teóricas postmodernas,                  por atrevidas que se crean, simplemente aplican una mano de barniz                  intelectual sobre las viejas teorías del liberalismo y                  del individualismo. El caso de la pornografía es un buen                  ejemplo de las consecuencias que el contacto con la teoría                  postmoderna pueda tener sobre un sencillo análisis político.                  Kobena Mercer formaba parte del Grupo de Gays negros de Londres                  y en la actualidad imparte clases de historia del arte en la Universidad                  de California en Santa Cruz. Durante su vinculación al                  Grupo de Gays Negros utilizaba los hallazgos de las activistas                  feministas antipornografía para criticar la obra del fotógrafo                  gay blanco norteamericano Robert Mapplethorpe. Gran parte del                  trabajo de Mapplethorpe gira en torno a los desnudos de varones                  negros. Según la interpretación de Mercer. la fotografía                  Hombre con traje de poliéster - que muestra "el perfíl                  de un varón negro con la cabeza seccionada o "decapitado",                  por decirlo así, sacándose el pene hinchado de la                  bragueta de sus calzoncillos" perpetua "el estereotipo                  racista, según el cual el hombre negro no es esencialmente                  más que su pene". En opinión de Mercer, las                  fotografías perpetuaban el "fetichismo racial",                  una "idealización estética de la diferencia                  racial que simplemente invierte el eje binario del discurso colonial".                  Más tarde -nos dice Mercer-, y a raíz de su contacto                  con la teoría post estructuralista, descubrió las                  interpretaciones contradictoras de la obra de Maplethorpe. Su                  posición actual en la academia hace difícil mantener                  posturas que podrían considerarse toscamente políticas.                  Gracias a las ideas de los estudios culturales postmodernas descubrió                  que:&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                La multitud de interpretaciones contradictorias sobre la valía                  de la obra de Mapplethorpe significaría que el texto no                  tiene un significado único, singular e inequívoco,                  sino que se presta a un sinfín de interpretaciones encontradas.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Mercer decide que el argumento de "la muerte del autor"                  que esgrime la teoría postmoderna convierte en "incontestable"                  la pregunta de si los desnudos de los varones negros de Mapplethorpe                  "reafirman o socavan los mitos racistas en torno a la sexualidad                  de los negros". Ahora cuestiona su propia postura subjetiva                  al contemplar las fotografías, y se pregunta si su "rabia                  se confundía además con sentimientos de celos, rivalidad                  o envidia", siendo "la rabia y la envidia" consecuencia                  de su "identificación tanto con el objeto como con                  el sujeto de la mirada". Esta clase de crítica de                  la cultura se apoya en el individuo. Sólo se trata de una                  opinión, y las opiniones son muchas y variadas. "Una                  gran parte depende de la lectora o del lector y de la identidad                  social que aporta al texto". Mercer se ha convertido a la                  incertidumbre radical y se deshace en excusas sobre su postura                  anterior claramente antirracista, tal cual, como hemos visto en                  este libro, lo han hecho muchas lesbianas con su embarazoso feminismo                  de antaño.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Otro ejemplo de la pérdida del significado político                  que provoca la jerga postmoderna es la sinopsis de un ciclo de                  conferencias titulado "Las fuerzas del deseo", presentada                  en el prestigioso centro de Investigación de Humanidades                  de la Universidad Nacional Australiana de Canberra en junio de                  1993.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Los principales temas serán la revisión de la sexualidad                  sin la preponderancia de un modelo maestro y de la estructuración                  y reestructuración del deseo. Se invita a los conferenciantes                  a abordar una serie de temas como pueden ser los siguiente: las                  múltiples sexualidades como prácticas y estilos                  de vida, al margen de los modelos dominantes con su énfasis                  en la sexualidad reproductiva; el coste que supone sostener estos                  modelos; la multiplicidad de la sexualidad -masoquismo, sadismo,                  perversiones, heterosexualidades, sexualidades gays, la sexualidad                  como normativa y las posibilidades y los cometidos de la resistencia                  contra estas normas y su transformación; el saber como                  parte integrante de las prácticas sexuales: la erótica                  de la producción del saber, el deseo por el saber; la interacción                  entre sexualidad, saber, poder y violencia.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Las lectoras lesbianas se preguntarán dónde tiene                  cabida su propio análisis. De hecho no se las menciona.                  Parecen haber desaparecido dentro de las "sexualidades gays".                  ¿Cuántas de estas sexualidades existen? La lista                  de las sexualidades múltiples está encabezada por                  el masoquismo y el sadismo, y e4n ningún lugar hace referencia                  a un modelo específicamente igualitario. La crítica                  feminista lesbiana de la heterosexualidad como institución                  no parece ser bien recibida, ya que este "modelo" sólo                  parece como "heterosexualidades", forma plural que desaconseja                  de alguna manera un análisis de esta índole. Las                  eses finales de la forma plural han aparecido en toda clase de                  contextos cosa nada sorprendente en un enfoque postmoderno, ansioso                  por abarcar todas las eventualidades con formas plurales, que                  acaban excluyendo a lesbianas y feministas, junto con gran parte                  de lo que podríamos llamar un análisis político.                  En nombre de la "diferencia" todo ha sido homogeneizado.                  Siempre me pregunto cómo se deciden los singulares y los                  plurales. Por ejemplo: masoquismo, sadismo, deseo y poder aparecen                  en singular, pero todo lo demás en plural. No cabe duda                  de que aquí intervine una determinada política,                  tal vez incluso un "modelo maestro". Por mi parte sospecho                  que se trata de la política sexual libertaria hacia las                  minorías sexuales que representa la política dominante                  de los varones gays actuales. Tal vez las "sexualidades gays"                  impliquen la inclusión de la pedofilia, del transexualismo,                  etc., todo ello equiparable al "lesbianismo" -si es                  que éste ha de tener alguna cabida. No aparece ninguna                  feminista radical o revolucionaria en la lista de las becadas                  o conferenciantes. Sin embargo, en ella figuran Gayle Rubin. defensora                  del sadomasoquismo lesbiano y del transexualismo lesbiano buthc;                  Jeffrey Weeks historiador gay foucaultiano; Carol Vance, una destacada                  teórica libertaria de los estudios lesbianos y gays; así                  como Cindy Patton, a la que encontramos en el capítulo                  2 quejándose del papel crucial que las feministas otorgan                  al tema de los abusos sexuales. Debe de ser difícil para                  las sadomasoquistas y habitantes de los "márgenes                  sexuales", como Rubin, mantener su imagen temeraria cuando                  reciben invitaciones y ayudas económicas procedentes de                  estas prestigiosas instituciones.&lt;br /&gt;                La teoría lesbiana y gay postmoderna logra que quienes                  no quieren más que utilizar las herramientas y la parafernalia                  del sexismo y del racismo, se sientan no sólo en su derecho,                  sino además revolucionarios. Los Juegos de roles lesbianos,                  el sadomasoquismo, la masculinidad del varón gay, el travestismo                  (drag), el mimetismo de Madonna, su utilización de los                  varones negros y de la iconografía negra, los estereotipos                  sexuales racistas de Mapplethorpe: de todo esto puede extraerse                  todo el placer y el provecho del sistema de la supremacía                  masculina, en el que el sexo es y no podrá ser nada más                  que desigualdad de poder . Entonces, disfrutar del statu quo se                  denomina "parodia", para que los intelectuales alarmados                  por su propia excitación puedan sentirla tranquilamente.                  A las teóricas lesbianas y gays postmodernas que no quieran                  conseguir su placer de esta manera, las ideas de la incertidumbre                  radical, de la naturaleza utópica o esencialista de todo                  proyecto de cambio social, les proporcionan el soporte teórico                  de un liberalismo y de un individualismo caballeroso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-3470351056332236561?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/3470351056332236561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=3470351056332236561' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/3470351056332236561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/3470351056332236561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/09/retorno-al-genero-el-postmodernismo-y.html' title=''/><author><name>Patriarkill ♀</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11887354474319378804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://www.anarcha.org/pix/prop/women_free.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-7336475047269846129</id><published>2007-09-24T09:10:00.000-07:00</published><updated>2007-10-31T21:49:25.441-07:00</updated><title type='text'>NÃO HÁ CAPITALISMO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/RvfmBumfHeI/AAAAAAAAA1s/DbB61UusI1A/s1600-h/029-006.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113808819266199010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/RvfmBumfHeI/AAAAAAAAA1s/DbB61UusI1A/s400/029-006.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem racismo, machismo e homofobia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,51,102)"&gt;1969 é o ano que marca o surgimento das paradas gays e lésbicas, que hoje se realizam pelo mundo todo. Cansados da repressão policial, do preconceito e da violência, os homossexuais enfrentaram com a polícia numa batalha campal que durou dias. Retomar essa história é importante para entender que as Paradas do Orgulho Gay têm um origem na luta pelos nossos direitos e contra o preconceito que enfrentamos na sociedade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,51,102)"&gt;É preciso entender que o preconceito e a opressão são peças fundamentas da sociedade em que vivemos. A desigualdade social, fruto da exploração, beneficia uns poucos enquanto joga a maioria numa condição de penúria. Para perpetuar essa situação. A divisão e o ódio mútuo entre os “de baixo” são imprescindíveis. Assim os preconceitos se difundem com o apoio, explícito ou não, daqueles que detém o poder, seja econômico, político ou ideológico. A Luta contra o racismo, o machismo e a homofobia deve andar lado-alado. Temos claro que a sociedade que precisamos não atende aos interesses dos que lucram com a homofobia. Assim, além de lutarmos ao lado de negros e negras, mulheres e outros setores oprimidos, precisamos nos somar também Às lutas dos trabalhadores contra a classe dominante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,51,102)"&gt;Hoje, contudo, nos deparamos cada bem mais com paradas despolitizadas, que nada têm a ver com a origem do movimento. Isso não acontece por acaso. &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Presos à lógica do neoliberalismo, o preconceito se tornou um mercado milionário ligado à caríssimas casas noturnas. Ao turismo e às mercadorias voltadas para o público gay. A opressão que sofremos virou uma indústria na qual uns poucos lucram muito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,51,102)"&gt;Por outro lado, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;o próprio movimento GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros) está cada vez mais institucionalizado, ocupando espaços em Secretarias de governo e lucrando alto com projetos assistencialistas financiados com o dinheiro público e privado. &lt;/span&gt;Como resultado, se atrelam àqueles que deveriam combater e pressionar e não podem mias dar o caráter combativo e politizado que o movimento já teve no passado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(102,51,102)"&gt;Mais do que isso, se afastam das bases do movimento, sendo sugados pelo conforto e prestígio dos espaços restritos que ocupam, e propagandeiam progressos e avanços em nossas lutas enquanto que seguimos sofrendo com a falta de respeito, o preconceito e a violência no dia-a-dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,51,102)"&gt;O movimento se encontra diante de uma encruzilhada: seguir o caminho atual, de atrelamento à origem vigente, perdendo a autonomia frente aos empresários dos guetos gays e governos, e em especial ao governo Lula – cuja base aliada é composta por setores fundamentalistas como o PL ligado à Igreja Universal do Reino de Deus -; ou retomar ás suas origens, travando uma luta consciente por mais direitos, contra o preconceito, e no caminho da unidade com outros setores oprimidos e explorados de nossa sociedade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,51,102)"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O que os setores majoritários do movimento GLBT se recusam a ver e que nem todos são nossos aliados na luta contra a homofobia.&lt;/span&gt; Os donos da milionária “indústria cor-de-rosa”, hoje, arrancam seus lucros exatamente da manutenção do preconceito e da violência que sofremos, e geralmente, nos impedem se sermos quem somos publicamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,51,102)"&gt;Transformando os espaços que conquistamos, com muita luta, em caríssimos “guetos privados”, acessíveis quase que exclusivamente àqueles que têm dinheiro para freqüentá-los ou representando-nos de formas totalmente fantasiosa nos meios de comunicação, estes senhores &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;nada mais fazem do que investir na asquerosa versão neoliberal do já batido conceito de “cidadania”: o direito de consumir e virar mercadoria.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,51,102)"&gt;Enquanto isso, nossa verdadeira luta é secundarizada, ou limitada às Paradas ou outros eventos, que, também mercantilizados, servem cada vez mais ou menos como momentos de mobilização e luta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,51,102)"&gt;É preciso que os sindicatos pautem o problema da opressão nos locais de trabalho, que se somem às Paradas (até mesmo para mudar o seu atual caráter), que denunciem &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;o jogo hipócrita de Lula, que agrada a maioria das ONG’s com suas migalhas financeiras enquanto segue se apoiando nos mais reacionários partidos políticos, e em centrais pelegas como CUT e Força Sindical, para implementar reformas como a da previdência e gasta milhões para receber seus novos “companheiros”, facistas e homofóbicos, como Bush e Bento 16.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[texto desenvolvido por grupo de trabalho Mulheres e Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais da coordenação nacional de lutas]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-7336475047269846129?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/7336475047269846129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=7336475047269846129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/7336475047269846129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/7336475047269846129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/09/no-h-capitalismo.html' title='NÃO HÁ CAPITALISMO'/><author><name>Patriarkill ♀</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11887354474319378804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://www.anarcha.org/pix/prop/women_free.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/RvfmBumfHeI/AAAAAAAAA1s/DbB61UusI1A/s72-c/029-006.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-3726393656051910768</id><published>2007-08-19T01:32:00.000-07:00</published><updated>2007-08-19T01:38:04.926-07:00</updated><title type='text'>Querido diário,</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_sWelNBfG6SA/RsgBMa39PVI/AAAAAAAAABc/WzedpPaBAY4/s1600-h/ps141.JPG"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);font-size:180%;" &gt;Quando iniciei meu ativismo anti-assimilacionista mantive um foco social, demandando uma recusa homossexual de instituições bases que formam a característica capitalista do grande estado. Com o passar do tempo fui me focando em sua expressão mais pessoal e o seu agente característico geral: o macho.&lt;/span&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_sWelNBfG6SA/RsgBMa39PVI/AAAAAAAAABc/WzedpPaBAY4/s400/ps141.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100327890881166674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-3726393656051910768?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/3726393656051910768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=3726393656051910768' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/3726393656051910768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/3726393656051910768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/08/querido-dirio.html' title='Querido diário,'/><author><name>Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17555804026776399424</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_sWelNBfG6SA/RsgBMa39PVI/AAAAAAAAABc/WzedpPaBAY4/s72-c/ps141.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-1020796180828636998</id><published>2007-08-19T01:31:00.000-07:00</published><updated>2007-08-19T01:38:27.185-07:00</updated><title type='text'>tudo o que voce queria saber sobre como ser livre, mas nao sabia como perguntar</title><content type='html'>sobre o casamento&lt;br /&gt;ja que alguns textos foram apagados, o q é o casamento? como pode ser ruim?&lt;br /&gt;a união civil é um presente do iluminismo junto com a propriedade privada, nasceram junt=s. o casamento é a prática do dominio regulamentado. quando era um exercicio de força voltado exclusivamente contra as mulheres, um grupo historicamente sem poder, servia para reinforçar a hierarquia familiar, ilustrar a posse dos filhos e cimentar o privilégio economico dos homens, já q nao passa de uma instituição voltada para a concentração de renda... assim o dinheiro é transferido de um homem(pai) para outro homem(filho) atraves de uma mulher(mae). agora que sua base esta sendo ampliada para incluir o grupo d=s homossexuais é particularmente perigoso pq:&lt;br /&gt;- abre espaço para o preconceito e ódio já q se cria uma nova classe. Aquel=s que abdicam da "promiscuidade" tão marcante no universo homo(principalmente masculino) e aqueles que recusam sua premissa. Voce já ve em todo lugar as gays afobadas pela entrada na comunidade moral denunciando a "vulgaridade" vápida do mundo homo e seus eventos. Não acho radical tb fazer sexo com estranhos, nao acho q a resposta seja essa contra a monogamia patriarcal, mas com certeza algo mais fluido sem a necessidade da sanção estatal.&lt;br /&gt;- um supra-foco das ongs na uniao civil cria a ilusão para jovens homos crescendo agora que está é a unica forma possivel de se encontrar felicidade relacional. Numa sociedade em que já são bombardead=s com a propaganda genocida hetero, acho bem importante a valorização de espaços de expressão livre sexual.&lt;br /&gt;- filtra toda a pulsão transgressora gay para um unico evento, o q vai definitivamente causar mais mal do q bem futuramente. já tem as gays fãs do liberalismo, sempre tão rosamente indiferentes à qq outra exclusão q não seja a SUA, clamando o casamento como a ultima fronteira de direito. e óbvio q nao é, alias, enquanto tem homos sendo assassinad=s simplesmente por serem homos, acho bem ofensiva a propria ideia de defender algo tão ridiculamente local e elitista qto o casamento.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e nao precisa ir tão longe para ver o q estão fazendo. pq sempre falam para lutar pelo casamento, sugerindo q esta causa nos une, e nao pela moradia, contra brutalidade policial e cobertura médica universal de qualidade? qdo falam em *acesso à planos de saude* é sempre na gloria racista e elitista del=s q é na forma de comunhão entre parceir=s. pq nao lutar pra todo mundo receber isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sobre gays vs negr=s vs trans vs feminismo&lt;br /&gt;um choque bem comum no ativismo gay é o seu carater quase exclusivamente branco e a suposição de que homens homos brancos desfrutam de um privilégio maior que gays negros(o q nao é mentira), o q leva até a aceitação de uma homofobia da parte da comunidade negra. primeiro q eu acho que estão absolutamente cert=s em desconfiar de qq ong boiola branca pelos direitos iguais, pq pregam uma politica extremamente excluente, lendo aqui o casamento como significador de classe. negr=s nunca foram representad=s pelas organizacoes que clamam ajuda-los simplesmente pq na sua sede por aceitação moral elas se desdobram em passar uma imagem de um grupo homossexual livre de qualquer outra mazela social que nao a exclusão por direito. nao tem racismo, nao tem pobre, nao tem mulher, nao tem nada. só o nosso poder de compra.&lt;br /&gt;mas obvio lembrar de que existem homos de cor, então qq aceitação de uma hostilidade maior com a expressão gay dentro desse grupo é um tiro no pé.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a questão do feminismo dentro do ativismo homo é conflituosa tb. principalmente por ser uma coleção de ongs e intervenções basicamente controladas por homens gays, não são exatamente simpáticas às demandas das garotas. a pornografia, a bondage e outras expressões de ódio consagradas pelo uso passaram a ditar a expressão gay macha e são lutas intrisicas à premissa feminista do fim da guerra masculina contra tod=s q não se assemelham à sua imagem. feminista sheila jeffreys culpa o advento da politicagem liberal queer pela morte do ativismo lésbico, já q agora grande parte delas assimilaram o estilo de vida do homem gay(é só ver o tanto de garotinha babando por aquela Shane do L World, uma misógina que trata outras mulheres como coisas). Eu tb vejo um grande perigo no queer basicamente por matar a transgressão e ressignificação de módulos sociais, pregando um grande *gozo* generista e de personalidade, expressões bastante elitistas já q nao apresentam uma resposta maior para a libertação de um grupo, mas sim pequenas ações em q pessoas aprendem a lidar com suas condições de forma individual.   &lt;br /&gt;um choque ainda maior, talvez o maior de todos?, é o conflito entre uma parcela das mulheres(e homens) que se identificam como feministas com a politicagem trans. Bom, a *batalha* já teve seus altos e baixos, sendo mais presente nos anos 70 no auge do feminismo radical(com a publicação de the transexual empire) até o silencio imposto pela chegada do feminismo liberal dos anos 90 e a panfletagem queer egoistica.(Existem ainda hoje festivais feministas com politica de barrar transsexuais, os identificando como agentes infiltrados patriarcais.) Longe de uma caça às bruxas contra transsexuais é mais um inquérito sobre como funciona exatemente a apropriação de um genero estranho, por qualquer motivo q seja, e como dominancia masculina entre nisso tudo. Ainda mais quando experiencia corporal feminina foi historicamente criminalizada e ridicularizada por homens. Eu particularmente apoio qq ação para o estabelecimento do grupo trans como viavel na sociedade, oferecendo formas mais rápidas de por exemplo ocorrer a troca de nome, ja q muitas vezes com um nome de homem ou mulher ainda na carteira de trabalho nao conseguem emprego obrigando-=s à uma vida marginalizada. Mas nao vejo nada exatamente de transgressor tb nem libertario, pq numa sociedade realmente sem genero isso nao iria existir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-1020796180828636998?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/1020796180828636998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=1020796180828636998' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/1020796180828636998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/1020796180828636998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/08/tudo-o-que-voce-queria-sobre-como-ser.html' title='tudo o que voce queria saber sobre como ser livre, mas nao sabia como perguntar'/><author><name>Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17555804026776399424</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-6835397996573960567</id><published>2007-08-05T20:35:00.000-07:00</published><updated>2007-08-05T20:39:57.408-07:00</updated><title type='text'>SMASH CAPITALISM!!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/RraX1vvwBAI/AAAAAAAAAuo/i4ccGY7_lok/s1600-h/CIMG0466.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/RraX1vvwBAI/AAAAAAAAAuo/i4ccGY7_lok/s400/CIMG0466.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095426978021901314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esmague o capitalismo com um amasso capitalista =] (são duas garotas na foto clique para ampliar)&lt;br /&gt;intervenção urbana em curitiba, cuja autoria não sei, estão de parabéns.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-6835397996573960567?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/6835397996573960567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=6835397996573960567' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/6835397996573960567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/6835397996573960567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/08/smash-capitalism.html' title='SMASH CAPITALISM!!'/><author><name>Patriarkill ♀</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11887354474319378804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://www.anarcha.org/pix/prop/women_free.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/RraX1vvwBAI/AAAAAAAAAuo/i4ccGY7_lok/s72-c/CIMG0466.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-6034546992430674273</id><published>2007-07-26T00:30:00.001-07:00</published><updated>2007-07-26T01:08:37.074-07:00</updated><title type='text'>delírios fascixxxtas da omissão chique I</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_sWelNBfG6SA/RqhOCeM2ppI/AAAAAAAAABU/rq6DFVfaz4E/s1600-h/OMISSAOCHIQUE.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_sWelNBfG6SA/RqhOCeM2ppI/AAAAAAAAABU/rq6DFVfaz4E/s400/OMISSAOCHIQUE.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091405183116027538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;se liga naquele la&lt;br /&gt;ele ta com umas nóia meio desconstrucionistas&lt;br /&gt;ja pegou o bonde do generismo&lt;br /&gt;vai descer na estação foucault&lt;br /&gt;ouviu falar q o poder nao é fixo&lt;br /&gt;flutua entre os agentes voluntarios&lt;br /&gt;ele virou queer&lt;br /&gt;gay ta mto marcado&lt;br /&gt;essa ansia consumista ele rejeita&lt;br /&gt;acha q futilidade é discurso estragado&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;ta com bandinha de roque&lt;br /&gt;parou de comer carne&lt;br /&gt;pornografia?&lt;br /&gt;ta ai, uma boa arma contra a igreja&lt;br /&gt;ele ninguem pode parar&lt;br /&gt;rejeitou todos os limites&lt;br /&gt;acredito de novo nos homens&lt;br /&gt;ainda bem q nao durou mto aquela sensacao&lt;br /&gt;de só ver coisas ruins nos outros&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-6034546992430674273?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/6034546992430674273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=6034546992430674273' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/6034546992430674273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/6034546992430674273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/07/delrios-fascixxxtas-da-omisso-chique-i.html' title='delírios fascixxxtas da omissão chique I'/><author><name>Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17555804026776399424</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_sWelNBfG6SA/RqhOCeM2ppI/AAAAAAAAABU/rq6DFVfaz4E/s72-c/OMISSAOCHIQUE.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-5397039214165138424</id><published>2007-06-15T21:19:00.000-07:00</published><updated>2007-06-15T21:23:55.406-07:00</updated><title type='text'>QUEERS REACIONARIOS</title><content type='html'>http://www.orkut.com/CommTopics.aspx?cmm=149720&amp;amp;q=assimilacao&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;fui a comunidade queercore inicialmente com a esperança de encontrar entusiastas com a destruição do capital e formas opressivas estatais de controle de nossas sexualidades, infelizmente não foi o que eu encontrei. Não só apagaram minha convocatoria para o ato na parada gay como até a discussão inicial sobre a necessidade de questionar a direção do movimento pelos direitos iguais e suas táticas, aniquilindo qualquer voz de dissindência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;feminista sheila jeffreys é critica da politicagem queer por considerar uma forma de impor a agenda do homem gay(com a mutilacao, pornografia e consumo) em cima de outros grupos atribuindo a isso a quase extinção do ativismo lesbico feminista já que o rapazes nunca foram simpaticos com suas demandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu enxergo como uma forma de emulação do imaginario esquerdista punk-hetero e nao foram poucas vezes em que me deparei com mensagens de queers se referindo à desilusão de serem representados midiaticamente por gays efeminados e seus maneirismos, revelando uma homofobia perturbadora. na real, o que acontece é que lhes sao pedidos uma forma peculiar de renuncia para adentrar o universo hardcore. Da mesma forma em que os assimilacionistas renunciam a promiscuidade de seus iguais para a entrada na comunidade moral, é esperado dos queers ansiosos um processo semelhante... só que focado nos signos da feminilidade. E isso ao meu ver, é o lado mais cruel da assimilaçao. É sempre às custas de alguém.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje aprendi a valorizar as expressoes da homossexualidade em todas as suas formas, e se bobear ate mais no viadinho passivo cabeça-de-vento do que o vegan apologista, por considerar mais desafiante ao status quo falocrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que realmente não precisamos é um tipo de omissão idealizada, onde a pratica homossexual nunca é positivamente assertada fora dos modelos previamente acertados com companheiros ht do róque. Onde é cobrada a visibilidade atraves de beijaços apenas em centros de consumo enquanto nos assassinatos nas praças centrais a culpa seja relocada nas vítimas por não se comportarem 'adequadamente', e por isso me refiro de forma máscula. Precisamos de um movimento consciente e questionador de todas as suas práticas normativas e não a busca de subterfugios nas politicas de faça-voce-mesm+ nos porões onde experimentam a real 'inclusão' com seus semelhantes heteros da classe media igualmente entediados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-5397039214165138424?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/5397039214165138424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=5397039214165138424' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/5397039214165138424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/5397039214165138424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/06/queers-reacionarios.html' title='QUEERS REACIONARIOS'/><author><name>Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17555804026776399424</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-7980436283897329284</id><published>2007-05-08T21:08:00.000-07:00</published><updated>2007-05-08T21:10:16.561-07:00</updated><title type='text'>Genitalização e Economia da Libido no Capital Monogâmico Patriarcal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/RkFJVeNSdaI/AAAAAAAAAnk/mnJnlrS7G4s/s1600-h/028-008.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/RkFJVeNSdaI/AAAAAAAAAnk/mnJnlrS7G4s/s320/028-008.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062408089376028066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A organização da sexualidade reflete as características básicas do pincípio de desempenho e sua organização social. Freud destaca o aspecto da centralização. É especialmente eficaz na ´unificação´ dos vários objetos dos instintos parciais num único objeto libidinal do sexo oposto e no estabelecimento da supremacia genital. Em ambos os casos, o processo unificador é repressivo - quer dizer, os instintos parciais não evoluem livremente para um estágio ´superior´ de gratificação que preserve seus objetivos, mas são isolados e reduzidos a funções subalternas. Esse processo realiza a dessexualização socialmente necessária do corpo: a libido passa a se concentrar numa única parte do corpo, deixando o resto livre para ser usado como instrumento de trabalho. A redução temporal da libido é suplementada, pois, pela sua redução espacial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, as modificações e deflexões de energia instintiva necessárias à perpetuação da família patriarcal-monogâmica, ou a uma divisão hierárquica do trabalho, ou ao controle público da existência privada do individuo, são exemplos de mais-repressão concernente às instituições de um determinado tipo de realidade. Elas são somadas às restrições básicas [filogenéticas] dos instintos que marcam a evolução do homem do animal humano para o animal sapiens. O poder de restringir e orientar os impulsos instintivos, de transformar as necessidades biológicas em necessidades de desejos individuais, em vez de reduzir, aumentar a gratificação: a ´mediatização´ da natureza, a ruptura de sua compulsão, é a forma humana do princípio de prazer. Tais restrições dos instintos podem ter sido primeiro impostas pela carência e pela prolongada dependência do animal humano, mas tornaram-se depois um privilégio e uma distinção do homem, que o habilitaram a transformar a necessidade cega de satisfação de uma carência numa gratificação desejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Originalmente, o instinto do sexo não tem limitações extrínsecas, temporais e espaciais, ao seu sujeito e objeto: a sexualidade é, por natureza, &lt;i&gt;polimorficamente perversa&lt;/i&gt;. A organização social do instinto sexual &lt;i&gt;interdita como poerversões&lt;/i&gt; praticamente todas as manifestações que não servem ou preparam a função procriadora. Sem as mais severas restrições, neutralizariam a sublimação de que depende o desenvolvimento da cultura. Segundo Fenichel, "os esforços pré-genitais são objeto de sublimação" e a primazia genital é seu "pré requisito". A Freud deu o que pensar porque o tabu sobre as perversões é sustentado com uma tão extraordinária rigidez. E concluiu que ninguém pode esquecer que as perversões são não só e meramente detestáveis, mas também algo monstruoso e terrível - "como se exercessem uma influência sedutora; como se, no fundo, uma secreta inveja dos que as desfrutam tivesse que ser estrangulada". As perversões parecem fazer uma &lt;i&gt;promesse de bonheur&lt;/i&gt; maior do que a da sexualidade "normal". Qual é a origem dessa promessa? Freud salientou o caráter "exclusivo" dos desvios da normalidade, sua rejeição do ato sexual de procriação. Assim as perversões expressam a rebelião contra a subjugação da sexualidade à ordem de procriação e contra as instituições que garantem essa ordem. A teoria psicanalítica vê nas práticas que excluem ou impedem a procriação uma oposição à continuidade da cadeia de reprodução e, por conseguinte, da dominação paterna - uma tentativa para impedir o "reaparecimento do pai". As perversões parecem rejeitar a escravização total do ego do prazer pelo ego da realidade. Proclamando a liberdade instintiva num mundo de repressão, caracterizam-se frequentemente por uma forte rejeição do sentimento de culpa que acompanha a repressão sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Herbert Marcuse, Eros e Civilização)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-7980436283897329284?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/7980436283897329284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=7980436283897329284' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/7980436283897329284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/7980436283897329284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/05/genitalizao-e-economia-da-libido-no.html' title='Genitalização e Economia da Libido no Capital Monogâmico Patriarcal'/><author><name>Patriarkill ♀</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11887354474319378804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://www.anarcha.org/pix/prop/women_free.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_AqUoHyH9oLw/RkFJVeNSdaI/AAAAAAAAAnk/mnJnlrS7G4s/s72-c/028-008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-6859640411127912575</id><published>2007-05-08T19:53:00.000-07:00</published><updated>2007-05-08T20:44:46.769-07:00</updated><title type='text'>Lista dos direitos aos quais os casais gays não têm acesso:</title><content type='html'>&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;1- Não podem casar;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;2- Não têm reconhecido a união estável;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;3- Não adotam sobrenome do parceiro;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;4- Não podem somar renda para aprovar financiamentos;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;5- Não somam renda para alugar imóvel;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;6- Não inscrevem parceiros como dependentes de servidor público;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;7- Não podem incluir parceiros como dependentes no plano de saúde;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;8- Não participam de programas do Estado vinculado à família;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;9- Não inscrevem parceiros como dependentes da previdência;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;10- Não podem acompanhar o parceiro servidor público transferido;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;11- Não têm a impenhorabilidade do imóvel em que o casal reside;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;12- Não têm garantia de pensão alimentícia em caso de separação;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;13- Não têm garantia à metade dos bens em caso de separação;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;14- Não podem assumir a guarda do filho do cônjuge;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;15- Não adotam filhos em conjunto; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;16- Não podem adotar o filho do parceiro;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;17- Não têm licença-maternidade para nascimento do filho da parceira;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;18- Não têm licença maternidade/ paternidade se o parceiro adota filho;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;19- Não recebem abono-família;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;20- Não têm licença-luto, para faltar ao trabalho na morte do parceiro;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;21- Não recebem auxílio-funeral;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;22- Não podem ser inventariantes do parceiro falecido;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;23- Não têm direito à herança;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;24- Não têm garantida a permanência no lar quando o parceiro morre;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;25- Não têm usufruto dos bens do parceiro;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;26- Não podem alegar dano moral se o parceiro for vítima de um crime;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;27- Não têm direito à visita íntima na prisão;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;28- Não acompanham a parceira no parto;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;29- Não podem autorizar cirurgia de risco;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;30- Não podem ser curadores do parceiro declarado judicialmente incapaz;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;31- Não podem declarar parceiro como dependente do Imposto de Renda (IR);&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;32- Não fazem declaração conjunta do IR;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;33- Não abatem do IR gastos médicos e educacionais do parceiro;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;34- Não podem deduzir no IR o imposto pago em nome do parceiro;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;35- Não dividem no IR os rendimentos recebidos em comum pelos parceiros;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;36- Não são reconhecidos como entidade familiar, mas sim como sócios; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 12pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;37- Não têm suas ações legais julgadas pelas varas de família;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 12pt; color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 12pt; color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 12pt; color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51); font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;strong&gt;Eu Fay fui casada 5 anos, senti na pele os direitos que eu não tinha em relação a minha esposa e vice e versa, tive a sorte de ter uma família que nos via como um casal. Mas fora disso, na sociedade era complicado, para alugar imóvel, comprovação de renda, seguro de vida, plano de saúde, etc. Tínhamos uma vida estável, trabalhávamos juntas, fazíamos mercado pagávamos contas juntas. Enfim, mesmo assim, não nos viam como um casal, nos viam como duas garotas que dividem o ap e saiam juntas sempre (risos). Uma com um jeito moleque e a outra bem feminina. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 12pt; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt; Então me fala qual é a preocupação de alguém que não tem a necessidade no seu dia a dia em aprovar uma lei que o mesmo nunca viveu essa situação?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 12pt; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt; O que falta são pessoas como eu e você, mostrar a cara cada dia mais e sair de quatro paredes e provar que não somos e nunca fomos a minoria.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);font-size:85%;" &gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;retirado de &lt;a href="http://faybutch.blogspot.com/"&gt;http://faybutch.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema força os individuos na marra à heteronormatividade monogâmica reprodura, tudo construído pra se auto-corrigir e às suas peças. Como ser gay e querer se incluir, se o sistema intrinsicamente é homofóbico e contra tudo que um gay, como uma afronta à ordem que é, representa? O Sistema é diametralmente oposto ao que a condição gay diz respeito. O gay é a oposição, querer a assimilação é uma luta em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-6859640411127912575?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/6859640411127912575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=6859640411127912575' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/6859640411127912575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/6859640411127912575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/05/lista-dos-direitos-aos-quais-os-casais.html' title='Lista dos direitos aos quais os casais gays não têm acesso:'/><author><name>Patriarkill ♀</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11887354474319378804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://www.anarcha.org/pix/prop/women_free.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-6568392409923480598</id><published>2007-05-07T08:19:00.000-07:00</published><updated>2007-05-07T08:26:35.155-07:00</updated><title type='text'>O Fracasso da Privacidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_sWelNBfG6SA/Rj9Ew_srFuI/AAAAAAAAABE/-Hj9UX9ZlcI/s1600-h/voice2.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_sWelNBfG6SA/Rj9Ew_srFuI/AAAAAAAAABE/-Hj9UX9ZlcI/s320/voice2.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061840114710943458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_sWelNBfG6SA/Rj9Eq_srFtI/AAAAAAAAAA8/wmzXyTn2T_Y/s1600-h/1voice1.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_sWelNBfG6SA/Rj9Eq_srFtI/AAAAAAAAAA8/wmzXyTn2T_Y/s320/1voice1.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061840011631728338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_sWelNBfG6SA/Rj9EjPsrFsI/AAAAAAAAAA0/xLVMZ3o_Q5Y/s1600-h/1gay.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_sWelNBfG6SA/Rj9EjPsrFsI/AAAAAAAAAA0/xLVMZ3o_Q5Y/s320/1gay.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061839878487742146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:130%;" &gt; &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Para a maioria doa americanos, o direito à privacidade é a pedra fundamental na grande estrutura constitucional, um direito que garante uma variedade de liberdades. Nó o invocamos romanticamente em nossa virtuosa chamada por liberdade de intrusão social ou legal ("O que eu faço no meu quarto é negócio meu"); liberdade de religião ("Minha religião - ou a falta dela - é negócio meu"); liberdade de associação ("Esse é um clube privado--nós podemos escolher quem entra"); e liberdade dentro de nossas famílias e outras relações pessoais ("Eu vou criar meus filhos do modo como desejar"). Nós o também invocamos de forma ignorante: não existe nenhum direito à privacidade na constituição. O conceito é relativamente novo junto com uma seleção de outras decisões da suprema corte, duas das quais mais recentes foram entregues em Junho.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Em Troxel v. Granville, a corte decidiu que avós não tem respaldo legal de visitação a seus netos com a objeção de seus pais. Juíza Sandra Day O´Connor argumentou em uma opinião plural que "não haverá normalmente nenhuma razão para o estado se injetar no terreno privado da família para questionar a abilidade daquele pai para fazer as melhores decisões relacionadas à criação das crianças daqueles pais," Em United States v. Hubbell, a corte decidiu que consultor independente de Whitewater Kenneth W. Starr violou o seu acordo de imunidade com Webster L. Hubbell em enviar subpoenas tão agregórios que produziu mais de 13,000 páginas de arquivos financeiros. Starr então usou old tax returns para cobrar Hubbell com evasão de impostos, ainda que essa não foi a má conduta alegada do inquérito inicial. Ecoando uma anterior decisão de apelo que chamou as ações de Starr "a quintessêncional expedição pesqueira," a corte decidiu que se o governo não tinha "conhecimento anterior nem de suas existência ou localização" do abuso de papéis privados, usar subpoenas para procurar por evidências viola as proteções da quarta e quinta emenda contra "busca e coleta não-razoável" e auto-incriminamento.     &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Ambas decisões parecem ser boas medidas. A decisão sobre os direitos de visitação do avós parece senso comum: na verdade, tem sido festeja por experts legais que querem limitar a intrusão biológica em famílias gays. (O mais controverso caso foi o de Sharon Bottoms, uma lésbica assumida que perdeu a custódia de seu filho para a sua mãe, que objecionou a homossexualidade de Bottom. Em uma ironia amarga, o segundo marido da mãe foi um molestador de crianças convicto: so much para os melhores interesses da criança.) O julgamento do caso Hubbell, no entanto, parece apenas simples justiça, ainda mais um bem merecidao chute ao Inquisitor Starr.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Mas é o conceito legal da privacidade o melhor lugar para negociar esses assuntos, especialmente em caso de sexualidade e família? Especialmente homossexualidade. Conforme o mundo se torna cada vez mais complicado, aqui nós nos voltamos à "privacidade" como um modo de evitar uma discussão pública maior do que significa ser humano? A privacidade se tornou a solução-de-todos-os-tamanhos para todos os problemas sociais? Argumentar pela privacidade é sempre defensivo, nunca totalmente assertativo. Se nós verdadeiramente queremos defender nossas liberdades, nós precisamos de soluções que são mais efetivas---e mais radicais. Nós precisamos achar novos conceitos, e talvez mesmo nossa linguagem, para expressas e proteger as nossas necessidades e desejos mais básicos. Insistir em privacidade simplesmente nos remove do mundo público.     &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Nós costumamos pensar da privacidade como um modo de escapar do intrusivo, injusto poder do estado ou sociedade: proteger as pessoas pequenas. Mas, frequentemente demais, privacidade tem protegido e dado força aos poderosos. O conceito legal e social da privacidade formou raízes após a queda do feudalismo, quando novos servos liberados finalmente obteram alguma medida de proteção da formalmente toda-poderosa monarquia. Eles podiam agora serem donos de propriedades e tinham melhores direitos para indepêndencia pessoal e social. Eles podiam ser privados---isto é, não uma parte do terreno público da monarquia. Sob este sistema, a família poderia agora virar uma importante unidade social. Mas em muitas maneiras, esta nova estrutura simplesmente replicou o antigo sistema de poder.     &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Jurista britânico Sir Edward Coke notou em 1623 que "et domus sua cuique est tutissimum refugium"--"a casa de um homem [sic] é o seu castelo." No entando, este conceito de privacidade era um tanto estreito. Designava a casa, e por extensão a família, como uma entidade social privada. Mas dentro daquele terreno o homem, como o rei, tinha o poder. Esposas e crianças eram literalmente--legalmente--"owned"(dono) por seus maridos e pais. O "homem" na declaração de Coke não uma outra palavra para "pessoa". Com a subida da enterprise privada, idéias similares eram tidas como verdadeiras fora do lar: donos tinham mais direitos que trabalhadores. A idéia da propriedade privada também era nova, e altamente problemática. Uma sério de atos de anexão na Britânica nos séculos 16 e 17--que privatizaram florestas e pastos comunamente tidos--radicalmente alterou não só a cidadania, mas também o próprio senso da tradicional terra comunamente tida. Essa erradicação do "comum"--uma manifestação física de uma maior área de interesses e responsabilidades de uma comunidade--ainda vive conosco hoje. A idéia de que comunidades podem funcionar sob o modelo de cooperação ao invés de competição é estrangeira para muitos nos E.U. Essa maldição do comum. está conosco hoje em frases como "lugar comum" que são usadas para degradas, ao invés de valorizar objetos e ações. Enquanto privacidade oferecia alguma indepêndencia da autoridade real, ela geralmente ajudou e protegeu aqueles com poder.     &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Nós vemos isso mesmo na era moderna. Quando a democraria substituiu os direitos divinos de reis, "privacidade" tomou novos significados, formas, e abusadores. Constantemente o estado tinha que intervir. Os interesses comerciais de um "homem", por exemplo, era de sua preocupação pessoal. No entando, conforme donos de negócios abusaram dessa privacidade, o governo era forçado a adotar regulamentações para proteger os trabalhadores (lembrem-se, a semana cinco-dias de trabalho é relativamente nova) e mesmo outros negócios.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;A privacidade do lar teve de ser modificada de modo similar. Apenas três décadas atrás, abuso físico de crianças e linchamento de parceiros eram ignorados e tolerados por ambos as autoridades legal e o público: eles eram vistos como ações "privadas" que ocorriam na santidade do lar. Em muitos estados, um homem não poderia ser culpado por estuprar sua mulher porque sexo dentro do casamento era legal--sendo consensual ou forçado. Aqui "privacidade" era uma cobertura para dominação e violência. Conforme a sociedade se tornou mais sensível a esses assuntos, cortes foram forçadas a balancear o conceito tradicional da privacidade com uma igualmente forte intolerância a violência contra indivíduos. Agora não é ok bater na sua esposa, embora você possa ainda espancar suas crianças, mas não mais com cintos ou fios.     &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;No entanto, o romance da privacidade como um anjo-da-guarda para liberdades pessoais ainda corre forte. Em nenhum lugar isto é mais evidente como nas decisões dos últimos 25 anos da suprema corte relacionadas a relações sociais e sexuais. Em 1964, a corte decidiu em Griswold v. Connecticut que casais casados poderia comprar e usar contraceptivos; o estado não poderia intervir na privacidade de um casamento. Em 1969 o mesmo argumento foi usado em Loving v. Virginia para reverter leis misógenas centenárias. Em 1972 Eisenstadt v Baird estendeu o direito a privacidade no casamento para todas as relações heterossexuais adultas: casais não-casados agora tinham o dinheiro de comprar e usar contraceptivos. E, de modo mais controverso, em 1973´em Roe v. Wade a suprema corte decretou que o direito de uma mulher a privacidade incluia o seu direito de ter um aborto.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Cada uma dessas decisões expandiram o conceito de liberdade pessoal e ajudou criar uma sociedade que valoriza a integridade do indivíduo. Mas foi o conceito legal da privacidade o melhor caminho para esta destinação? Por cair na privacidade para assegurar direitos individuais, as cortes--ambas appellate e suprema--podem ter evitado assuntos que são mais difíceis e controversos.     &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Ao invés de expandir o direito constitucional à privacidade, por exemplo, não teria sido melhor--mais honesto e mais direto--para a suprema corte para decidir que adultos têm o direito de fazer com os seus corpos o que escolherem? Para aprimorar o standard de liberdade corporal e sexual que era o direito básico de um ser humano. Tal decisão teria expandido liberdade pessoal, celebrado a dignidade do indivíduo, e ajudado a criar uma sociedade na qual todas as pessoas são criadas iguais e a busca pela felicidade é um pouco mais fácil. Mais importante, no entanto, é a dura realidade que o modelo da privacidade apronfudou as limitações--limitações que a longo prazo podem ser desastrosas. As liberdades garantidas em Roe v. Wade, por exemplo, tem sido questionada pelas duas últimas décadas, e muitos desses ataques tem sido direcionados na insegura definição de privacidade.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Se Roe v. Wade aponta a fragilidade do modelo de privacidade, a decisão de Bowers v. Hardwick de 1984 atesta o seu fracasso. Em uma primeira olhada Bowers v. Hardwick parece um no-brainer, uma vitória certa. Michael Hardwick, um homem gay, foi preso e culpado em queixas de violar a lei de sodomia da Georgia por ter sexo oral com um outro homem em seu quarto com a porta fechada. Ativistas e advogados gays argumentaram que a prisão violava o direito de Hardwick à privacidade.     &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;No entanto a suprema corte decidiu que--apesar dos precendentes apresentados por Griswold, Loving, e Roe--não havia nenhum direito constitucional à privacidade quando se referia a sodomia consensual, por não haver nenhum relacionamento para a privacidade de escolha que foi estabelecidade para casamento e reprodução. Se estes casos tivessem sido argumentos, e vencidos, no direito à integridade corporal, a convicção de Michael Hardwick poderia ter sido revertida, junto com a lei de sodomia da Georgia.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Neste domindo de manhã adjudicating pode parecer simplista. Casos indivuduais na suprema corte são decididos em argumentos colocados por advogados opositores e formados por ambos precedente legal e contexto histórico. Mas o que está claro é que argumentos de privacidade permanecem persistentes e relativamente não-questionados. Em Troxel v. Granville a corte constatou que "privacidade familiar" legalmente contrapos o conceito competir de "os melhores interesses da criança." Neste extremo, isto é exatamente a mesma noção que permitiu e encorajou violência doméstica.     &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Experts legais sugeriram aplicar este ethos da privacidade para outros problemas sociais. Na edição de 12 de junho da New Republic, Jeffrey Rosen propôs que assédio sexual no lugar de trabalho poderia ser melhor trabalhado por um conceito expandido de "invasão de privacidade" ao invés do recentemente-aceito (embora problemático) modelo "ambiente de trabalho hostil". Ele argumento que "indignidade e humilhação" causadas pelo assédio sexual poderia ser entedidos como uma invasão de privacidade pessoal e "uma injúria à dignidade." Este argumento reconhece que assédio sexual viola a integridade do corpo assediado. Mas, como as outras soluções de "privacidade", se dirije ao problema construindo uma zona de buffer que separa uma pessoa da outra, o eu da sociedade.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Isso, at heart, é o que está errado com o argumento da privacidade. Ele continuinamente procura seguridade e liberdade pessoal ao remover o indivíduo da sociedade. Ao invés de assertar que sexualidade ou relações sexuais são boas e positivas, ele procura as "proteger" movendo-as da esfera pública para a privada. Tal proteção é um retrocesso que nunca irá estabelecer um direito a nossa básica autonomia firme e inviolavel. Não deveríamos todos nós estarmos indo para um lugar onde a privacidade é uma opção, e não um requerimento para liberdade pessoal? Não deveríamos nos mover para um lugar onde temos o direito de "ser"--não o direito de "ser privado?"&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;br /&gt;Michael Bronski&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-family: georgia; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Há interesse em um aparato de proteção política quando há algo para ser protegido. Se a minha aceitação depende da minha habilidade manter um lar, o que significa não ter um?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-6568392409923480598?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/6568392409923480598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=6568392409923480598' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/6568392409923480598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/6568392409923480598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/05/o-fracasso-da-privacidade.html' title='O Fracasso da Privacidade'/><author><name>Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17555804026776399424</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_sWelNBfG6SA/Rj9Ew_srFuI/AAAAAAAAABE/-Hj9UX9ZlcI/s72-c/voice2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-769458017398501180</id><published>2007-05-07T08:11:00.000-07:00</published><updated>2007-05-07T08:18:20.106-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_sWelNBfG6SA/Rj9B0PsrFqI/AAAAAAAAAAk/o2als0ep8cQ/s1600-h/ma0869.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_sWelNBfG6SA/Rj9B0PsrFqI/AAAAAAAAAAk/o2als0ep8cQ/s320/ma0869.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061836872010634914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(204, 153, 51); font-family: verdana;"&gt;&lt;b&gt;Uma nota sobre o espaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:verdana;" &gt; O espaço que demandamos é apenas o espaço que estamos condicionados a esperar como homens em uma sociedade patriarcal, espaço que foi apenas parcialmente suspendido porque chupamos rola. Mulheres ainda não conseguiram acesso a este espaço, seja literal em termos de território público, ou metaforicamente em termos de mídia da expressão cultural, sexual e política. Resumo, pornografia gay lucra de e aspira para a presença institucionalizada do poder pratriarcal construído na ausência/silêncio das mulheres, e isto assim é cúmplice na opressão das mulheres.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:verdana;" &gt;Isto é verdade e dói. Mas não é tudo da verdade. Primeiramente nossos pedidos por espaço, privado, gueto e público, não foram alcançados senão de modo incompleto e provisório, sempre sujeito à invasão e revocação. Espaços guetificados, como as mulheres sempre sentiram em suas cozinhas e porões e escritórios de igrejas, não são substitutos para espaço político autonomo. Nossa pornografia, de fato, reflete o reconhecimento desta insuficiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);font-size:180%;" &gt;&lt;a href="http://www.ejumpcut.org/archive/onlinessays/JC30folder/PornWaugh.html" target="_blank"&gt;http://www.ejumpcut.org/archive/onlines&lt;wbr&gt;says/JC30folder/PornWaugh.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;Explorar prostituição militarizada é importante primeiro porque as vidas de tantas mulheres em tantos países foram diretamente e indiretamente afetadas por esta instituição. Segundo, o assunto deveria atrair nossa atenção porque muitos homens tiveram suas expectativas, e fantasias, sobre mulheres formadas pela sua própria participação na prostituição militarizada. Terceiro, as tentativas de fazedores de política militar em construir o tipo (ou um particular grupo de tipos) de masculinidade que melhor caibam em sua missão militar são expostas ao tomar seriamente suas políticas de prostituição militar. Quarto, nós precisamos pensar cuidadosamente sobre prostituição militarizada porque cálculos sobre isso moldaram políticas externas e alianças internacionais. Quinto, entendendo qualquer politica militar sobre prostituição irá dar luz no pensamento que esconde por trás de suas politicas no estupro, recrutamento, assédio sexual, moral, homossexualidade, pornografia, e casamento. Finalmente, devotando energia analitica para as políticas da prostituiçao militar pode nos ajudar explicar porque políticas de prostituição de militares estrangeiros podem geralmente capturar a atenção de homens locais nacionalistas enquanto estes mesmos líderes de protesto não apenas continuam a ignorar a prostituição de políticas dos militares de seu próprio país mas também teimosamente resistindo o esforço feminista local em fazer sexualidade um tópico explícito no mais amplo movimento nacionalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: left;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cynthia enloe, manouvers&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;http://www.fpif.org/briefs/vol5/v5n36masculinity_body.html  &lt;/span&gt;   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-769458017398501180?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/769458017398501180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=769458017398501180' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/769458017398501180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/769458017398501180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/05/uma-nota-sobre-o-espao-o-espao-que.html' title=''/><author><name>Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17555804026776399424</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_sWelNBfG6SA/Rj9B0PsrFqI/AAAAAAAAAAk/o2als0ep8cQ/s72-c/ma0869.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-4288853389275188331</id><published>2007-05-07T08:06:00.000-07:00</published><updated>2007-05-08T19:32:33.080-07:00</updated><title type='text'>SEXO E REVOLUÇÃO</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;No dia 1° de novembro de 1968, na Argentina, durante a ditadura militar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;anterior (1966-1973), em uma casa de imigrantes do subúrbio de Buenos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Aires, um grupo de homossexuais trabalhadores e de classe média baixa,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;em sua maioria oriundos do movimento sindical , liderados por um&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;comunista expulso do partido por ser homossexual, formam Nuestro Mundo, o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;primeiro grupo homossexual sexopolítico da América Latina, que trabalha na&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;clandestinidade. Em agosto de 1971, Nuestro Mundo aproxima-se de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;intelectuais de classe média e, mantendo a sua autonomia, é fundada a Frente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;de Liberación homosexual (FLH).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Em 1972, é derrubada a ditadura na Argentina e é o momento do apogeu e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;esplendor da FLH, que edita o seu primeiro boletim. Participam da&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Frente 10 grupos autônomos, incluindo vários de cidades do interior da&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Argentina. São eles: Nuestro Mundo (sindicalistas), Safo (lésbicas), Eros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;(universitários), Bandera Negra (anarquistas), Emanuelle, bem como&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;profissionais liberais e católicos (QUÊ???????) homossexuais argentinos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Em 1973, com o retorno da democracia na Argentina, é publicado e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;difundido o texto Sexo y Revolución, provocando um grande debate nos grupos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;homossexuais e na esquerda. Também é publicado Somos, publicação oficial&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;da FLH, e primeira revista homossexual da América Latina. Dela chegam a&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;ser produzidas oito edições,a última publicada em janeiro de 1976, dois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;meses antes do golpe de Estado e da nova ditadura militar (1976-1983).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;A partir de então, a ditadura seqüestra, desaparece e assassina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;milhares de argentinos, entre eles os militantes homossexuais; aniquilando&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;toda possibilidade de continuidade do movimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Devemos começar perguntando quais fatores inerentes ao ser humano -&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;como espécie - criam, mantém e perpetuam a origem da dominação. Porque, se&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;não tivermos claros esses fatores, nos seria impossível explicar porque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;os seres humanos aceitam e, muitas vezes, defendem a opressão a que são&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;submetidos, que os priva da saúde física e até da sua liberdade.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Sendo característica do sistema de produção capitalista a produção para&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;o benefício de uma classe dominante, é interesse desta classe o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;estabelecimento lapidar da dominação sobre o resto dos seres humanos. Deste&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;modo, os indivíduos são moldados para serem dominados e/ou para dominar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;e isto se realiza através de mecanismos psicológicos específicos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;poderosos; mecanismos que por fim, acabam sustentando e perpetuando essa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;ordem de dominação. O importante é então, discernir os vínculos existentes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;entre a estrutura da exploração (extração de mais-valia) e a ideologia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;cotidiana que envolve cada um desses atos individuais, por mínimos que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;sejam. O propósito, o sentido e o eixo do sistema de exploração é&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;assegurar a exploração da força de trabalho em benefício de uma classe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Todos os atos de todos os indivíduos estão dirigidos rumo a esse fim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;supremo. Nenhuma área de comportamento individual pode escapar a esta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;supradeterminação, caso contrário, o indivíduo seria livre para questionar o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;sistema de dominação. É por isso que todos os atos privados e todos os&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;ator coletivos acabam por serem ator que cumprem uma função política.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Todo ser humano enfrenta, a partir de seu nascimento, um primeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;grupo: a família. O que significa família? Para um ser como o humano, cujo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;período de aprendizagem é o mais longo na escala biológica, faz-se&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;necessária uma agência social especificamente encarregada de orientá-lo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;ajudá-lo e mantê-lo nesse processo. Isto significa que a família é uma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;fábrica de seres humanos sociais. Ora bem, na medida em que um grupo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;social alicerçado na exploração necessita de pessoas pré-adaptadas para&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;entrar no processo de produção alienada, a família, mantenedora, deve&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;converter-se em uma agência deformadora. Trata-se de uma micro-sociedade que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;reproduz em amálgama o sistema que a nutre.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;A velha afirmação de que "A&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;família é a base da sociedade" adquire plena validade, uma vez que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;reproduz todas as suas características, visto que é agência de produção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;detses seres humanos condicionados ao sistema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Em uma família-pradão há um detentor do poder, o macho, na medida em&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;que manipula o poder econômico na família, o poder político na sociedade,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;manipula por direito próprio o sistema de relações sociais. O objeto de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;sua dominação é, em primeiro lugar, a mulher, e em segundo lugar, os&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;filhos, que são o produto-mercadoria da fábrica familiar. A finalidade da&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;família é produzir seres humanos que substituam os seus progenitores em&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;suas tarefas, inculcando-lhes antes os mecanismos de dominação para que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;as realizem sem protesto. Desta maneira se verifica e assegura neste&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;nível, do mesmo modo que nas outras escalas da vida social, a dicotomia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;opressores/oprimidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Esta dominação não é só uma questão teórica abstrata, mas que, como já&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;dissemos, orienta todos os atos cotidianos. Revela-se essencialmente no&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;poder sexual do macho sobre a fêmea no coito. O coito torna-se uma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;instituição estruturada culturalmente para a satisfação do varão, que detém&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;toda a iniciativa, e que possui o direito legítimo de gozar. Esta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;dominação no coito é em última instância, no terreno ideológico, a&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;manifestação objetiva da dominação da mulher pelo varão na vida cotidiana. Deste&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;modo a mulher torna-se um objeto de prazer e de reprodução. É&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;necessário destacar que o sistema lhe impõe a obrigação de realizar as tarefas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;domésticas sem dar-lhe o direito a nenhuma remuneração, o que desmascara&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;a sua verdadeira condição: a escravidão doméstica. A inserção das&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;mulheres no aparato produtivo minou, relativamente, a autoridade do macho e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;inspirou exigências às mulheres. Contudo, as conquistas alcançadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;pelas mulheres não conseguiram alterar - até o momento - a essência do&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;sistema de dominação machista.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;De fato, os varões seguem manipulando as&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;engrenagens básicas do processo de produção, e continuam desempenhando o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;papel de Protagonista no sexo. O núcleo de opressão da mulher, segue&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;assim intacto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Esta dupla dominação, na qual a nova igualdade é um blefe, se reproduz,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;tem filhos, e se forma para isto. Os filhos são os objetos da dominação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;paternal. O pai que controla o dinheiro, possui concomitantemente o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;poder de emitir ordens inapeláveis, abonado pela ideologia falaciosa de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;que o filho é um incapaz crônico, sem poder, nem direito de escolher seus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;atos. É um objeto de possessão de seus pais, situação sancionada pelo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;conceito jurídico de pátrio poder. A sexualidade infantil é negada pela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;ideologia do sistema; na medida em que, sem dúvida ela existe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;objetivamente, esta negação funciona na prática como uma mutilação. Com é&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;realmente a sexualidade infantil? A sexualidade infantil mostra a variedade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;de impulsos e diversidade de objetos que formam a libido humana, e neste&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;sentido, é a face mais autêntica da vida. A realidade é que na&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;sexualidade, na multiplicidade, na riqueza de suas potencialidades, está o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;primeiro vislumbre de liberdade que encontramos na natureza. E é este&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;enorme caudal de energia potencial da libido que deve ser desviado em&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;direção a meta social do trabalho alienado. A castração da sexualidade tem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;como objetivo introduzir a dominação característica do sistema na própria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;mente, em sua intimidade, a fim de "amolecer" o ser humano em terreno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;fértil para a ideologia do sistema. Um ser humano que permita que seus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;impulsos sexuais sejam objeto de dominação está preparado para adotar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;sem estranheza, o papel de dominador e/ou dominado. No sistema de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;castas, os varões são educados na dominação, e as mulheres na submissão.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;O&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;indivíduo internaliza os mesmos papéis que encontra na família: será o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;pai opressor se é macho, ou a mãe submissa se é fêmea. A figura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;autoritária é reproduzida portanto na figura da polícia, do patrão, do Estado,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;mantenedoras do sistema frente as quais os indivíduos se inclinarão como&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;frente ao pai. Sendo assim, o esquema de dominação é transmitido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;fielmente ao indivíduo através da família.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;A dominação da libido culmina com sua redução a determinadas partes do&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;corpo, os genitais. Na realidade, todo o corpo é capaz de aportar o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;gozo sexual, mas a sociedade de dominação necessita da maior quantidade de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;zonas do corpo possíveis para agregá-las ao trabalho. A genitalização&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;está destinada a tirar do corpo sua função de reprodutor de prazer para&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;convertê-lo em instrumento de produção alienada, deixando a sexualidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;só o indispensável para reprodução. É por isso que o sistema condena&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;com especial severidade todas as formas de atividade sexual que não sejam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;a introdução do pênis na vagina, chamando-as "perversões", desvios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;patológicos etc. Para agrilhoar o ser humano ao trabalho alienado é&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;necessário mutilá-lo reduzindo sua sexualidade ao genitais. Devemos lembrar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;que estes processos se dão dentro de um universo socioeconômico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;específico caracterizado pela exploração. As classes dominantes realizam um&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;manejo muito particular de um processo universal inerente ao ser humano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;como espécie: a livre disposição da energia sexual e seus fins.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Este esquema sexual perdeu sua rigidez característica do século 19, e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;isto não é casual. Na medida em que o capitalismo se desgasta, à custa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;de suas próprias contradições internas, revelam-se suas bases da miséria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;econômica e sexual. Mas, na medida em que as necessidades de liberdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;não estão integradas a uma proposição revolucionárias explícita, é o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;mesmo sistema único que lhes dá respostas, mantendo as mesmas bases da&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;opressão sexual mas oferecendo satisfações ilusórias ou substitutivas.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Assim, por exemplo, como resposta a estas exigências, o sistema produz e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;encampa uma florescente indústria pornográfica, que transforma o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;sujeito em espectador de suas próprias fantasias sexuais, em lugar de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;converter-se em feliz ator das fantasias. A quem beneficia a preservação das&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;pautas morais tradicionais? As classes dominantes,as que asseguram assim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;que os indivíduos submetidos a seu império sofrerão um processo de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;socialização ("a educação") destinado a proporcionar-lhes, de forma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;contínua, empregados dóceis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Mas esta não é totalidade do sistema de opressão machista. Aqueles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;indivíduos que não cumprem o papel sexual estabelecido, os homossexuais,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;são tidos como grande perigo por este sistema, na medida em que não só o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;desafiam, mas que também desmentem suas pretensões de identificarem-se&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;com a ordem da Natureza. A dessexualização do corpo humano é obra da&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;cultura. No caso do varão, ela interdita o coito anal passivo, a&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;utilização do ânus como zona sexual, apesar do fato dele estar rodeado de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;terminações nervosas eróticas. Também são um grande tabu os mamilos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;masculinos, apesar de ser área herógena, apenas por sua semelhança com a&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;anatomia feminina. Para isso é necessário importar categorias teológicas à&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;sexualidade humana, e é neste intento que devemos ver a enfermidade da&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;cultura. Se o sexo tem alguma função, é a de unir os seres humanos em&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;formas constantemente renovadas e criativas. O contrário significa reduzir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;o sexo em uma só de suas possibilidades: a reprodução. É por isso que a&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;cultura machista necessita qualificar os homossexuais de "degenerados",&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;"doentes", "anormais", e "delinqüentes". Na realidade, os homossexuais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;reivindicam as possibilidades plásticas inerentes à libido humana, que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;o sistema de dominação sexista insiste em mutilar. E o processo de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;socialização alienada que introduz a separação entre o bom e o mal, a culpa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;e a consciência.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Esta divisão desigual de poder sexual em favor dos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;varões heterossexuais se reflete em uma poderosa ideologia: aqueles que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;violam suas leis - algumas escritas, outras não, mas totalmente efetivas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;e vigentes - recebem não só uma sanção moral que seria a culpa, como&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;também são penalizados pelo aparato do Estado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Os homossexuais são emissários da repressão sexual, sobre os quais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;recaem os castigos mais severos e imediatos. A Frente de Liberación&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Homosexual considera que é chegado o momento de propor e começar a realizar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;uma revolução que, simultaneamente com as bases econômicas e políticas do&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;sistema, liquide suas bases ideológicas sexistas, tendo em conta que,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;do contrário, o sistema de opressão se reproduzirá automaticamente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;depois de um processo revolucionário que só altere as esferas políticas e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;econômicas. Nosso movimento surge como uma organização de homossexuais,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;de ambos os sexos, que não estão dispostos a seguir suportando uma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;situação de marginalização e perseguição pelo simples fato de exercer uma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;das formas de sexualidade. Como temos pretendido demonstrar, esta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;perseguição tem uma raiz claramente política. O sexo é uma questão política. E&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;nesta, medida,a liberação que postulamos não pode ter lugar dentro de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;um sistema econômico de dominação, tal como é o capitalismo dependente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;argentino. Mas, partindo de nossa própria marginalização, questionamos a&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;partir dela, a sociedade sexista, e chegamos a um questionamento global&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;da sociedade. Os homossexuais são um setor do povo que sofre uma forma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;de repressão discriminada e específica, originada nos interesses mesmos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;do sistema, e internalizada pela maioria da população, inclusive por&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;alguns setores que se pretendem revolucionários.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Neste sentido, permanecem intactas muitas formas de preconceito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;anti-homossexual (homofobia), disfarçados, por vezes de críticas políticas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Por exemplo, se coloca o título de objeção que a homossexualidade é&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;produto do capitalismo decadente. Sem dúvida, sociedades que não eram&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;capitalistas nem decadentes, como a Inca o praticavam e o louvavam. Temos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;visto além disso, que a libido humana original não despreza nenhuma das&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;suas possibilidades. Por detrás desta colocação se esconde a incapacidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;de formular uma ordem nova, uma cotidianidade verdadeiramente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;revolucionária.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Outra objeção é que a FLH é um movimento sectário, na medida em que não&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;se integra aos movimentos de liberação política. A razão é muito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;simples:a nós, como a todos os marginalizados, não iremos defender nada,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;salvo a nós mesmos. Na verdade, o argumento é uma falácia: de fato aqueles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;que nos marginalizam são eles. Algumas colocações tendem a considerar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;como contraditório o fato de que, enquanto postulamos a liberação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;sexual, nos organizemos como um grupo de homossexuais. Fazê-lo de outro modo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;significa dissolver nossa opressão específica, esquecendo que sobre nós&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;pesa uma condenação explícita. Os oprimidos especificamente pelo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;sexismo do seio da sociedade capitalista somos nós, os homossexuais e as&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;mulheres, e os varões heterossexuais adquirem objetivamente, socialmente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;falando, o caráter de grupo opressor. Sendo assim, este caráter de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;opressores não é eleito livremente por eles, mas lhe é culturalmente importo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;pela sociedade de dominação. Existe uma evidente defasagem entre a&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;política como atividade externa, social, e a política como atividade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;privada, individual, interna. A ideologia não é só uma superestrutura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;intelectual montada sobre as bases afetivas do ser humano, estas bases estão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;estruturadas em um sentido político, a partir do berço, pela sociedade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;em que o indivíduo nasce.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;A política é algo que se exerce em todos os&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;movimentos da vida cotidiana e que transparece em todas as escolhas, por&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;ínfimas que sejam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Também por isso o questionamento revolucionário da sociedade de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;dominação deve estender-se a todas a suas esferas de atividades. Um práxis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;revolucionária que não coloque em juízo de valor a moral burguesa, está&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;aceitando-a objetivamente e perpetua por um lado o que pretende destruir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;pelo outro.A desintegração da vida privada e a ação política&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;possibilita, além do mais, que muitas pessoas, depois de longos períodos de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;militância, sejam recapturadas pela burguesia através da formação de uma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;família, da construção de um "lar" e da criação dos filhos. A FLH é uma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;organização não verticalista nem centralista de homossexuais - e na qual&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;também podem participar heterossexuais que renunciem seus privilégios -&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;que se empenha na tarefa de integrar as reivindicações específicas do&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;setor homossexual ao processo revolucionário global. É um movimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;anti-capitalista, anti-imperalista e anti-autoritário, cuja contribuição&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;pretende ser o resgate para a liberação de uma das áreas através das&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;quais são possibilitadas e sustentadas a dominação da mulher e do homem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;pelo homem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Estamos conscientes que o sistema maneja amplos setores do povo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;valendo-se da moral, ou seja, de mentiras interessadas. Estamos conscientes de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;que o povo abandonará seus preconceitos, que constituem uma trava&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;concreta para o desenvolvimento revolucionário, na medida que nós, os&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;homossexuais, tomemos parte ativa e militante de uma luta que também é nossa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;Chamamos aos homossexuais, às mulheres, aos verdadeiros revolucionários&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;a realizar o esforço que supões questionar as pautas originais do&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;sistema de exploração, a fim de que recuperemos a nós mesmos como atores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;eficientes de uma revolução sem retrocesso.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enrique Asis, participante da Frente de Liberación Homosexual (Argentina), foi escrito entre 1973 e 1974.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-4288853389275188331?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/4288853389275188331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=4288853389275188331' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/4288853389275188331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/4288853389275188331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/05/sexo-e-revoluo-no-dia-1-de-novembro-de.html' title='SEXO E REVOLUÇÃO'/><author><name>Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17555804026776399424</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-7817749476788823203</id><published>2007-05-07T07:58:00.000-07:00</published><updated>2007-05-07T08:18:59.510-07:00</updated><title type='text'>Sexando o corpo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:verdana;" &gt;Em A Tempestade, Prospero denuncia Caliban como, "Um demônio, um demônio de nascença, um em que sua criação nunca poderia durar..." Essa passagem de A Tempestade deixa claro que as questões da natureza e criação se complicaram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:verdana;" &gt;Cultura européia por um tempo. Modos euro-americanos de entender como o mundo funciona depende fortemente do uso de dualismos--pares de conceitos opostos, objetos ou sistemas de crença. Deixe-me considerar hoje três pares relacionados --sexo/gênero, natureza/criação e real/construído. Nós geralmente aplicamos dualismos em alguma forma de argumento hierárquico. Prospero reclama que a natureza controla o comportamento de Caliban e que suas, de Prospero, "dores humanamente tidas"(para civilizar Caliban) não são em vão. Criação humana não consegue conquistar a natureza do demônio. Hoje, irei argumentar que questões intelectuais não podem ser resolvidas nem progresso social ao reverter à reclamação de Prospero. Na criação do conhecimento biológico da sexualidade humana, eu espero destruir o nó Gordiano do pensamento dualístico. Eu proponho ao invés do natural vs. criação ou real vs. construído, que a sexualidade é um fator somático criado por um efeito cultural.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:verdana;" &gt;No final, o dualismo sexo/gênero limita o feminismo e outras formas de análises. O termo 'gênero,' colocado em uma dicotomia, necessariamente exclui biologia. Pensando criticamente sobre a biologia permanece impossível por causa da divisão real/construído(as vezes formulado como a divisão entre natureza e cultura), em que muitos mapeam o conhecimento do real dentro do domínio da ciência enquanto igualam o construído com o cultural. Formulações dicotomicas de feministas e não-feministas conspiram em fazer uma análise socio-cultural do corpo parecer impossível.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:verdana;" &gt;não há foto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:verdana;" &gt;Algumas teóricas feministas, especialmente durante a última década, tentaram --com graus variados de sucesso-- criar um relato não-dualístico do corpo. Filósofa feminista Judith Butler, por exemplo, tenta reclamar o corpo material para o pensamento feminista. Porquê, ela pergunta, a idéia da materialidade veio a significar aquilo que é irreduzível, que suporta construção mas não pode, ela mesmo ser construída. Nós temos, Butler diz,(e eu concordo) que falar sobre o corpo material. Existem hormônios, genes, próstatas, útero e outras partes corporais e fisiologias que nós usamos para diferenciar masculino do feminino, que se tornam parte do chão de onde variedades de experiências sexuais e desejos emergem. Adiante, variações em cada um destes aspectos da fisiologia afetam profundamente a experiência de genêro e sexualidade de um indivíduo. Mas cada vez que tentamos retornar ao corpo como algo que existe anterior à socialização, anterior ao discurso sobre homem e mulher, Butler diz, "nós descobrimos que a matéria é inteiramente sedimentada com discursos sobre sexo e sexualidade que prefiguram e contem os usos aos quais aquele termo pode ser posto."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:verdana;" &gt;Noções ocidentais da matéria e materialidade corporal, argumenta Butler, tem sido construídas através de uma 'matrix de genêros'. Filósofos clássicas associaram feminilidade com materialidade. Considere, por exemplo, as origens da palavra 'matéria' de matéria e matrix se referindo ao útero e problemas de reprodução. Em ambos grego e latim, de acordo com Butler, matéria não era entendida como um branco passado esperando a aplicação de significado exterior.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:verdana;" &gt;"A matrix é um... princípio formativo que inaugura e informa um desenvolvimento de algum organismo ou objeto...para Aristótoles,'matéria é potencialidade, forma exatamente'...Na reprodução mulheres são ditas a contribuir com a matéria, homem com a forma." Como Butler nota, o título de seu livro, Bodies that Matter, é trocadilho intencional. Para ser material é preciso falar sobre o processo da materialização. E se pontos de vistas sobre sexo e sexualidade já estão afogados em nossos conceitos filosóficos de como a matéria forma o corpo, a matéria dos corpos não pode ser um ponto de partida neutro, para entender as origens da diferença sexual. Isto, então, é nosso dilema: já que a matéria já contém noções de gênero e sexualidade, ela não pode ser um recurso neutro para construir teorias "científicas" ou "objetivas" do desenvolvimento sexual e diferenciação. Ao mesmo tempo, nós temos que reconhecer e usar aspectos da materialidade que 'pertencem ao corpo'. "Os domínios da biologia, anatomia, fisologia, composição hormonal e química, doença, peso de idade, metabolismo, vida e morte" não podem "serem negados". Em outras palavras, para falar sobre sexualidade humana requer uma noção do material. No entanto a idéia do material nos vem à mente manchada, trazendo consigo idéias pré-existentes sobre diferenciação sexual. Butler sugere que devemos olhar o corpo como um sistema que simultaneamente produz e é produzido por significados sociais, como qualquer outro organismo sempre resulta de combinadas e simultaneas ações de natureza e criação.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:verdana;" &gt;Diferente de Butler, filósofa feminista Elizabeth Grosz permite alguns processos biológicos um status que pré-existe seus significados. Ela acredita que instintos biológicos ou desejos oferecem um tipo de material cru para o desenvolvimento da sexualidade. Mas materiais crus nunca são o suficiente. Eles devem ser oferecidos com um jogo de significados, "uma rede de desejos que" organizam o significado e a consciência das funções corporais da criança. Essa alegação se torna clara se alguém seguir estórias das chamadas "crianças selvagens" criadas sem restrições humanas ou incultição de significado. Tais crianças não adquirem linguagem nem desejo sexual. Enquanto seus corpos oferecem os materiais crus, sem um cenário social humano, a argila não pôde ser moldada em uma forma física reconhecível. Sem sociedade humana, sexualidade humana não pode se desenvolver. Grosz tenta entender como a sociedade humana e significado que claramente se originam fora do corpo, acabam incorporados em seus comportamentos fisiológicos, por fora, ambos inconsciente e consciente. Alguns problemas concretos exemplificam este problema: considere uma velhinha de cabelos brancos, bem na sua nona década, olhando no espelho sua face enrugada. "Quem é esta mulher no espelho?" ela imagina. Sua imagem mental do corpo não sincroniza com a reflexão do espelho. Sua filha, agora nos seus cinquenta, tenta lembrar que ao menos ela use os músculos da perna ao inves dos ligamentos do joelho, descer e subir as escadas será um tanto doloroso. (Eventualmente ela irá adquirir um novo hábito kinésico e dispensar com pensamento consciente sobre a matéria). Ambas mulheres estão trabalhando para reajustar os componentes visuais e kinésicos de seus corpos, formados na base de informação passada, mas sempre um pouco fora de data com o corpo físico atual. Como tais reajustamentos ocorrem, e comos nossas primeiras imagens corporais se formam em primeiro lugar? Para discutir este problema nós precisamos de um novo conceito de psique --um lugar onde uma translação de d     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:verdana;" &gt;translação de dois lugares entre a mente e o corpo toma lugar-- uma nações unidas, como foi, de corpos e experiências. Em Volalite Bodies Elizabeth Grosz pensa em voz alta como o corpo e a mente vem a serem juntos. Para facilitar seu projeto ela usa a imagem da fita de Mobius como uma metáfora para a psique. A fita de Mobius é uma peça topológica, uma fita lisa, por imaginar uma formiga andando ao longo dela. No começo da jornada circular, a formiga está claramente no lado de fora. Mas conforme atravessa a fita distorcida, sem nunca levantar suas pernas do plano, ela termina na superfície interior. Grosz propoe que pensemos do corpo --o cérebro, músculos, orgãos sexuais, hormônios e mais comprometendo o interior da fita de Mobius. Cultura e experiência, constituiriam a superfície exterior. Mas, como a imagem sugere, interior e exterior são continuos e um pode se mover de um espaço para o outro sem nunca levanter o pé do chão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:verdana;" &gt;Grozs enxerga que corpos criam psiques usando a libido como caneta para marcar os traços do caminho dos processos biológicos para uma estrutura interior de desejo. Isto cai em uma arena diferente de erudição estudar o "exterior" da fita, uma superfícia mais obviamente marcada por "textos, leis e práticas pedagógicas, jurídicas, médicas e econômicas" para "tirar um subject social... capaz de trabalho, ou produção e manipulação, um subject capaz de atuar como um subjecy...". Grosz também rejeita o modelo natureza vs. criação do comportamento humano. Enquanto reconhece que nós não entendemos os fins e limites da flexibilidade do corpo, ela insiste que nós não podemos meramente "subtrair o ambiente, cultura, história" e terminar com "natureza ou biologia." Isto é onde muitos trabalhos feministas são construídos.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;Além de Dualismos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:verdana;" &gt;Grosz postula desejos inatos que se organizam por experiência física em sensações somáticas que traduzem aquilo que chamamos de emoção. Tomando o inato como valor próprio, no entanto, ainda nos deixa com um resíduo de natureza inexplicado. Humanos são biológicos mas em algum sendo natural E social, e mas em algum senso artificiais, ou, se quiser, entidades construídas. Podemos elaborar um modo de nos vermos, conforme nos desenvolvemos de fertilização à idade adulta, como simultaneamente natural e inatural? Durante a decada passada uma visão excitante surgiu na qual eu levemente me juntei sob a rubrica da teoria de sistemas desenvolvementistas, ou DST. O que ganhamos escolhendo DST como um alicerce analítico? Teorias de sistemas desenvolvementistas negam que existam dois fundamentais tipo de processos, um guiado por genes, hormonios e células cerebrais (i.e. natureza), e o outro pelo ambiente, experiência, aprendizado ou forças sociais incipientes (i.e. criação).     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:verdana;" &gt;Como, especificamente, DST pode nos ajudar quebrar os processos de pensamentos dualísticos? Considere um bode nascido sem pernas. Durante sua vida ele manejou se mover em seus membros escondidos. Um anatomista que estudou o bode depois de sua morte descobriu que ele possuía um coluna em formato de S (assim como humanos) "Ossos espessos, inserções musculares modificadas, e outras correlações de se mover em duas pernas." Este (e o de todos os bodes) sistema esquelético desenvolveu-se como parte de sua maneira de andar. Nem seus genes, nem seu ambiente determinou sua biologia. Apenas o conjunto tinha esse poder. Muitos fisiologistas desenvolvementistas reconhecem este princípio. Como um biologista escreve, "Enstruturação ocorre durante a performance de estórias de vidas individuais." Alguns anos atrás, quando neurocientista Simon LeVay relatou que estruturas cerebrais de homens gays e heterossexuais diferenciam (e isto espelhou uma diferença mais geral da diferença entre homens e mulheres hétero), ele se tornou o centro de uma tormenta. Embora um herói instantaneo entre muitos homens gays, ele esteve em problema com um grupo misto de pessoas. Por um lado feministas como eu desgostaram de seu uso inquestionavel de dicotomias de gênero que no passado nunca funcionaram para aprofundar a igualdade para mulheres. Por outro, membros da direita religiosa odiaram seu trabalho porque acreditam que homossexualidade é um pecado que individuos podem escolher rejeitar. O trabalho de LeVay, e mais tarde de geneticista Dean Hamer, sugeriu a eles que homossexualidade é inerente ou inata. A linguagem do debate público rapidamente se tornou polarizado. Ambos lados contrastaram palavras como genética, biológica, inerente, inata, e imutavel com aqueles de ambiental, adquirido, construído e escolha.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:verdana;" &gt;Para facilitar como tais debates evocam a divisão natureza/criação é um consequência da pobreza de uma aproximação não-sistemáticas. Politicamente, o alicerce natureza/criação carrega perigos enormes. Embora uma esperença de que crença no lado natural das coisas irá levar a maior tolerância, história passada sugere que o oposto também é possível. Até mesmo os arquitetos do argumento da natureza reconhecem os perigos. Em uma passagem extraordinária nas páginas de Science, Dean Hamer e seus colaboradores indicaram sua preocupação. "Seria fundamentalmente anti-ético usar tal informação para mudar ou alterar a orientação sexual presente ou futura de uma pessoa... Invés, cientistas, educadores, fazedores-de-política e o público deveriam trabalhar juntos para que tal pesquisa é usada para o benefício de todos da sociedade." Fisiologista feminista e teórica crítica Elisabeth Wilson usa o hubbud em cima do trabalho de LeVay para fazer alguns pontos interessantes sobre teorias de sistema. Muitas feministas, teoristas críticos e queer trabalham por deliberamente deslocar biologia, assim abrindo o corpo para formação social e cultural. Isto, no entanto, é o movimento errado a se fazer. Wilson escreve: "O que pode ser politica e criticamente controvertido na hipótese de Levay não é a conjunção neurologia-sexualidade por si, mas a maneira particular com a qual tal conjunção é feita." Uma resposta política efetiva, ela continua, não precisa separar o estudo da sexualidade das neurociências. Ao inves, Wilson, que deseja que nós desenvolvemos uma teoria de mente e corpo --um relato da psique que se junta à libido do corpo-- sugere que nós feministas incorporemos em nossa visão do mundo um relato de como o cérebro funciona isto é, largamente falando, chamado conexionismo.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:verdana;" &gt;A aproximação fora de data de entender o cérebro era anatômica. Função poderia ser localizada em partes particulares do cérebro. No fim função e anatomia eram um. Esta idéia carrega a revolta com o trabalho de LeVay. Muitos cientistas acreditam que diferença estrutural representa a localização cerebral para diferenças comportamentais medidas. Em contraste, modelos conexionistas argumentam que função emerge da complexidade e força de várias conexões neurais atuando de uma vez. Este sistema tem algumas características importantes: (1) as respostas não são sempre lineares, (2) as redes podem ser "treinadas" para responder de formas particulares, (3) a natureza da resposta não pode ser facilmente previzivel, e (4) informação não é localizada em lugar nenhum, inves é o resultado redial de várias diferentes conexões e suas forças variaveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:verdana;" &gt;As doutrinas de alguma teoria conexionista oferecem pontos de partida interessantes para entender desenvolvimento sexual humano. Porque redes conexionistas, por exemplo, são geralmente não-lineares, pequenas mudanças podem produzir efeitos grandes. Uma implicação para estudar sexualidade: nós podemos facilmente estar olhando para os lugares errados e na escala errada para aspectos do ambiente que formam o desenvolvimento humano. Adiante, um comportamento único pode ter muitas causas sublinhadas: eventos que ocorrem em tempos diferentes do desenvolvimento. Eu suspeito que sexualidades que nos rotulam como homossexual, heterossexuai, bissexual, e transgênero não são boas categorias de forma alguma, e são melhores entedidas apenas em termos de eventos únicos de desenvolvimento individual. Assim, eu concordo com aqueles conexionistas que argumentam que "o processo de desenvolvimento em si está no coração da aquisição de conhecimento...Desenvolvimento é um processo de emergência."     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:verdana;" &gt;Na maioria das públicas e em algumas científicas discussões, sexo e natureza, são pensados como real, enquanto gênero e cultura são vistos como criação. Mas estas são falsas dicotomias. As vezes, por exemplo, sexo é, literalmente, construído. No caso da intersexualidade, cirurgiões removem partes e usam plástico para criar genitália "apropriada" para pessoas nascidas com partes de corpo que não são facilmente identificaveis como macho ou femea. Médicos acreditam que suas habilidades os permite "ouvir" a natureza dizer a verdade sobre que sexo seu paciente terá de ser. Alas, suas verdades vem da arena social e são reinforçadas, em parte, pela tradição médica de tornar nascimentos intersexuais invisíveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:verdana;" &gt;Deixe-me resumir: quando examinamos a construção da sexualidade começando com estruturas visíveis da superfície exterior do corpo terminando com comportamentos e motivações --isto é com atividades e forças que são onipatentes invisíveis-- inferidas apenas com seu resultado, mas presumidas em serem localizadas pronfudas dentro do interior do corpo nós descobrimos que comportamentos são geralmente atividades sociais, expressadas em interação com objetos e seres distintamente separados. Assim, como nos movemos da genitália para o exterior, da psique invisível, nós nos encontramos, de repente, andando sob a superfície de uma fita de Mobius ao contrário, e além, do exterior do corpo. Apenas se conceitualizarmos a sexualidade como parte de um sistema desenvolvementista que alcança de nossa história social e cultural até as células de nossos corpos nós poderemos aprender como nos mover do exterior para o interior e para fora de novo, sem nunca levantar nossos pés da superfície da fita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Este artigo é um versão do Capítulo Um: Sexing the Body: Gender Politics and the Construction of Sexuality.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:courier new;" &gt;outros artigos de Anne Fausto-Sterling&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(153, 0, 0); font-family: courier new;" href="http://bms.brown.edu/faculty/f/afs/afs_publications_articles.htm" target="_blank"&gt;http://bms.brown.edu/faculty/f/afs/afs_&lt;wbr&gt;publications_articles.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:courier new;" &gt;publicado também no international journal of transgenderism &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(153, 0, 0); font-family: courier new;" href="http://www.symposion.com/" target="_blank"&gt;http://www.symposion.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-7817749476788823203?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/7817749476788823203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=7817749476788823203' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/7817749476788823203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/7817749476788823203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/05/em-tempestade-prospero-denuncia-caliban.html' title='Sexando o corpo'/><author><name>Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17555804026776399424</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5660129325759344249.post-5916951719992242646</id><published>2007-05-07T05:27:00.000-07:00</published><updated>2007-05-07T08:05:58.128-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_sWelNBfG6SA/Rj8cRPsrFnI/AAAAAAAAAAM/k79aylCViII/s1600-h/Digitalizar0001.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_sWelNBfG6SA/Rj8cRPsrFnI/AAAAAAAAAAM/k79aylCViII/s400/Digitalizar0001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061795588784985714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family: times new roman;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;"Nós queremos a abolição da instituição da família nuclear burguesa. Nós acreditamos que a família nuclear burguesa perpetua falsas categorias de homossexualidade e heterossexualidade ao criar papéis sexuais, definições sexuais e exploração sexual. A família nuclear burguesa como a unidade básica do capitalismo cria papéis opressivos de homossexualidade e heterossexualidade. É o direito de todas as crianças se desenvolverem em uma atmosfera não-sexista, não-racista, não-possessiva que é a responsabilidade de todos nós, incluindo os gays, de criar."&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;font-family:arial;font-size:78%;"  &gt;--“Third World Gay Liberation Manifesto,” New York City (circa 1970)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;Gay Liberation Front: Manifesto&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fordham.edu/halsall/pwh/glf-london.html" target="_blank"&gt;http://www.fordham.edu/halsall/pwh/glf-&lt;wbr&gt;london.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;   Sermos mulheres juntas não era suficiente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Nós éramos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Sermos garotas lésbicas juntas não era suficiente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Nós éramos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Sermos negras juntas não era suficiente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Nós éramos diferentes.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Sermos mulheres negras juntas não era suficiente&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Nós éramos diferentes.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Sermos lésbicas negras juntas não era suficiente&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Nós éramos diferentes.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Demorou algum tempo até percebermos que nosso lugar era a casa da diferença ela mesma, ao invés da segurança de qualquer diferença em particular&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;-audre lorde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;feminismo lésbico anti neoliberal, antidiversidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://enrebeldia.blogspot.com/2006/08/subvirtiendo-el-patriarcado-desde-una.html" target="_blank"&gt;http://enrebeldia.blogspot.com/2006/08/&lt;wbr&gt;subvirtiendo-el-patriarcado-desde-una.ht&lt;wbr&gt;ml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://enrebeldia.blogspot.com/2006/08/de-la-visibilidad-la-lucha-lsbika-o-la_18.html" target="_blank"&gt;http://enrebeldia.blogspot.com/2006/08/&lt;wbr&gt;de-la-visibilidad-la-lucha-lsbika-o-la_1&lt;wbr&gt;8.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://enrebeldia.blogspot.com/2006/09/justicia-y-lesbianismo.html" target="_blank"&gt;http://enrebeldia.blogspot.com/2006/09/&lt;wbr&gt;justicia-y-lesbianismo.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://enrebeldia.blogspot.com/2006/09/emancipao-das-mulheres-compatvel-com-o.html" target="_blank"&gt;http://enrebeldia.blogspot.com/2006/09/&lt;wbr&gt;emancipao-das-mulheres-compatvel-com-o.h&lt;wbr&gt;tml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://enrebeldia.blogspot.com/2006/08/relacionamentos-abertos.html" target="_blank"&gt;http://enrebeldia.blogspot.com/2006/08/&lt;wbr&gt;relacionamentos-abertos.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="2" cellspacing="0" width="100%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr class="row0"&gt;&lt;td style="font-weight: bold;" valign="top" width="100%"&gt; “É fundamental enfatizar que existe um antagonismo entre Diversidade sexual e Dissidência sexo-genérica, a primeira, é um movimento neo-liberal mercantil que responde aos ditames do livre mercado impulsionada pela globalização imperialista. O segundo, é um movimento social político e crítico que integra lesbianas, homossexuais, bissexuais, transgêneros e transexuais críticos e de esquerda, a que pertenço (…).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareceria que depois de 30 anos de luta teriam havido progressos extraordinários; que a situação das lésbicas agora é completamente diferente daquela “pré-história” do movimento; que hoje só falta afinar irregularidades ou omissões a respeito dos direitos civis, de trabalho e políticos das cidadãs lésbicas; (…) isto é uma ilusão, tal progresso é absolutamente relativo(…). Quando nos anos 70 (do século passado) afirmávamos: não buscamos a liberação das lésbicas dentro do capitalismo e, inclusive, mais além: nos negamos a aceitar a liberação lésbica dentro do capitalismo era porque entendíamos perfeitamente bem que no marco de um sistema econômico e político opressivo não era possível a liberação de nenhum ser humano. (…).&lt;br /&gt;No entanto, durante essas últimas décadas de modelo econômico neo-liberal, o Mercado da Diversidade Sexual, MDS -que constitui uma parte fundamental do dito modelo- criou uma tecno-ideologia extremamente sofisticada em torno da sexualidade (queer, poli, s/m, pluri, metro, hard, adrenalina-sex, filias, SMS, etc.) como extensão fundamental do livre mercado. Ideologia promovida por muitos dos ex-ativistas do mesmo movimento GLTB que utilizam a comunidade sexo-genérica unicamente quando se trata de desenvolver e proteger seus negócios, líderes de opinião que promovem a ilusão de que já se goza de liberdade sexual porque se tem acesso a discos, roupas de marcas, hotéis, sex-shops, publicações, restaurantes, programas de TV e cinema e porque já se chegou ao Congresso e a postos públicos no governo, entre outras conquistas. (…). &lt;/td&gt;   &lt;td style="font-weight: bold;" align="right" valign="top"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;   &lt;tr class="row1"&gt;   &lt;td style="font-weight: bold;" valign="top"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=6768956299826357618"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="font-weight: bold;" valign="top" width="100%"&gt;   &lt;div style="float: right; font-size: 92%; padding-left: 20px; padding-bottom: 10px;"&gt;&lt;img src="http://www.orkut.com/img/b.gif" alt="" height="1" width="3" /&gt;   &lt;/div&gt; Dentro desse marco de controle por parte do MSD sobre a sexualidade na lógica do livre mercado, a aplicação da noção de justiça ao setor social lésbico é algo totalmente incoerente(…).A colocação de alcançar justiça para as lésbicas dentro desse sistema social é um postulado totalmente capitalista, iniciativa que propõe a liberdade dentro da escravidão, para benefício de alguns. (...) o neo-liberalismo aprofunda de maneira brutal o abismo existente entre as classes sociais porque, mesmo que a classe política gay não queira ver, nossa sociedade está dividida em duas classe fundamentais: uma minúscula minoria que fundamenta seu poder sobre a mega exploração das grandes maiorias e as próprias maiorias que vivem submetidas a se mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proposta do lesbianismo feminista re-evolucionário.&lt;br /&gt;Frente a esse panorama, apresento uma proposta a partir de uma perspectiva lésbico-feminista re-evolucionária com relação à extensão da justiça ao setor de lésbicas s mexicanas.&lt;br /&gt;A colocação da igualdade jurídica só será possível se ocorrer uma mudança de sistema social, uma mudança radical das estruturas que o compõe, isto é, se ocorrer a construção de um novo sistema econômico, político, social, cultural, sexual e espiritual que permita a construção de uma nova organização e estrutura interhumana que implique numa nova concepção do que deve ser a imparcialidade da justiça e a aplicação do direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta proposta –feita em um lugar tão institucional- pareceria uma colocação fora da realidade. Entretanto, essa iniciativa está sendo construída agora mesmo na Bolívia e na Venezuela, sem esquecer que foi a proposta que inspirou os projetos socialistas a nível mundial na primeira metade do século XX e que hoje mesmo está impulsionando o movimento zapatista, em nosso próprio país, através da iniciativa da Nova Constituinte. &lt;/td&gt;   &lt;td align="right" valign="top"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;   &lt;tr class="row0"&gt;   &lt;td style="font-weight: bold;" valign="top"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=6768956299826357618"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="font-weight: bold;" valign="top" width="100%"&gt;   &lt;div style="float: right; font-size: 92%; padding-left: 20px; padding-bottom: 10px;"&gt;&lt;img src="http://www.orkut.com/img/b.gif" alt="" height="1" width="3" /&gt;   &lt;/div&gt; Constituinte que consiste precisamente em reorganizar nossa nação de outra maneira, de uma forma que represente os interesses, não dos grupos que dominam e exploram a nação de maneira predatória e genocída, mas que represente o interesse das maiorias, e das minorias, de mexicanas e mexicanos, onde se incluem, certamente, as lésbicas.&lt;br /&gt;Obviamente, essa iniciativa supõe uma transformação substancial que se choca com os interesses econômicos da oligarquia que domina nosso país (da qual fazem parte as empresas para gays e atualmente os empresários gays), ademais de chocar-se com os interesses das multinacionais (da qual faz parte o MDS), particularmente do imperialismo norte-americano. A todos eles também nos confrontamos as lésbicas de esquerda.&lt;br /&gt;Tanto a justiça como o direito, só e unicamente podem ser possíveis em um sistema de igualdade econômica, política e social, portanto, falar exclusivamente de “igualdade social” (como fazem os ideólogos gays) sem falar de igualdade econômica e política constitui uma contradição absoluta. No México isso não existe logo não se pode falar de justiça, talvez de uma “justiça totalmente injusta”, de um aparato de justiça e de uma legalidade impostos por alguns para manter as maiorias submetidas, sob a aparência do conceito sagrado de democracia burguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Desde o desenvolvimento da democracia norte-americana dos anos 20 do século XIX (Jacksonian Democracy) a idéia de democracia estava inseparavelmente unida às categorías de “propriedade privada”, “individualismo” e “economia de mercado capitalista” (Chomsky, Dieterich, p. 145). Propriedade privada (na minha cama mando eu), individualismo (meu prazer e meu orgasmo, seja com quem for e por todos os meios possíveis) e livre mercado (o ideal de todo o gay é chegar a ser empresário) constituem os princípios sobre os quais se constrói a cultura gay burguesa e o Mercado da Diversidade Sexual. &lt;/td&gt;   &lt;td align="right" valign="top"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;   &lt;tr class="row1"&gt;   &lt;td style="font-weight: bold;" valign="top"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=6768956299826357618"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="font-weight: bold;" valign="top" width="100%"&gt;   &lt;div style="float: right; font-size: 92%; padding-left: 20px; padding-bottom: 10px;"&gt;&lt;img src="http://www.orkut.com/img/b.gif" alt="" height="1" width="3" /&gt;   &lt;/div&gt; É precisamente dentro desse contexto que se deve colocar a opressão social e a repressão sexual (....) que atualmente chama-se: discriminação sexual ou de gênero. No entanto, as análises dos teóricos, acadêmicos ou ideólogos capitalistas ou pro-capitalistas aglutinados na direita intelectual gay, reduzem a discriminação sexual à mera manifestação ideológico-cultural, sem colocá-la como parte da engrenagem da economia política capitalista patriarcal e imperial e, em conseqüência, se limitam a impulsionar uma série de leis para estender os direitos civis, trabalhistas e políticos sem questionar o problema de fundo. Sem questionar a estrutura econômico-política do sistema. Essa lógica converte a classe gay política em cúmplice do dito sistema. &lt;/td&gt;   &lt;td align="right" valign="top"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;   &lt;tr class="row0"&gt;   &lt;td style="font-weight: bold;" valign="top"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=6768956299826357618"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="font-weight: bold;" valign="top" width="100%"&gt;   &lt;div style="float: right; font-size: 92%; padding-left: 20px; padding-bottom: 10px;"&gt;&lt;img src="http://www.orkut.com/img/b.gif" alt="" height="1" width="3" /&gt;   &lt;/div&gt; Mudar a raiz do sistema, significaria reconstruir a sociedade mundial sobre bases sociais não opressivas mas apoiadas na colaboração, cooperação, solidariedade, contribuição, trabalho mútuo, crescimento conjunto e bem comum, entre outros; superando as relações de opressão, controle, dominação, conquista, submissão, invasão repressão, extermínio (Palestina, África, Chiapas), etc., todas elas sustentadas na exploração de uns sobre outros, o que constitui a essência do patriarcado. Inimigo fundamental que combatemos as lésbicas feministas (mas não os e as gays).&lt;br /&gt;Hoje, falar nestes termos resulta ridículo ante uma devastadora ideologia neo-liberal que nos roubou a capacidade de transformar nossa própria realidade com se essa fosse um destino imutável, um capitalismo invencível; que nos despojou de nossa fé na possibilidade de desenhar criativamente novos modelos de organização social não opressiva, como se a divisão social em classe fosse imutável, um destino fatal. Em síntese, ideologia que nos faz crer na incapacidade dos povos, da classe trabalhadora, das mulheres, entre outras, de modificar a realidade. Realidade que unicamente os donos do dinheiro (os apropriadores da riqueza social) podem modificar: Bush ou Israel podem modificar a realidade geopolítica internacional a seu gosto sem se importar com o extermínio massivo de seres humanos.&lt;br /&gt;Esse destino inexorável, que está afiançado, avaliado e fortalecido pela classe político-empresarial gay aunado à classe político-empresarial das generistas (ex-feministas ou feministas de direita) e pela esquerda oportunista, IO. Essa situação só pode ser transformada pelo povo, pelo Terceiro Mundo (nova concepção do Terceiro Mundo), pela classe trabalhadora, pelos indígenas, pelos trabalhadores agrícolas, pelos operários, pelas mulheres, pelos sem terra, pelos desempregados, pelos ançiãos e particularmente pelas lésbicas feministas. &lt;/td&gt;   &lt;td align="right" valign="top"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;   &lt;tr class="row1"&gt;   &lt;td style="font-weight: bold;" valign="top"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=6768956299826357618"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="font-weight: bold;" valign="top" width="100%"&gt;   &lt;div style="float: right; font-size: 92%; padding-left: 20px; padding-bottom: 10px;"&gt;&lt;img src="http://www.orkut.com/img/b.gif" alt="" height="1" width="3" /&gt;   &lt;/div&gt; O processo de construção da sociedade futura justa é possível aqui e agora e não em um “futuro distante” ou “até a tomada do poder”. Prova disso são as comunidades indígenas autônomas zapatistas que estabeleceram seus próprios governos e sua própria administração assim como sua própria aplicação de justiça, aqui e agora em Chiapas no sudeste mexicano.&lt;br /&gt;Quando um Estado governa através da injustiça: a imposição (governador de Oaxaca), a repressão (Atenco), a corrupção (fraude eleitoral), a impunidade (Ciudad Juárez), a mentira (sistema bancário e financeiro), etc., (...) o povo tem todo o direito de desconhecer esse governo e de buscar seus próprios sistemas de justiça.&lt;br /&gt;Sem aludir às utopias, mas ao socialismo-feminista “cientifico” e em particular ao lesbo-feminismo, a humanidade tem seus dias contados para uma transformação radical. Não apenas porque o planeta já não pode mais resistir ao aquecimento que as multinacionais geraram com sua contaminação, nem a pode terra suportar a devastação e depredação que essas empresas produziram, mas também pelo extermínio e anquilação massivos de grandes setores da humanidade através de enfermidades, do álcool, das drogas, do sexo compulsivo (MDS), dos programas televisivos de alienação mental, dos transgênicos, da manipulação genética, dos alimentos chatarra[1], etc., impulsionados pelos governos capitalistas.&lt;br /&gt;Hoje, o movimento lésbico-feminista assim como ao movimento da Dissidência sexo-genérica, MDG, nos cabe participar da reconstrução do planeta e da sociedade humana destruída pelo sistema heterosexista-patriarcal / capital-imperialista do qual são hoje pontuais o MDS e a cultura gay direitista, até a construção de uma sociedade totalmente livre da opressão social já que “ninguém será livre até que todas e todos sejamos livres”.&lt;br /&gt;--- --- ---&lt;br /&gt;LESBIANAS FEMINISTAS RE-EVOLUCIONARIAS.&lt;br /&gt;Yan María Yaoyólotl C.&lt;br /&gt;lesbofeminismoyan@yahoo.com.mx&lt;br /&gt;&lt;a href="http://es.geocities.com/lesbofeminismoyan/lesbofeminismoyan.html" target="_blank"&gt;http://es.geocities.com/lesbofeminismoy&lt;wbr&gt;an/lesbofeminismoyan.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Yan@mujerarte.org&lt;br /&gt;[1] Alimentos chatarra = junkie food&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt; O único modo em que iremos alterar a presente situação é por uma larga organização grassroots com o tanto de pessoas com as quais podemos nos conectar, isto é, construindo um movimento. É claro que precisamos trabalhar com pessoas heterossexuais de cor que superaram a noção de que heterossexualidade é a única expressão de desejo normal e aceitável. Mas precisamos também trabalhar com pessoas e em contextos em que muitos não se aventuraram ainda -- com aqueles que não estão totalmente convencidos que nós, como eles, merecemos e estamos comprometidos para lutar por nossa liberdade. Mais importante, nós precisamos definir nossas prioridades para que nosso trabalho político conecte com o mais vulnerável da sociedade, que não são necessariamente profissionais negros gays e lésbica com educação superior. Se nosso trabalho e estratégias não confrotarem o ataque vicioso contra mulheres pobres e suas crianças, imigrantes que nesta era acabam sendo quase totalmente pessoas de cor, nossas irmãs e irmãos encarcerados, aqueles que são sem-teto, famintos e em desespero, especialmente nossa juventude e nossos idosos, então não estamos fazendo o trabalho. Comprometimento para a erradicação da opressão across the board, não apenas os assuntos que nos afetam diretamente, é um comprometimento ético como político também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Barbara Smith, Black Nations/Queer Nations Conference, March 1995&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5660129325759344249-5916951719992242646?l=naoaassimilacaogay.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/feeds/5916951719992242646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5660129325759344249&amp;postID=5916951719992242646' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/5916951719992242646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5660129325759344249/posts/default/5916951719992242646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoaassimilacaogay.blogspot.com/2007/05/ns-queremos-abolio-da-instituio-da.html' title=''/><author><name>Maria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17555804026776399424</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_sWelNBfG6SA/Rj8cRPsrFnI/AAAAAAAAAAM/k79aylCViII/s72-c/Digitalizar0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
